Marco Cozzi

Apostando corridas em uma montanha-russa

Este final de semana nosso Piloto HISTORY viveu uma montanha-russa de emoções, literalmente. Cozzi marcou o melhor tempo em todos os treinos, largou na pole position  e venceu a etapa do dia 30 de agosto, em Curitiba. Uma fato super raro em qualquer modalidade do automobilismo, chamado Grand Chelem. 

No domingo, o tempo fechou nos dois sentidos. Cozzi deu um show de espírito esportivo e mostrou o quanto ama velocidade. Tanto que o piloto não consegue se imaginar sem praticar um esporte competitivo como este. Acredite, ele já ficou longos dez anos fora das pistas. Período que classifica como um dos mais difíceis de sua vida.

De volta às pistas, o que não faltou foi apoio familiar. Sua esposa e filhos acompanham algumas etapas e dão muita sorte ao piloto. “É bom ter a família junto pois é um esporte que desgasta e exige demais”, disse Marco. Até seu pai o ajuda cuidando dos negócios, enquanto está em treino e competição.

Porém, nesta etapa nenhum dos Cozzi poderia ajudá-lo, senão ele mesmo. Uma pane em seu carro o tirou da pista por três voltas. “Passou um filme na minha cabeça. Pensei: Por que comigo?”. Como todo italiano, na hora Cozzi ficou muito bravo. Mas os anos de experiência trouxeram controle e força.

Assista ao vídeo que mostra a pane em seu carro durante a corrida

 

 

Para Cozzi, situações como esta só fazem aumentar sua fé e paciência. “Acidentes e peças quebram, infelizmente. É frustrante, mas é algo que foge ao controle”, completa. Cozzi fez a curva sem sair da pista, já sem o motor funcionar e sem direção hidráulica. 

O problema estava em um cabo solto, dentro do painel. Cozzi dirigiu até o box mantendo o contato elétrico com a própria mão. A adrenalina era tanta que nem sentiu o quanto o cabo esquentou. No box, o mecânico que consertou o problema acabou com uma bolha nas mãos!

De volta à pista, Cozzi deu tudo de si. Acabou marcando o melhor tempo, com o carro mais rápido da competição. “Gosto do mais difícil. Prefiro saber que poucos poderiam fazer o que consegui. Prefiro largar em último e vencer, do que sair na frente e manter posição. Uma coisa é se superar, outra coisa é apenas manter. E manter combina mais com obrigação.”

As expectativas para a próxima etapa, em Porto Alegre, são as melhores possíveis. Cozzi sabe que precisa vencer e apenas a vitória interessa. “Posso competir como gosto, dando tudo de mim”. É a pista em que ele venceu ano passado com um fato histórico: durante a largada, bateram em seu carro e chegou a ficar em último. Mesmo assim, ultrapassou todos os seus adversários e teve uma vitória épica.

São fatos como esse que o faz perseverar e acreditar que nada está definido até a última volta.