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Quantos escravos no mundo trabalham para você?

 



  13 de Outubro de 2016

Você já parou para pensar quantas pessoas vítimas do trabalho escravo no mundo trabalham para manter seus hábitos de consumo?

Uma pesquisa online, proposta pela ferramenta Slavery Foot Print, revela quantas pessoas realizam trabalhos forçados para que nosso padrão de consumo possa ser atendido. O questionário dura alguns minutos e nele você coloca informações sobre os seus hábitos de consumo. São informações simples como o local onde você reside, sua idade, se tem filhos, coisas que você possui como roupas, eletrônicos, o que costuma comer, se você tem carro e alguns outros bens de consumo.


De acordo com o seu padrão, você ficará sabendo quantos escravos pelo mundo trabalham de maneira indireta para você.

Números que assustam

Uma simulação de um perfil de uma mulher, com um filho, que mora no Brasil e com um padrão baixo de consumo de roupas e eletrônicos, por exemplo, vai precisar de 46 escravos, de acordo com o site. "Vamos ser honestos, isso é muito", diz o comentário que aparece depois do encerramento do questionário. É um número assustador... 

Já um homem, com duas crianças, em Nova York, com um padrão de consumo mais elevado de roupas, brinquedos e produtos eletrônicos vai requerer 79 escravos.

De acordo com desenvolvedores do aplicativo Slavery Foot Print - disponível para iOS, Android e também na web - o objetivo é aumentar a consciência do problema sobre a escravidão no mundo todo e envolver as pessoas em torno do problema. A ideia também não é pedir que as pessoas parem de consumir, mas que elas tentem buscar uma alternativa de consumo.

Lucro ilegal

De acordo com um relatório das Nações Unidas, divulgado em abril de 2016, "o trabalho escravo na economia privada gera, a cada ano, US$ 150 bilhões de lucros obtidos de forma ilegal."

Além disso, o relatório acrescenta, "estudos realizados em 2005 e 2009, por outro lado, apontaram também que as vítimas de trabalho forçado deixam de receber pelo menos US$ 21 bilhões a cada ano em salários não pagos e taxas de recrutamento ilegais." 

 


Fontes: Wired, Nações Unidas, Slavery Foot Print

Imagem: 1000 Words / Shutterstock.com 

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