EGITO

Especialistas dizem que identificaram múmia de oftalmologista de faraó egípcio

Os restos mortais mumificados de um homem que seria o oftalmologista do faraó Ptolomeu II foram identificados por especialistas do Museu Arqueológico Nacional de Madri, na Espanha. Segundo os pesquisadores, o médico real Nespamedu viveu em algum período entre os anos 300 a.C e 200 a.C. A descoberta ajuda a entender melhor o período Ptolomaico do Egito.

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Quando o museu recebeu a múmia, em 1925, inicialmente acreditava-se que os restos mortais fossem de uma mulher. Isso porque Nespamedu foi sepultado usando uma peruca e pintura facial. Mas inscrições no sarcófago de ouro identificaram que ele era um alto sacerdote de Saqqara.

Após submeterem o corpo a análises com tomografia computadorizada, chegou-se a conclusão de que Nespamedu morreu com cerca de 55 anos de idade. Sob as faixas da múmia, foram encontradas placas e amuletos religiosos com imagens de Thoth, divindade da medicina e da ciência. Thoth é relacionado com a oftalmologia por ter curado o olho de Hórus, o deus com cabeça de falcão.

"Não há nada casual sobre a iconografia encontrada. É claro que ele queria registrar suas crenças e as responsabilidades que o elevaram aos altos escalões da sociedade", disseram os pesquisadores. Os arqueólogos acreditam que Nespamedu morou em Alexandria, onde o Ptolomeu II tinha sua corte. Segundo eles o médico era figura altamente respeitada da elite egípcia.


Fonte: Live Science

Imagem: Museu Arqueológico Nacional de Madri/Reprodução