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RACISMO

Nova polêmica: a Ku Klux Klan é de esquerda?

Fundada em 1866, a Ku Klux Klan (KKK) surgiu como reação à abolição da escravatura no sul dos Estados Unidos após o fim da Guerra Civil americana. Ainda na ativa,  a KKK defende correntes reacionárias e extremistas, tais como a supremacia branca, o nacionalismo branco, a anti-imigração e o antissemitismo. Por isso, o grupo é considerado de extrema-direita.

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O nome parece derivar da palavra grega kýklos (do grego κύκλος), que significa "círculo", "anel", e da palavra inglesa clan (clã) escrita com k. Em seus primeiros anos, a organização tentou derrubar os governos estaduais republicanos na região durante a chamada Era da Reconstrução, especialmente por meio do uso da violência contra líderes afro-americanos.  

Após ser extinto por uma lei federal contra o terrorismo em 1872, o grupo ressurgiu em 1915. Seus membros se opunham aos católicos e judeus, além de fazerem profunda oposição à Igreja Católica. Naquela época, a organização adotou um traje branco padrão e usava palavras de código semelhantes como as do primeiro Klan, além de ter adicionado os rituais de queima de cruzes e de desfiles. Essa fase do grupo terminou em 1944.

A atual encarnação da Ku Klux Klan surgiu nos anos 1950, após a promulgação da lei contra a segregação racial nas escolas públicas. O grupo agia de forma violenta, cometendo assassinatos e atentados contra negros. No fim dos anos 70, o grupo perdeu a força, pois seus líderes tiveram que pagar grandes indenizações para vítimas de seus atentados.

Atualmente, a KKK não é considerada uma  organização, mas um coletivo de grupos independentes espalhados pelos Estados Unidos. A partir dos anos 1990, organizações neonazistas acabaram absorvendo ex-membros da KKK, tirando a força da entidade original. Campanhas recentes da Ku Klux Klan tinham como alvo a imigração ilegal e uniões civis homossexuais.


Fontes: History Channel USA e Mundo Estranho

Imagem: National Photo Company Collection, via Wikimedia Commons