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Telescópio Hubble fotografa estrela mais distante já registrada

No início deste mês, a revista Nature Astronomy publicou um artigo que registra a estrela mais longínqua já fotografada. A MACS J1149 Lensed Star 1 (LS1), apelidada de Ícaro, foi captada em maio de 2016 pelo telescópio Hubble, da NASA, com o auxílio de um efeito que faz com que objetos distantes pareçam muito mais brilhantes do que o usual: a lente gravitacional.

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As lentes gravitacionais são formadas devido a uma distorção no espaço-tempo causada pela presença de um corpo de grande massa entre um objeto e um observador. Normalmente os astrônomos não conseguem identificar estrelas individuais além de 100 milhões de anos-luz de distância. As lentes gravitacionais fazem com que elas sejam muito mais fáceis de serem localizadas, aumentando o seu brilho em cerca de 50 vezes. Nesse caso, o brilho foi aumentado em 2000 vezes. 

“Pela primeira vez, estamos vendo uma estrela individual – não uma supernova, não uma erupção de raios gama, mas uma estrela estável – a uma distância de nove bilhões de anos-luz”, diz o coautor do estudo Alex Filippenko, um astrônomo da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Esse efeito de lentes gravitacionais tão forte criou o que os astrônomos chamam de anel de Einstein, um fenômeno bastante incomum, no qual a luz se curva e forma um anel. Como essa estrela estava tão longe, os cientistas não enxergaram o anel, mas o efeito fez com que a estrela brilhasse o suficiente para ser vista em imagens captadas pelo telescópio Hubble.

Fonte:  Newsweek 

Imagem: NASA/ESA/P. Kelly (University of Minnesota)