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Conheça a transformação de lixo que gera R$190 mil por mês

HISTORY NOW: Conheça Mateus Mendonça, que transformou o lixo em negócio.

 

O Brasil que não se transforma

País tem ao mesmo tempo dados empolgantes e frustrantes a respeito de reciclagem de lixo

Vamos começar esta nota com uma notícia boa: há mais de uma década nos orgulhamos de ocupar o primeiríssimo lugar mundial em reciclagem de latinhas de alumínio (de cerveja, refrigerante, etc.). Por aqui, 98,4% desse material volta à cadeia produtiva. No restante do planeta, raramente o índice ultrapassa 75%! Ponto para nós.

De resto, o cenário é bastante desanimador:

  • Pelo menos 85% da população brasileira não tem acesso a qualquer tipo de programa de reciclagem.
  • Só 22% das cidades brasileiras têm algum programa de coleta seletiva do lixo – e nem sempre esses programas são eficientes.
  • No geral, apenas 3% do nosso lixo é reciclado.
  • Em algumas cidades, o índice de reciclagem tem caído. Em apenas um ano (de 2014 a 2015), 66 cidades abandonaram a coleta seletiva.

 

Em grandes cidades o problema é ainda mais crônico. São Paulo, por exemplo, das 12,5 mil toneladas de lixo domiciliar gerado por dia, só 3% são reaproveitados.

 

Os lixões a céu aberto, que deveriam ter sido extintos desde 2014, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, continuam aí, firmes e fortes. Em Brasília, onde o índice geral de reciclagem caiu, repousa, assustador, o maior da América Latina.

 

Antes mesmo de falar em reciclagem, há um outro dado alarmante que precisa de atenção urgente: o de que 47% da população rural brasileira sequer tem acesso à coleta de lixo tradicional.


 

Fontes: Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre)

Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS) http://www.snis.gov.br/

Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) http://www.abralatas.org.br/