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História das Palavras: PIRIPAQUE

Quando alguém tem alguma indisposição física ou mal súbito, dizemos que ela teve um piripaque.

A origem da palavra é um mistério, mas há uma história curiosa a respeito. O médico José de Souza Meirelles Filho afirma que o neologismo surgiu quando ele era residente no HC da Faculdade de Medicina da USP, em 1947.

Ele estava no plantão noturno, quando uma paciente deu entrada no pronto-socorro depois de ter bebido manga com leite. A mãe da moça acreditava que a combinação era fatal. Para acalmá-la, um colega de Meirelles disse a ela que dois médicos alemães, Billie e Park haviam inventado um antídoto para o "veneno".

O médico injetou uma dose de placebo na paciente, que se recuperou "milagrosamente".

A equipe do hospital passou então a usar a expressão “Billie e Park” para designar sintomas exagerados ou imaginários de pacientes. Com o tempo, o termo se transformou em “bilipak” e, finalmente, em "piripaque".

Não há como confirmar a veracidade da história, mas ao menos ela é divertida.