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Voos espaciais comerciais podem estar mais perto do que pensamos

O interesse público no espaço diminuiu e praticamente se esgotou nas décadas depois que o homem pisou na Lua. Enquanto os governos reduzem seu financiamento na área, empresas privadas vêm assumindo o desenvolvimento de tecnologias que permitem a exploração do Universo. Com enormes investimentos vindos de empresas como a Virgin (responsável por um império que envolve mídia, linha aéreas e telefonia celular) ou da Blue Origin junto com a gigante Amazon, magnatas sonhadores olham para o espaço como a conquista da próxima fronteira.

Tudo começou quando a NASA assinou um contrato de transporte com a SpaceX, projeto de Elon Musk, pai do PayPal. Basicamente os bons moços do governo americano permitiram que a equipe de Musk levasse coisas para o espaço para eles. A SpaceX se tornou a primeira empresa privada a lançar e aterrissar uma espaçonave, em 2010, com planos para missões tripuladas a partir de 2017. Se esses empreendimentos tiverem sucesso, eles voltarão suas atenções para Marte. Os projetos planejam financiar uma colônia em Marte, começando com a construção de um satélite e serviços relacionados a partir de 2020.

Aviões espaciais para ricos

A Virgin Galactic está interessada em um futuro puramente de aventuras. Os aventureiros mais ricos poderão pegar uma carona em “aviões espaciais” para um mergulho nos céus. Enquanto o primeiro turista espacial pagou cerca de US$ 20 milhões por seu lugar em 2001, agora o preço da passagem gira em torno de US$ 250 mil.

Mas os grandes objetivos possuem enormes contratempos. Em 31 de outubro de 2014, a nave SpaceShip Two, da Virgin Galactic, se acidentou em um teste de voo, matando um dos dois pilotos. A queda no deserto da Califórnia acabou com os planos de Richard Branson (imagem acima) para começar a realizar voos suborbitais no começo deste ano. Segundo Branson,  ao mesmo tempo em que a empresa continuará comprometida com o turismo espacial, “nós não vamos perseguir cegamente esse objetivo”. 

Voos suborbitais

A abordagem de Jeff Bezos, da Amazon.com, está mais no campo do apoio. O desenvolvimento de tecnologias da Blue Origin estão trazendo melhoras graduais em termos de custo e confiança para as iniciativas espaciais privadas. Apesar de ser extremamente discreta e secreta sobre seus projetos, a empresa parece ter assumido um papel fornecendo motores de foguetes e ajudando a humanidade a buscar as estrelas.

“Os desafios técnicos para escapar com sucesso da gravidade da Terra e alcançar a órbita nunca foram triviais e se tornam mais complexos quando maior confiabilidade e menores custos se tornam obrigatórios”, dizia o site em 2013. “Nós estamos trabalhando pacientemente, passo a passo, para alcançar esses objetivos em longo prazo”.

A empresa de Bezos começará os testes dos voos suborbitais neste ano com uma espaçonave inovadora chamada New Shepard, empreendimento resultante do sucesso do motor para foguetes da companhia.

Apesar de estar “a anos de distância do objetivo”, a Blue Origin tem como meta realizar viagens pagas de passageiros e pesquisadores ao espaço suborbital. Quando era adolescente, Bezos uma vez falou de hotéis espaciais. O Bezos de hoje em dia parece ainda estar fascinado com a ideia.

Fonte: The Man Guide

Imagem: Divulgação/Virgin Galactic