Hoje na história

06.mar.2013

Morre o músico Chorão, da banda Charlie Brown Jr.

No dia 6 de março de 2013 morria, em São Paulo, Alexandre Magno Abrão, mais conhecido pelo apelido de Chorão, vocalista, principal letrista e cofundador da banda santista Charlie Brown Jr., formada em 1992. Chorão também exerceu atividades como cineasta e empresário. Sua banda, que teve diferentes formações ao longo dos anos, lançou 10 discos e vendeu mais de cinco milhões de cópias.

A carreira de sucesso e também de muitas polêmicas envolvendo Chorão foi encerrada de maneira trágica com a morte do músico, aos 42 anos. O corpo dele foi encontrado em seu apartamento, em São Paulo. De acordo com o laudo necroscópico da Polícia Técnico-Científica, sua morte foi causada por uma overdose de cocaína.

Chorão nasceu em São Paulo, no dia 9 de abril de 1970, e se mudou para Santos, no litoral paulista, quando era adolescente. Seu pai e sua mãe se separaram quando ele tinha 11 anos, e Chorão teve uma infância difícil: precisou ajudar sua mãe, que trabalhava como cozinheira, entregando pastéis. Ele tinha baixo rendimento na escola, parou de estudar na sétima série e teve problemas com a polícia. Skatista, ele chegou a ser vice-campeão paulista. Seu apelido veio por conta das brincadeiras de outros praticantes que diziam para o então garoto não chorar porque não sabia andar de skate.

Depois de integrar uma banda chamada What s Up, Chorão montou a Charlie Brown Jr.. De um cenário alternativo do skate de Santos e São Paulo, a banda logo conheceu o estrelato e chegou a vencer dois prêmios do Grammy Latino, com o melhor álbum de rock brasileiro - em 2005, por "Tâmo aí na Atividade"; e 2010 por "Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva". Em 2004, virou manchete dos jornais depois de desferir um soco em Marcelo Camelo, do Los Hermanos, que havia criticado anteriormente a sua banda. Em 2007, Chorão escreveu o roteiro do filme "O Magnata". Em 2009, lançou sua marca de roupas a DO.CE. Chorão foi casado duas vezes e tem um filho, fruto do seu primeiro casamento. Quando morreu, ele estaria tentando se recuperar da separação da segunda esposa, Graziela, depois de um relacionamento de 15 anos.

 

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