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Sócrates

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, mais conhecido como Sócrates, ou ainda Doutor ou Magrão, foi  um renomado jogador de futebol, considerado um dos melhores do Brasil e, segundo a FIFA, um dos melhores do mundo, que atuava como meia e atacante. Pelos clubes que defendeu, tornou-se ídolo no Corinthians. Formando em medicina, ele ainda foi técnico de futebol, articulista e comentarista esportivo, além de, eventualmente, atuar como músico, ator e produtor teatral.

Quero morrer em um domingo e com o Corinthians campeão.

Sócrates nasceu no dia 19 de fevereiro de 1954, em Belém (PA), e morreu em 4 de dezembro de 2011, em São Paulo, aos 57 anos. Seu pai, que era um funcionário público, gostava de literatura e resolveu homenagear filósofos e escritores gregos na hora de escolher o nome de alguns dos filhos. Sócrates teve mais cinco irmãos: Sóstenes, Sófocles, Raimundo filho, Raimar e Raí, o caçula, que também se tornaria um grande jogador de futebol, mas se tornaria ídolo no Brasil pelo São Paulo.

Sócrates começou a carreira aos 17 anos no Botafogo, de Ribeirão Preto (SP). Também com esta idade, ingressou na faculdade de medicina. Sem abandonar os estudos ou o futebol, terminou o curso em 1977. Neste mesmo ano, foi campeão da Taça Cidade de São Paulo 1977, sagrando-se artilheiro do campeonato.

 

Consagração

Arte, no futebol, nunca foi adjetivo.

No ano seguinte, foi para o Corinthians, onde atuou ao lado de Palhinha e do amigo Casagrande. Pelo time alvinegro, foi um dos destaques do movimento da Democracia Corintiana. Sua estreia pela seleção brasileira aconteceu 1979 em um amistoso contra o Paraguai. Sócrates foi uma das estrelas da equipe de 1982. No ano seguinte, foi vice-campeão da Copa América. Entre 1984 e 1985, teve uma passagem apagada pela Fiorentina, da Itália. Fora da forma ideal, ainda disputou a Copa do Mundo de 1986, em que ficou marcado pelo pênalti desperdiçado nas cobranças contra a França, que eliminou o Brasil da competição. Depois, ainda jogou no Flamengo e Santos, onde encerrou, oficialmente, a sua carreira, em 1989.

Depois, Sócrates atuou como técnico do Botafogo. Em 1996, dirigiu a LDU do Equador. Em 1999, comandou a Cabofriense. Em 2011, foi convidado para treinar a Seleção de Cuba.

 

Militância fora de campo

Antes, falavam que as meninas cozinhavam como as mães; agora, que bebem como os pais.

Fora de campo, militava politicamente, particularmente nos anos 1980, quando liderou um movimento pela democratização do futebol e participou do movimento pelas Diretas já! Também era articulista da revista Carta Capital, do jornal Agora São Paulo e comentarista esportivo do programa Cartão Verde da TV Cultura.

No ano de 2011, foi internado em agosto por causa de uma hemorragia digestiva alta. Depois disso, admitiu que tinha problemas com álcool. Voltou a ser internado em setembro e em dezembro. Nesta última, no dia 4, com a saúde bastante debilitada, morreu por conta de um choque séptico. No dia de sua morte, o seu time do coração, o Corinthians, conquistou o pentacampeonato brasileiro de futebol.