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EGITO

Desvendado mistério de múmia tatuada egípcia

Há quatro anos, arqueólogos encontraram em Luxor, no Egito, uma múmia bastante danificada. Sua tumba havia sido saqueada e o que restou do corpo foram apenas partes tatuadas do torso e braços. Agora, os pesquisadores descobriram que os restos mortais pertenciam a uma importante sacerdotisa que viveu há cerca de três mil anos. 

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De acordo com os pesquisadores, a sacerdotisa era uma figura altamente respeitada, que morreu com cerca de trinta anos de idade. A arte inusitada em seu corpo é um dos mais antigos registros de tatuagens religiosas no antigo Egito. Os especialistas sugerem que esse tipo de modificação corporal fazia parte de algum ritual que tinha o objetivo de transformar mulheres em seres divinos.

A múmia possui mais de 30 tatuagens elaboradas gravadas em seus ombros, pescoço, costas e braços. Algumas ilustrações representam flores de lótus, outras mostram babuínos sentados. Os desenhos tinham finalidades mágicas, representando proteção contra doenças e poderes de cura. 

O corpo também é decorado com várias ilustrações do Olho de Hórus (ou Udyat), símbolo de poder e proteção. "Se você olhasse essa mulher de qualquer ângulo, você veria um par de olhos divinos olhando de volta para você", disse a bio-antropóloga Anne Austin, da Universidade de Stanford. Devido aos significados das tatuagens, os pesquisadores concluíram que a múmia pertencia a uma figura de importância religiosa ou mágica.


Fonte: Science Alert

Imagens: Anne Austin/Universidade de Stanford/French Institute of Oriental Archaeology