PALEOLÍTICO

Tiara pré-histórica encontrada na Sibéria pode ter até 50 mil anos

Uma tiara pré-histórica feita de marfim foi encontrada por arqueólogos na Caverna Desinova, na Sibéria. O artefato foi produzido com as presas do extinto mamute-lanoso. Os especialistas acreditam que o objeto, que estava quebrado, tenha entre 35 mil e 50 mil anos.

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De acordo com os arqueólogos, a tiara era usada por um homem. Não se sabe ao certo se ele pertencia a alguma espécie de realeza ou se o artefato servia apenas para prender seus cabelos. "Tiaras feitas de ossos, galhos ou presas de mamutes são um dos mais raros tipos de ornamento conhecidos  da época do Paleolítico Superior no norte da Eurásia", disse Alexander Fedorchenko, da Academia Russa de Ciências.

A caverna siberiana se tornou conhecida quando lá foram encontrados os restos de uma extinta linhagem humana, os Hominídeos de Desinova. A tiara estava na mesma camada onde esses primeiros resquícios foram descobertos. Como ossos de outras espécies de humanos já foram encontradas no local, não há como afirmar que o artefato pertenceu a um desinovano. 

Os arqueólogos explicam que eram necessárias várias etapas para produzir a tiara. Após serem retiradas, as presas do mamute eram cortadas em pedaços. Depois, a matéria-prima era colocada na água, para que amolecesse. Então o marfim era cortado, furado e polido. Na caverna também foram encontrados um anel de marfim e uma agulha de osso. Os artefatos irão ajudar a entender melhor os costumes dos povos do Paleolítico Superior.


Fonte: Live Science

Imagem: Institute of Archeology and Ethnography SB RAS