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Essa foi provavelmente a viagem mais azarada da história

Por Thiago Gomide do Tá na História.

 

Parceria HISTORY e Tá Na História

 

Essa foi a maior epopeia humana de todos os tempos.

Não conheço nenhuma viagem com tanto azar reunido. E desafio alguém a me apontar.

Não existe.

Vamos pelo começo.

Com a Segunda Guerra Mundial a todo vapor, a produção de borracha no Norte do País voltou ao ritmo dos anos de ouro.

Era preciso abastecer principalmente a indústria bélica dos Estados Unidos.

Pense em muito dinheiro nesse segundo boom da borracha.

Visando essa grana, o que fez o time do Santa Cruz em 1942? Resolveu organizar uma excursão para aquelas bandas.

O objetivo era jogar contra times pequenos, fazer bonito e carregar altos tostões para o Recife.

Logo de cara um problema: com a declaração de guerra brasileira ao Eixo, todos os navios poderiam ser abatidos por submarinos alemães.

Hitler nunca esteve de brincadeira. O Nazismo nunca está de bobeira.

Era um perigo.

O navio que levava o time do Santa Cruz teve que ser escoltado até Belém, capital do Pará.

Por causa do calor, os jogadores tiveram que dormir na polpa da embarcação.

Muitos desidrataram e não puderam jogar a primeira partida da hoje conhecida “excursão da morte”.

Acha que parou por aí?

Sério, você não conhece viagem mais furada que essa. Vai por mim.

Teve ataque de índios, jogador fugindo de casamento, luta por comida, morte...

Aperta o play para saber tudo! Conto nos mínimos detalhes.

Em outro vídeo do canal, eu explico como ficou a situação dos Soldados da Borracha. Homens que foram recrutados para ajudar nessa produção de látex.

Getúlio Vargas, que tinha prometido direitos iguais aos pracinhas, esqueceu disso logo após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Dica de ouro: aproveite e se inscreva no youtube.com/tanahistoria. Têm muitos outros vídeos sobre personagens e fatos marcantes da história.

Pra entrar em contato, o e-mail é [email protected]


 

THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade.