setembro 2017

set 23

Mussolini reestabelece regime facista no norte da Itália

No dia 23 de setembro de 1943, Benito Mussolini, ditador deposto da Itália, deu início a uma nova república fascista - com a permissão de seus novos mestres alemães - que ele "controlava" de seu quartel-general no norte da Itália. Em julho deste mesmo ano, depois de uma decisão do Grande Conselho, Mussolini foi retirado do poder e colocado em prisão domiciliar. O povo italiano, que havia abraçado o ditador com entusiasmo por conta de suas promessas de um novo “império” italiano, agora o desprezava por causa da humilhante derrota sofrida na guerra. Contudo, Mussolini ainda tinha um fã importante, no caso Adolf Hitler.

O general Pietro Badoglio, que assumiu o poder na ausência de Mussolini, sabia que o ex-Duce poderia tentar fugir do seu confinamento e, por isso, o levou a um hotel nos montes Apeninos. Apesar da presença de um exército de policiais armados, comandos alemães, em uma operação ousada ao pico da montanha, invadiram o hotel onde o ditador estava preso e o levou a um QG de Hitler no front russo.

Mussolini não ficaria muito tempo por ali e queria retornar à Itália para reassumir o poder. Mas seus tutores alemães, que o consideraram incompetente, não o deixariam retornar à cena do desastre. A alternativa foi criar uma área de controle alemão do norte da Itália, em Gargnano, no Lago Garda, onde Mussolini criou uma versão reformada do fascismo, em que deveria incluir eleições e imprensa livre. O seu "Manifesto Verona" foi o modelo para esta nova república fascista - a República de Salo ou República Social Italiana - para onde seus seguidores haviam fugido diante da rendição italiana aos Aliados.

Nesta nova república fascista nunca houve eleições ou liberdade de imprensa. Salo era pouco mais do que um estado policial, recheado com a velha guarda dos Camisas Negras - grupo militar da Itália fascista. E Mussolini não controlava nada, ele era pouco mais que um fantoche dos alemães, espalhando propaganda contra os Aliados e buscando vingança - o ditador ordenou execuções de ex-membros do Grande Conselho, incluindo seu cunhado, o conde Ciano. Mais tarde, o avanço dos Aliados no norte da Itália e a corajosa guerrilha italiana representaram o fim da República Salo e dos mandos e desmandos do seu governante. A república de Mussolini foi dissolvida em 29 de abril de 1945.

 

Imagem: Istituto Luce [Domínio público], via Wikimedia Commons

23.Set.1943
Ler mais
leer menos

Fora da lei do Velho Oeste dos EUA, Billy the Kid é preso pela primeira vez

Em um dia como este, no ano de 1875, Billy the Kid, um fora da lei do Velho Oeste norte-americano, era preso pela primeira vez depois de roubar um cesto de roupa. Mais tarde, ele saiu da cadeia e percorreu o oeste americano, onde construiu uma reputação de bandido e assassino, envolvido na morte de 21 pessoas.
 
Os detalhes exatos sobre o nascimento de Billy the Kid são desconhecidos, mas seu verdadeiro nome seria William Henry McCarty. Ele nasceu, provavelmente, entre os anos de 1859 e 1861, em Indiana ou Nova York. Ele não teve relação alguma com o seu pai quando criança e mudou-se com a família para vários locais: Indiana, Kansas, Colorado, Silver City e Novo México. Sua mãe morreu em 1874 e Billy the Kid passou a viver do crime.
 
McCarty participou da famosa Guerra do Condado de Lincoln, entre fazendeiros rivais e facções mercantes, em 1878. Depois disso, Billy the Kid continuou sua vida com roubo de gado, cavalos, jogatina e assassinatos. Por causa dos seus crimes, havia um prêmio por sua cabeça. Ele foi capturado e indiciado pela morte de um xerife durante a Guerra do Condado de Lincoln. Billy the Kid foi condenado à forca, mas conseguiu escapar da prisão, assassinando dois vereadores. Sua liberdade, no entanto, foi curta. O xerife Pat Garrett o encontrou em Fort Sumner, no Novo México, e o matou a tiros no dia 14 de julho de 1881.
 
