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Antigo Egito

Queijo de 3200 anos é encontrado em tumba egípcia

Arqueólogos encontraram o queijo mais antigo do mundo em uma tumba egípcia. O alimento havia sido enterrado há 3200 anos junto com um homem chamado Ptahmes, que foi prefeito da cidade de Mênfis. Pesquisadores também descobriram que o queijo continha uma bactéria mortífera. 

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Apesar de a tumba de Ptahmes ter sido descoberta em 1885, escavações recentes continuam a revelar segredos do Egito Antigo. Em uma dessas incursões, o queijo foi encontrado em uma jarra. Dentro dela também havia um pedaço de tecido, provavelmente utilizado para preservar seu conteúdo. Ao analisar o alimento, os especialistas constataram que o produto havia sido feito de leite de vaca misturado com leite de cabra ou ovelha. 

"As características do tecido apontam que ele era usado para envolver algo sólido e não líquido. Isso sugere que o produto lácteo era um pedaço de queijo", disseram os pesquisadores. Segundo o cientista, Enrico Greco, da Universidade de Catania, na Itália, o resíduo é mais antigo que outras evidências antigas de queijo encontradas anteriormente em escavações na Europa, China e no norte da África.

A análise também sugere que o alimento estava contaminado com a bactéria Brucella melitensis, que causa a brucelose. Essa doença, potencialmente fatal, é transmitida de animais para pessoas, geralmente pela ingestão de leite que não passou pelo processo de pasteurização. Se a análise preliminar for confirmada, será a mais antiga evidência biomolecular da doença.


 Fonte: Proteomic Analyses on an Ancient Egyptian Cheese and Biomolecular Evidence of Brucellosis

Imagem: Enrico Greco