setembro 2017

set 10

Estreia da Série Arquivo X

A premiada e popular série Arquivo X fez sua estreia na televisão norte-americana no dia 10 de setembro de 1993. A série, criada por Chris Carter, centrava sua trama nas investigações de fenômenos paranormais, conduzidos pela dupla de agentes do FBI Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson). A série marcou época e fez uma legião de fãs pelo mundo. Algumas frases dos seus personagens entraram para a cultura pop como "the truth is out there" (a verdade está lá fora), “trust no one” (não confie em ninguém), “I want to believe” (eu quero acreditar).

Enquanto Mulder crê na existência de extraterrestres e na paranormalidade, a cética médica Scully trabalha com análises científicas das descobertas de Mulder. Os dois ficam muito próximos e estabelecem uma grande confiança um no outro, que vai culminar em um relacionamento romântico no final da série.

Arquivo X foi exibido pela FOX, nos Estados Unidos, e ficou no ar até 19 de maio de 2002. Até o seu término era a série com maior duração na televisão norte-americana, superando o posto que pertencia a Stargate SG-1. No Brasil, foi exibida pela Rede Record e FOX, com reprises pelo canal pago TCM ou Netflix.

 

Imagem: Fox Divulgação

10.Set.1993
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A guilhotina cai pela última vez na França

Foi na prisão Baumetes, em Marselha, na França, que a guilhotina foi usada pela última vez, em um dia como hoje, no ano de 1977. Nesta data, ocorreu a execução do imigrante tunisiano Hamida Djandoubi condenado por assassinato. 

A guilhotina ganhou fama com a Revolução Francesa, quando o físico e revolucionário Joseph-Ignace Guillotin conseguiu aprovar uma lei exigindo que todas as sentenças de morte fossem realizadas por "meio de uma máquina". Máquinas de decapitação já haviam sido usadas na Irlanda e na Inglaterra e Guillotin e seus seguidores acreditavam que este aparelho proporcionaria uma morte mais "humana" do que outras técnicas como enforcamento e fuzilamento. A máquina de decapitação francesa foi construída e testada em cadáveres no dia 25 de abril de 1792. Um assaltante de estradas foi a primeira pessoa a ser executada na França revolucionária por este método.
 
O aparelho logo ficou conhecido como guilhotina por conta do seu incentivador e mais de 10 mil pessoas foram decapitadas durante a Revolução, incluindo o rei Luís XVI e Maria Antonieta, que eram, respectivamente, rei e rainha da França.
 
O uso da guilhotina continuou na França ao longo dos séculos 19 e 20, até sua última execução em 1977. Em setembro de 1981, a França proibiu a pena de morte, abandonando assim a guilhotina para sempre. Há um museu dedicado à guilhotina em Liden, na Suécia.
 
 
10.Set.1977
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Guernica, de Pablo Picasso, retorna para a Espanha após quatro décadas

No dia 10 de setembro de 1981, o monumental mural antiguerra, Guernica, do artista espanhol Pablo Picasso era recebido na Espanha após quatro décadas fora do país. Uma das mais importantes obras de Picasso, a pintura foi criada após a destruição da cidade basca de Guernica pela aviação nazista durante a Guerra Civil Espanhola. Em 1939, Picasso passou sua obra ao Museu de Arte Moderna de Nova York. O artista disse que o mural só seria devolvido à Espanha quando as liberdades democráticas fossem restabelecidas no país. Seu eventual retorno à Espanha, em 1981 - oito anos após a morte de Picasso - foi comemorado pela jovem democracia espanhola.
 
No início da guerra civil espanhola, o governo republicano de esquerda da Espanha encomendou a Picasso um mural para a Exposição Internacional de Paris, em 1937. Trabalhando na capital francesa, Picasso ficou horrorizado ao saber do bombardeio alemão em Guernica, a cidade basca que havia se aliado com os republicanos contra as forças nacionalistas de direita do general Francisco Franco. 
 
Guernica estava bem atrás das linhas de batalha, mas Franco autorizou o ataque como forma de intimidar seus inimigos na região. Os ataques aéreos de três horas provocaram a morte de mais de mil moradores de Guernica. Picasso usou sua obra para expressar sua indignação e concluiu o grande mural em apenas três semanas. A enorme pintura, 3,5 metros por 6,8 metros, possui tons preto, branco e cinza com imagens como um cavalo agonizante, uma mãe gritando com uma criança morta e outras cenas de pesadelo que evocam o horror da guerra.
 
Guernica foi exposta no pavilhão espanhol na Exposição Internacional de Paris e, em 1939, foi enviada para Nova York. Quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu no final daquele ano, Picasso solicitou que Guernica e uma série de outras obras suas ficassem no Museu de Arte Moderna (MoMA) em empréstimo prolongado. Depois da guerra, boa parte dessas obras foram devolvidas para a Europa, menos Guernica. O artista, contudo, ocasionalmente, empresou o quadro para museus europeus.
 
Francisco Franco governou a Espanha como ditador enquanto Picasso esteve vivo. Por causa disso, ele nunca mais voltou para seu país natal. Em 1967, Franco restaurou algumas liberdades, e, em 1968, o seu governo fez um esforço para recuperar Guernica. Picasso se recusou, esclarecendo que a pintura não seria devolvida até que a democracia fosse restabelecida. Em 1973, Picasso morreu na França, aos 91 anos. Dois anos mais tarde, Franco morreu e foi sucedido pelo Rei Juan Carlos I, que, imediatamente, deu início a um processo democrático. Novamente, houve um novo pedido pelo retorno de Guernica, mas os herdeiros de Picasso ainda questionavam a implementação da democracia no país. Por fim, em 1981, ocorreu o acordo pela transferência da obra.
 
Em 10 de setembro de 1981, Guernica chegou em Madrid sob forte vigilância. A pintura deveria ficaria em um novo anexo do Museu do Prado, a apenas dois quarteirões do parlamento espanhol, que havia sido palco de um golpe militar fracassado em fevereiro de 1981. O Rei Juan Carlos impediu a revolta, convencendo os comandantes militares a permaneceram fiéis à constituição democrática da Espanha.
 
Em 25 de outubro - no 100º aniversário do nascimento de Picasso - Guernica foi exposta ao público, protegida por uma espessa camada de vidro à prova de bala por conta de ameaças de terrorismo contra um trabalho de alto teor político, o que obrigou os visitantes a passar por um detector de metais. Por conta de alguns danos causados em anos de viagem da pintura, provavelmente, Guernica nunca mais deverá sair em turnê pelo mundo.
 

Imagem: Papamanila [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

10.Set.1981
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