MEDICINA

Cientistas afirmam que carregamos DNA de outras pessoas

Um estudo publicado recentemente pela revista Perspectives in Psychological Science investiga a presença de DNA de outros seres humanos em nossos corpos. Seus autores, Peter Kramer e Paola Bressan, cientistas da Universidade de Pádua, explicam: “Não somos indivíduos unitários, mas superorganismos”.

O artigo se aprofunda nesse fenômeno particular chamado microquimerismo (nome tirado do ser mitológico cujo corpo é formado por partes de um leão, de uma cabra e de uma cobra), que consiste na presença de organismos geneticamente diferentes em um único corpo. Evidências indicam que essa transferência de DNA pode acontecer entre a mãe e o feto, o feto e outro feto gêmeo e entre feto e os restos celulares de gestações anteriores da mãe. É particularmente estranho o caso da mulher que deu à luz filhos que não eram geneticamente seus, mas resultado dos óvulos de uma irmã gêmea que seu corpo havia absorvido no útero materno.

No entanto, a teoria de Kramer e Bressan é ainda mais radical. Os cientistas afirmam que as células de outros seres humanos têm a capacidade de se reproduzir em órgãos tão vitais como o coração e o cérebro e o poder de influenciar nosso comportamento. Essa possibilidade cria um novo paradigma para compreender o que a psiquiatria considera como doenças mentais. É possível que existam muito mais forças lutando dentro de um indivíduo do que havíamos considerado.

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Imagem: Cherednychenko Ihor/Shutterstock.com