SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Exame de DNA desmente teoria da conspiração envolvendo líder nazista

Um exame de DNA derrubou uma teoria da conspiração que envolvia um homem de confiança de Adolf Hitler. Condenado à prisão perpétua após o fim da Segunda Guerra Mundial, Rudolf Hess, que foi vice-líder do Partido Nazista, se suicidou em uma cela, aos 93 anos. Mas muita gente acreditava que outro homem estivesse preso em seu lugar.

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  Hess foi capturado pelos aliados em 1941, após o avião que pilotava sofrer um acidente na Escócia. Ele teria ido sozinho negociar um acordo de paz com a Grã-Bretanha.  Em 1946, durante os julgamentos de Nuremberg, o nazista foi condendado a passar o resto da vida na cadeia por acusações de atentar contra a paz e de conspirar com outros líderes alemães para cometer crimes. 

Durante mais de 70 anos circulou a história de que Hess teria sido substituído por um impostor durante uma transferência de prisão. Reza a lenda que até mesmo a esposa do nazista acreditava nessa tese. Certa vez, durante uma rara visita à prisão, ela teria dito "como está o sósia hoje?".

Os rumores foram alimentados por um cirurgião que trabalhava na prisão de Spandau. Segundo ele, havia várias inconsistências a respeito do prisioneiro número 7 (Hess). O médico afirmava que o detento não tinha cicatrizes condizentes com o ferimento de bala que Hess sofreu na I Guerra Mundial. Além disso, o prisioneiro se recusava a receber a família, se queixava constantemente de "amnésia" e não teria as características dentárias do líder nazista. 

Em 1987, Hess se suicidou na prisão. Mas só agora uma amostra de sangue foi submetida a um exame de DNA para comprovar se o prisioneiro era realmente o criminoso de guerra. Ao comparar a amostra com o material genético de um parente de Hess, os autores do estudo publicado na revista New Scientist provaram que Hess era mesmo o prisioneiro número 7.


Fonte: IFLScicence

Imagem: Bundesarchiv, via Wikimedia Commons