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As rotas do pisco Peruano e/ou chileno

Existem bebidas no mundo que são indissociáveis da cultura e paisagem de uma região ou um país, por isso visitar determinados lugares torna quase obrigatório passar um tempo bebendo, conhecendo o sabor, as histórias, os personagens e tudo que envolva uma mesma situação cotidiana; é o que acontece com o pisco, aguardente de uvas típica da região andina. Contudo, essa bebida também enfrenta uma enxurrada de polêmicas e debates sobre sua verdadeira origem, já que tanto chilenos como peruanos se sentem como seus verdadeiros criadores. Vamos voltar um pouco no tempo para esclarecer essa disputa. No site piscochile.com há um texto sobre uma investigação que eliminaria as dúvidas: o pisco é chileno. “Foram encontrados registros e documentos históricos que provam que a palavra pisco já era usada em 1733. Esse fato, somado à sólida evidência fornecida pelo Arquivo Nacional e o INAPI, faz com que o historiador argentino Pablo Lacoste afirme que é possível ‘demostrar que o pisco nasceu no Chile e se desenvolveu naquele país, como produto típico, durante ao menos três séculos’”. Por outro lado, o portal piscoperu.com relata outra história “No século XVI, a uva chegou ao Peru, vinda das Ilhas Canárias, trazida pelo Marquês Francisco de Caravantes. Cronistas da época apontam que foi na fazenda Marcahuasi, em Cuzco, onde se produziu a primeira vinícola da América do Sul (...). As primeiras notícias que existem no Peru sobre a elaboração da aguardente de uva remontam ao início do século XVII. O renomado historiador peruano Lorenzo Huertas fala sobre o assunto: ‘Encontramos um documento de 1613 que indica a elaboração de aguardente (de uva) em Ica. Essa seria uma das datas mais antigas que falam sobre a fabricação de aguardente em solo peruano, talvez na América’”. Os peruanos também concluem sua tese mostrando o Dicionário da Língua Espanhola, cujo verbete para a palavra “pisco” diz: “De Pisco, cidade peruana no departamento de Ica. Aguardente de uva”. E nos últimos anos eles recorrem a outro registro externo (europeu): a União Europeia decidiu assegurar a proteção e comercialização dessa bebida, determinando que é de origem peruana, baseando-se em relatórios de de especialistas internacionais e experts em direito de propriedade intelectual Está claro que nenhuma resolução bastará para concluir a disputa sobre a paternidade dessa bebida, e que, seja lá onde tenha nascido, qualquer cidadão do mundo pode viajar por sua rota, nos Andes,l para conhecer os locais onde ela é produzida e aproveitar seu sabor e textura ancestrais. Fontes: piscochile.com / piscoperu.com / Unión Europea / Wikipedia / RAE