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Coronel Fawcett: aventureiro foi atrás da cidade perdida na Amazônia

Por Thiago Gomide do Tá na História, em parceria com o Catraca Livre.

 

Parceria HISTORY, Ta Na História e Catraca Livre

Uma cidade escondida no meio da Amazônia teria pedras preciosas, ouro e tudo do bom e do melhor. Parece maluquice? Você iria atrás? Um aventureiro não pensou duas vezes e até hoje a história dele é um grande mistério.

A história do britânico Coronel Fawcett é um dos grandes mistérios da humanidade. O que teria acontecido com o aventureiro? Será que ele encontrou a tal cidade?

Quando era criança, o menino Percy Fawcett amava um livro que trouxesse cenários fantasiosos.  Ficava lendo, lendo, lendo os mais diferentes livros sobre mundos encantados, misteriosos...

Antes de se lançar na aventura de encontrar uma cidade perdida no meio da floresta amazônica, Fawcett já tinha tido muitas experiências radicais. 

Vivendo o auge do Império Britânico, ele, também trabalhando para a rainha, tinha atravessado Siri Lanka, Malta, Marrocos, outros cantos da África...

Em 1906, ele chegou a trabalhar pra Bolívia, que estava brigando com o Peru por causa da demarcação de terras. Ficou um tempo cruzando a Amazônia.  

Nessas andanças, ele foi colecionando histórias de lugares mágicos escondidos. E foi, com cada vez mais frequência, estudando sobre o universo. Ganhou peças de amigos que ele acreditava ser do tal “el dourado”. 

O grande pulo do coronel Fawcett rola a partir 1920, que quando ele decide mesmo ir atrás do paraíso perdido, do el dourado, da cidade mágica no meio do nada. Ele fica se preparando um maior tempo, levantando grana pra aventura, fazendo pequenas imersões...

Um pouquinho antes da derradeira viagem, ele chega pro governo brasileiro, o presidente era Epitácio Pessoa, e propõe que o Brasil patrocine. Maluquice. O presidente chegou a pedir ajuda para Cândido Rondon, que conhecia tudo daquele traçado. Rondon disse que era loucura. Não tinha cidade nenhuma. Que papo é esse.

O coronel britânico ficou magoado e de uma banana pro Brasil. Em abril de 1925, ele se embrenha na floresta, pelo Mato Grosso, com o filho e mais um amigo. Levaram remédios, comida, umas malas, umas mulas, uns cachorros...e armas. 

Cerca de um mês depois, ele enviou uma última carta para a mulher, que estava morando na Jamaica. Depois disso, nada mais. Ninguém até hoje sabe onde foi parar o coronel, o filho e o amigo. 

Alguém acha que ele encontrou o paraíso perdido? 

 


THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade.