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Aviação

Você teria coragem de viajar em um avião sem piloto?

Os analistas da indústria aeronáutica estão preocupados com a escassez de pilotos de avião, ainda que alguns assegurem que a automatização poderia ser a solução para essa demanda. No entanto, a maioria dos especialistas diz que a tecnologia, a indústria e os passageiros ainda não estão preparados para voos totalmente autônomos. 

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O diretor do departamento de ciência aeronáutica da Universidade Aeronáutica Embry-Riddle, na Flórida, Michal Wiggins, sustenta que qualquer avanço em prol desse objetivo deve acontecer lentamente. O processo deve ser muito bem calculado e só poderá ser implementado após uma série de investigações cujos resultados sugerirem sua viabilidade.

Os controles de voo automatizado remontam à década de 1920, e na Segunda Guerra Mundial havia pilotos automáticos rudimentares. A ideia era que a automatização liberaria os pilotos de tarefas de voo e de monitoramento muito rotineiras e lhes permitiria dedicar-se à vigilância do entorno e a outras tarefas mais importantes. 

Wiggins também assegura que as funções do piloto automático ganharam sofisticação durante o século XX, já que os sistemas foram capazes de detectar problemas com maior eficácia que os pilotos humanos. Os importantes progressos tecnológicos dos últimos 50 a 60 anos fizeram com que voar agora seja mais seguro que nunca. Uma pessoa na cabine de comando pode não ver um aviso de um medidor, mas um computador pode detectar o sinal e enviar um alerta mais perceptível. 

Os organismos reguladores já estão dando passos para reduzir o número de pessoas na cabine de comando. A lei para reautorizar a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos inclui o financiamento de estudos para operações de aviões de carga com um só tripulante, algo ao qual a Associação de Pilotos Aerocomerciais se opõe.  


 Fonte: New York Times 

Imagem: Shutterstock.com