ROMA ANTIGA

Local onde Júlio César foi assassinado será reaberto ao público em Roma

O local onde Júlio César foi assassinado, em Roma, será reaberto ao público depois de muitos anos. Atualmente, as ruínas, que ficam no Largo di Torre Argentina, estão interditadas por risco de desmoronamento. Fechado, o lugar virou uma espécie de santuário onde vivem gatos de rua.

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A restauração foi anunciada pela prefeita da cidade, Virginia Raggi. O projeto será financiado por uma empresa que atua no ramo da moda e custará cerca de U$ 1,1 milhão. Entre as melhorias previstas, estão o reforço na estrutura das ruínas, a construção de passarelas e de banheiros. As obras devem ser concluídas em 2021.

As ruínas do local onde César morreu acabaram soterradas durante o processo de expansão de Roma. Elas só foram recuperadas nos anos 1920, quando o ditador fascista Benito Mussolini ordenou a escavação e revitalização de localidades históricas. Isso porque ele queria se promover como um sucessor dos césares. 

Após a Segunda Guerra Mundial, por falta de investimento e de interesse, as ruínas do Largo di Torre Argentina sofreram um processo de degradação. As sucessivas crises políticas e econômicas enfrentadas pela Itália fizeram com que o local ficasse abandonado. 

Caio Júlio César, autoproclamado ditador de Roma, foi morto por um grupo de senadores aristocratas liderados por Marco Júnio Bruto, no ano 44 a.C. O atentado aconteceu em frente ao senado romano, que funcionava provisoriamente em um local chamado Curia Pompeiana. Depois que seu sobrinho-neto, Otaviano, se tornou o primeiro imperador romano, o senado passou a funcionar na Curia Julia, que estava em construção quando César foi assassinado.


Fonte: Smithsonian.com

Imagem: “O Assassinato de César” - Karl von Piloty (1826–1886) - Museu Estadual da Baixa Saxônia, via Wikimedia Commons