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Afinal, a quem pertence Jerusalém? | HistoryTrends

Jerusalém é considerado um local sagrado para judeus, católicos e muçulmanos. Desde sua fundação, há mais de cinco mil anos, a cidade tem uma história atribulada: já foi destruída, invadida, cercada e capturada inúmeras vezes. Os conflitos por seu controle duram até hoje. A cidade já foi dominada por judeus, assírios, macedônicos, romanos e muçulmanos. Durante a Primeira Cruzada, em 1099, os Templários católicos conquistaram a cidade.

Depois disso, a cidade retomou novamente aos muçulmanos e foi conquistada pelos egípcios, até ser tomada pelo Império Otomano, que governou de 1516 até 1917. Após a 1ª Guerra Mundial, a Grã-Bretanha assumiu Jerusalém até a fundação do Estado de Israel, em 1948. Desde a independência, conflitos entre israelenses e palestinos por territórios de Jerusalém são constantes. Ambos os povos reivindicam a cidade como sua capital. No fim de 2017, Donald Trump , presidente dos Estados Unidos, reconheceu oficialmente Jerusalém como capital de Israel, revertendo décadas de diplomacia americana sobre o assunto. Sua decisão foi condenada por uma resolução dos outros 14 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para entender a questão, entrevistamos as especialistas Suzana Chwarts, professora de Cultura Judaica, e Arlene Clemesha, professora de Cultura Árabe, ambas da Universidade de São Paulo (USP). Elas explicam os motivos pelos quais judeus e islâmicos consideram Jerusalém um local de devoção.