Todos os horários
Ta Na História

Clima de guerra no Brasil por causa de Dom Pedro I

Por Thiago Gomide do Tá na História

 

Parceria HISTORY e Tá Na História

Dom Pedro I estava cada vez mais autoritário. Em 1823, fechou a Assembleia Constituinte.

Na cabeça de muitos, Dom Pedro I era a continuação dos mandos de Portugal.

Vários acreditavam que a independência de Portugal, com Dom Pedro I fazendo o que estava fazendo, era nada.

Pior: Dom Pedro I, após a morte de Dom João VI, em 1826, entrou numa batalha pelo trono, com o irmão, Miguel.

Esse clima de “ o que o Dom Pedro I quer?” se arrastou por muito tempo.

Também em 1826, com a abertura dos trabalhos legislativos, os liberais chegaram arrepiando. Críticas pesadas ao Imperador.

Dom Pedro I parecia não ter maturidade pra enfrentar as críticas e seus aliados pareciam não entender de onde vinham as críticas.

A imprensa também estava tacando fogo no cenário. Quanto mais quente, melhor.

Em 1830 morre assassinado o jornalista Líbero Badaró, fiel crítico de Dom Pedro I, e a suspeita, claro, cai no colo do Imperador.

O clima vai piorando, piorando, piorando, até que Dom Pedro I resolve fazer numa sequência de viagens pelas províncias. Era uma tentativa de limpar a barra.

Péssima ideia.

Em Ouro Preto, Minas Gerais, o resultado foi o pior possível. Ele foi atacado de tudo que é jeito. A população chegava a fechar a porta na cara do rapaz.

Fechar a porta na cara do Imperador? Pois é.

Desolado, Dom Pedro I voltou ao Rio de Janeiro.

Eis que os bajuladores, que não estavam vendo nada do que rolava, resolveram fazer festa pro cara. Fogos. Aplausos. Dar uma levantada.

Malditos bajuladores.

Quer saber como terminou isso? Quer entender a noite das garrafadas? Aperta o play!

Dica de ouro: aproveite e se inscreva no youtube.com/tanahistoria. Têm muitos outros vídeos sobre personagens e fatos marcantes da história.

Pra entrar em contato, o e-mail é [email protected]


 

THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade.