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CIVILIZAÇÕES

Cientistas comprovam que índios americanos são parentes de povo siberiano

Cientistas conseguiram comprovar, pela primeira vez, que os índios americanos são parentes próximos de um povo da região siberiana.

Segundo uma demonstração realizada por uma equipe internacional de geneticistas, os incas, astecas, iroqueses e outros grupos nativos americanos são parentes próximos dos povos de Altai, uma divisão federal da Rússia, localizada entre a Sibéria, a Mongólia e a China.

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A teoria que afirma que os índios americanos se aparentam estreitamente com os povos de Altai não é nova. A migração dos povos da região siberiana através do nordeste da Rússia e do Alasca até a América gera suspeita há mais de um século. No entanto, até hoje, ninguém tinha conseguido provar isso. Agora, graças ao geneticista russo Oleg Balanovski, esse movimento migratório foi comprovado cientificamente.

Pelo estudo comparado das famílias genéticas dos índios americanos e de seus antepassados siberianos, contrastadas com as do resto do mundo, foi possível estabelecer que os antepassados de povos aborígenes, como os astecas e os incas, chegaram ao continente há 20 ou 30 mil anos, vindos da Sibéria. 

Porém, o resultado do estudo proporcionou outra grande descoberta: “Além dos antepassados siberianos, em alguns índios encontramos uma relação misteriosa com a população da Austrália e da Melanésia, ilhas situadas no Oceano Pacífico. É algo surpreendente, já que essas regiões são quase diametralmente opostas”, afirma Balanovski.

O modo pelo qual esses fluxos migratórios conseguiram ultrapassar as barreiras oceânicas tem uma explicação: “O local que atualmente ocupa o Estreito de Bering podia ser atravessado a pé. Durante a glaciação, a água se transformou em gelo e o nível do oceano mundial diminuiu”, explica Balanovski.

 

 


Fonte: rbth.com
Imagem: Goran Bogicevic/Shutterstock.com