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DESASTRES NATURAIS

Este são os sete lugares mais perigosos para se viver no planeta Terra

A natureza pode ser bela, mas, ao mesmo tempo, é implacável em algumas regiões do nosso planeta. Invernos infernais, furacões e a presença de vulcões tornam a vida em alguns locais extremamente perigosa. Confira abaixo sete lugares que podem ser considerados os mais arriscados para se viver.

1 - O Polo Gelado
Onde: Verkhoyansk, Russia

Localizada a 480 quilômetros ao leste de Moscou, no coração da Sibéria, a cidade de Verkhoyansk é a mais antiga acima do Círculo Ártico. Por mais de três séculos, os russos têm habidato a região, encarando o rigoroso e interminável inverno nas margens do Rio Yana, que fica congelado durante nove meses por ano. Hoje, aproximadamente, 1500 pessoas vivem na cidade, que é conhecida como Polo Gelado. De setembro a março, a média de luz solar é de cinco horas por dia e as temperaturas no inverno ficam entre -40o.C e -51o.C. Que tal passar uns dias por lá?

2 - A Montanha de Fogo
Onde: Monte Merapi, Indonesia

Mesmo durante seus períodos mais tranquilos, o Monte Merapi, na ilha de Java, arde. A fumaça flutua ameaçadoramente de sua boca, a 3 mil metros no céu. A "Montanha de Fogo", como é chamada pelos locais, entrou em erupção cerca de 60 vezes nos últimos cinco séculos. Em 1930, mais de 1.000 pessoas morreram quando Merapi expeliu lava por mais de oito quilômetros quadrados em torno da sua base. O perigo da montanha não parece assustar a população de cerca de 200 mil pessoas que vivem ao longo 6,4 quilômetros do vulcão.

3 - Furacões no Haiti
Onde: Gonaïves, Haiti

A cidade de Gonaïves, no Hait,i é uma das maiores do país e também uma das que mais sofrem com a ocorrência de vários furacões ao ano, fenômeno que pode deixar a cidade costeira completamente “lavada” pelo mar. Além disso, boa parte de Gonaïves já ficou soterrada ou repleta de lama por conta deste eventos da natureza. Em 2004, o local foi varrido pelo Furacão Jeanne, que deixou milhares de mortos e afetou mais de 104 mil pessoas.

4 - O Lago da Morte na África
Onde: Lago Kivu, República Democrática do Congo/Ruanda

O Lago Kivu, localizado ao longo da fronteira entre a República Democrática do Congo e Ruanda, é um dos maiores lagos da África. Sob a superfície deste lago de 4,3 quilômetros quadrados há nada menos do que 700 bilhões de metros cúbicos de gás metano, além de imensas quantidades de dióxido de carbono que está preso no lago sob a pressão da água e do solo. Se estas substâncias forem liberadas por algum incidente natural, isso pode resultar na morte de mais de 2 milhões de africanos que vivem no entrono do Lago Kivu.

5 - As ilhas efêmeras
Onde: Maldivas

As Maldivas são um lugar tão perigoso que, em 2008, o então presidente do país, Muhammed Nasheed, anunciou um plano para criar um fundo para financiar o deslocamento de toda a população para um local mais seguro. As Maldivas são uma confederação de 1.190 ilhas e atóis no Oceano Índico. Seu ponto mais alto de elevação é pouco maior do que 1,8 metro. Desta maneira, em algum momento no futuro não muito distante, é provável que o país seja engolido pela elevação do nível do mar. Uma avaliação de 2005, realizada pela United States Geological Survey, após o tsunami do Oceano Índico de 2004, indica que as Maldivas são uma das mais novas formações do planeta Terra e que não deve ter uma vida muito longa na superfície dos mares. De acordo com o relatório, as ilhas "devem ser consideradas com características efêmeras ao longo do tempo geológico."

6 - A capital mundial dos furacões
Onde: Grande Cayman

As Ilhas Cayman, um território britânico situado a 150 quilômetros ao sul de Cuba, são  conhecidas como reduto de ricos e famosos e um paraíso fiscal de praias de águas cristalinas do Caribe. Contudo, este local também tem uma reputação menos atraente, no caso, a de "capital mundial dos furacões." Estima-se que a Grande Cayman, a maior das três ilhas Cayman, é atingida por, ao menos, um furacão a cada 2,16 anos, mais do que qualquer outro local na bacia do Atlântico. Desde 1871, 64 tempestades castigaram a formação de calcário de baixa altitude, muitas vezes com resultados catastróficos.

7 - Óasis chinês
Onde: Minquin County, China

Preso entre dois desertos rastejantes, o oásis outrora fértil de Minqin County, no noroeste da província de Gansu, vive num tempo contado. O duplo golpe de uma seca que durou uma década e o desvio ascendente do curso do Rio Shiyang fizeram o Minqin murchar entre o deserto Tengger, que se aproxima ao sudeste, e o Badain Jaran, que está ao noroeste. No total, desde 1950, os desertos têm engolido mais de 259 quilômetros quadrados do oásis. Durante esse mesmo período, a população aumentou de 860 mil para mais de 2 milhões de pessoas. Diante rápida desertificação do local, o governo chinês começou um processo de deslocamento dos agricultores, já que a área para cultivo diminuiu de 932 quilômetros quadrados a menos de 155.

 

Fonte: Popular Mechanics