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A História do Santo Graal

Um conto escrito há mais de 800 anos pelo francês Chrétien de Troyes, um dos primeiros escritores a popularizar a lenda do Rei Arthur, narrava a busca do jovem cavaleiro Percival por um recipiente de ouro puro, incrustado pelas joias mais preciosas da Terra: tratava-se da primeira referência de que se tem registro ao Santo Graal.

"O conto do Graal" foi um best seller de sua época e, aos poucos, o imaginário popular, fortemente influenciado pela igreja católica, tratou de atribuir explicações de cunho cristão para a história, já que Chrétian morrera poucos anos depois de sua publicação sem deixar muitas pistas sobre sua inspiração.

A palavra "graal", que no francês antigo se refere a uma espécie de tigela utilizada nas refeições dos aristocratas, passou a ser associada a uma relíquia dos tempos bíblicos – interpretação reforçada por outro escritor das lendas arturianas, o também francês Robert de Boron, que deu ao mito do Santo Graal o sentido cristão definitivo. De acordo com ele, o cálice, agora sagrado, foi usado para coletar as últimas gotas do sangue de Jesus na cruz.

No livro de Boron, o Graal teria sido levado à Grã-Bretanha, onde foi encontrado pelo personagem criado por Troyes, o jovem Percival. Desde então, a história vem sendo recontada com a adição de mais e mais detalhes que atribuíram a ela novos e misteriosos contornos; e até a morte do seu autor original, sobre a qual não se tem registros, passou a ser vista como um mistério. Afinal, se o Graal de fato existiu, Chrétien de Troyes sabia demais...