PALEONTOLOGIA

Estudo aponta convívio milenar entre humanos e ratos gigantes

Se o tamanho de alguns ratos da atualidade pode impressionar algumas pessoas, há milhares de anos, os ancestrais destes animais eram muito maiores e serviram de alimento para os primeiros seres humanos modernos por milhares de anos. Por conta do longo período em que foram caçados e da introdução das ferramentas de metal, os ratos gigantes acabaram extintos, como concluiu um grupo de pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália (ANU).

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Os paleontólogos descobriram, no Timor-Leste, restos fósseis de espécimes dos maiores ratos de que se tem notícia. De acordo com o achado, os bichos poderiam pesar mais que 5 quilos, ou seja, apresentavam o porte de um cachorro pequeno ou o equivalente a dez vezes o tamanho dos ratos que conhecemos hoje - que chegam a 500 gramas. Os restos humanos mais antigos encontrados até agora no Timor Leste são de cerca de 46 mil anos de idade, o que mostra que os seres humanos e os ratos gigantes conviveram por muitos milhares de anos. De acordo com um estudioso envolvido na pesquisa, esse convívio terminou há mil anos. 

A descoberta, apresentada na Reunião da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, no Texas, é um complemento de um estudo sobre a movimentação dos primeiros humanos pelo sudeste asiático, que afirma que esses ratos teriam convivido com nossa espécie na região e que isso estaria relacionado à extinção desses animais. Vários fósseis encontrados indicam que nossos ancestrais comiam esses roedores imensos. O golpe final para os ratos gigantes foi o aparecimento, no Timor, das primeiras ferramentas de metal, com as quais os seres humanos começaram a derrubar árvores em grande escala.

 


 

Fonte: ABC 

Imagem: Renata Sedmakova/Shutterstock.com