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Epidemia de perfeccionismo entre estudantes preocupa especialistas

Thomas Curran, pesquisador da Universidade de Bath, no Reino Unido, acredita que existe uma “epidemia oculta de perfeccionismo” entre os estudantes do primeiro mundo. Pelo menos, é o que indicam as estatísticas, que mostram que, desde 1989, este mal cresceu 33% em países como os Estados Unidos, Inglaterra e Canadá. Nesses mesmos países, foram registradas, no último ano, mais de 40.000 consultas por problemas relacionados ao problema. 

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Se não for tratado a tempo, o perfeccionismo patológico pode levar ao desenvolvimento de doenças mais graves, como depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, fadiga crônica ou fibromialgia. Um perfeccionista nunca está satisfeito com o resultado de suas ações e isso o torna, como chamam os especialistas, um “sofredor crônico”. 

Apesar de a causa do transtorno não ser conhecida, acredita-se que ele pode ser gerado tanto por uma predisposição genética como por situações psicológicas disparadas na infância. Entre os traços comuns aos que sofrem desse mal estão baixos níveis de autoconfiança e ansiedade severa.  

Curran acredita que a competição exagerada enfrentada no mercado de trabalho contribui para a "epidemia". Outro fator que pode contribuir para o problema são as redes sociais, já que os usuários acabam comparando desfavoravelmente suas vidas com a de amigos e conhecidos.


 Fonte: The Guardian

Imagem: Shutterstock.com