Embora tenha morrido muito jovem, a lenda de Billy the Kid só cresceu com a sua morte e hoje ele é um símbolo do Velho Oeste. Sua história inspirou inúmeros filmes, livros, programas de TV e músicas. O lugar em que ele foi morto, Fort Sumner, localizado a 160 quilômetros de Albuquerque, com o seu túmulo e um museu, é uma atração turística.
 
 
23.Set.1875
Ler mais
leer menos

O adeus de Sigmund Freud, "pai" da psicanálise

Considerado o "pai da psicanálise", Sigmund Freud dava o seu adeus em um dia como este, em Londres, no ano de 1939. Freud desenvolveu a psicanálise, um método em que um analista traz à tona conflitos inconscientes com base nas associações livres, sonhos e fantasias do paciente. Suas teorias sobre a sexualidade infantil, a libido e o ego, entre outros temas, foram alguns dos conceitos acadêmicos mais influentes do século 20.
 
Sigmund Freud nasceu na cidade austríaca de Freiberg, em 6 de maio de 1856, localizada atualmente na República Checa. Quando tinha quatro anos de idade, sua família passou a viver em Viena, cidade em que ele morou a maior parte de sua vida.
 
Freud se formou em Medicina em 1881 e casou no ano seguinte. Teve seis filhos, entre eles, Ana, que também se tornaria uma distinta psicanalista. Após sua formatura, Freud abriu seu consultório particular e começou a tratar vários transtornos psicológicos. Considerando-se, antes de tudo um cientista, em vez de médico, ele se esforçou para compreender a jornada do conhecimento e da experiência humana.
 
No início de sua carreira, Freud foi bastante influenciado por seu amigo e colega vienense, Josef Breuer, que havia descoberto que o processo da fala havia melhorado a vida de um paciente que sofria de histeria. Inspirado por Breuer, Freud começou a teorizar que várias neuroses tinham suas origens em experiências profundamente traumáticas que ocorreram no passado do paciente.
 
Ele acreditava que as ocorrências originais estavam escondidas na consciência. Seu tratamento consistia em fazer os pacientes recordarem sua experiência e trazê-la à consciência e, ao fazer isso, estas experiências eram confrontadas tanto intelecto como emocionalmente. Ele acreditava que era possível, em seguida, livrar as pessoas dos sintomas neuróticos. Freud e Breuer publicaram suas teorias e descobertas em um estudo sobre a histeria em 1895.
 
Depois de muito trabalho juntos, Breuer rompeu com Freud, que colocou demasiada ênfase nas origens sexuais de neuroses de um paciente e não estava disposto a considerar outros pontos de vista. Freud continuou a refinar o seu próprio argumento e, em 1900, publicou "A Interpretação dos Sonhos". Ele seguiu, em 1901, e lançou "A Psicopatologia da Vida Cotidiana" e, em 1905, "Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade". Contudo, na época em que elaborou e publicou suas teorias, Freud não obteve o reconhecimento que hoje lhe é concedido. A maioria de seus contemporâneos sentiram, como Breuer, que a sua ênfase na sexualidade ou era escandalosa ou exagerada. Em 1909, ele foi convidado para ministrar uma série de palestras nos Estados Unidos. Contudo, após a publicação do seu livro "Cinco Lições de Psicanálise" (1916) sua fama cresceu exponencialmente.
 
Algumas teorias de Freud, como energia psíquica, o complexo de Édipo e sobre a importância dos sonhos, eram, sem dúvida, influenciadas por outras descobertas científicas de sua época. O entendimento de Charles Darwin de que a humanidade era um elemento progressivo do reino animal certamente influenciou Freud. Além disso, a formulação de um novo princípio de Helmitol, afirmando que a energia em qualquer sistema físico é sempre constante, também foi usada por Freud em suas investigações científicas sobre a mente humana. No final de sua vida, Freud travou uma batalha contra um câncer oral. Por conta das várias cirurgias que havia feito e por causa do seu sofrimento, há especulações de que ele pediu ao seu médico que receber uma dose letal de morfina.
 
 
23.Set.1939
Ler mais
leer menos