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NOTÍCIAS

Números assustadores revelam o cenário da escravidão moderna

 



  15 de Outubro de 2016

Em todo o mundo, há 49 milhões de pessoas que são exploradas sexualmente, forçadas a realizar trabalhos em condições subumanas ou que são até mesmo traficadas, segundo o relatório publicado no Índice Global de Escravidão da Fundação Walk Free.

Na foto de 26/10/2014, um menino olha curioso para dentro de uma fábrica de tijolos onde ele e sua família, assim como muitas outras, foram encontrados trabalhando em condições análogas à escravidão, na Índia.

Esse número estarrecedor revela que, desde 2014, a escravidão aumentou 28%, ou seja, há 10 milhões a mais de escravos no mundo, segundo um relatório que avaliou a situação em 167 países.

 

Entre as populações, um dos piores cenários, de acordo com o estudo, ocorre na Coreia do Norte, onde estima-se que 4,37% da sua população é vítima da escravidão moderna. Também é o país com a menor resposta governamental na questão de ações tomadas para combater essa terrível prática. Depois, aparecem Uzbequistão (3,97%), seguido por Camboja (1,65%). No entanto, em números absolutos, a Índia lidera com 18,35 milhões de pessoas, seguida pela China, com 3,39 milhões.


"Exportação" de trabalhadores 

Segundo um relatório da ONU de 2015, há um sistema de trabalho na Coreia do Norte que se enquadra no que seria chamado de "trabalho forçado" que contaria com participação do governo, em que pessoas "vivem em condições deploráveis". Neste sistema, 80% dos trabalhadores "exportados" seguem para China e Rússia para trabalhar na agricultura, construção, indústria naval e manufatura. Além desses dois países, os norte-coreanos também têm como destino Catar, Kuwait, Omã, Emirados Árabes Unidos, Polônia, Malta, Áustria, Suíça, Alemanha, Argélia, Angola, Etiópia, Líbia, Nigéria, Tanzânia, Malásia, Mongólia e Mianmar.

De acordo com a ONU, entre 50 mil ou 60 mil norte-coreanos estariam vivendo nessa situação, mas outras entidades apontam que esse número pode chegar a 100 mil.

Escravos do sistema

A Aliança Europeia para os Direitos Humanos na Coreia do Norte e a Universidade de Leiden, na Holanda, realizam o projeto "Escravos do sistema", em que é documentada a situação desses trabalhadores e os abusos que eles sofrem. Nas entrevistas, as pessoas disseram que ganham um salário de US$ 150 a US$ 230 por mês, mas precisam enviar uma "uma quantidade significativamente alta" do que ganham ao governo do país, que pode variar de 70% a 90% do que recebem.

As entidades tentam também colocar o foco nas empresas que aceitam essa mão de obra da Coreia do Norte, mas para isso é necessária a colaboração dos governos para acabar com essa prática, alegam as organizações.

 


Fonte: La Vanguardia , UOL

Imagem: arindambanerjee/Shutterstock.com

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