setembro 2017

set 07

Começam os jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro

No dia 7 de setembro de 2016 uma grande festa com o lema “Todo mundo tem um coração” abriu os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro, no Maracanã. A apresentação teve pontos altos como uma megarrampa com mortal de um cadeirante, a musa paralímpica dançando com um robô e um quebra-cabeças formando um coração pulsante. A abertura dos Jogos Paralímpicos teve assinatura dos diretores criativos Marcelo Rubens Paiva, Fred Gelli e Vik Muniz. Na hora dos mascotes, Vinícius, dos Jogos Olímpicos, apareceu com o vestido usado por Gisele Bündchen na cerimônia de abertura Olímpica e passou o protagonismo para Tom, mascote Paralímpico.

 

Cada uma das 159 delegações que participam dos Jogos entrou no estádio com o nome de seu país escrito em uma peça de um enorme quebra-cabeças, com fotos de atletas Paralímpicos - obra original montada ao vivo pelo artista plástico Vik Muniz. A delegação brasileira foi a última a entrar, ao som de “O Homem Falou”, de Gonzaguinha. Coube ao próprio Vik Muniz encaixar a última peça no enorme tabuleiro e completar a imagem de um coração pulsante para simbolizar o tema “Todo mundo tem um coração”.

 

Clodoaldo Silva, o 'Tubarão Paralímpico' da natação, com 13 medalhas no currículo, entrou com a tocha na mão e, diante dele, encontrou uma escada, aparentemente intransponível, transformar-se numa rampa que o conduziu até a pira Paralímpica. Estavam abertos oficialmente os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro com a disputa de 20 modalidades esportivas. Esta edição teve a inclusão da canoagem e do paratriatlo no programa esportivo. Os jogos se encerraram no dia 18 de setembro e, pela primeira vez, um evento desse tipo foi relizado na América do Sul, na América Latina e em um país lusófono.

 


Fonte: Rio2016.com

Imagem: A.RICARDO / Shutterstock.com

 

07.Set.2016
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Nasce Ed Warren, um dos primeiros demonologistas norte-americanos

No dia 7 de setembro de 1926 nascia, em Bridgeport, Connecticut, nos Estados Unidos, Edward "Ed" Warren Miney, conhecido investigador paranormal, considerado um dos mais antigos demonologistas norte-americanos. Ele foi um veterano da Marinha na II Guerra Mundial e ex-policial que se tornou um autodidata em assuntos relacionados a assombrações e fantasmas. Autor de diversos livros e também palestrante, ele trabalhava ao lado da esposa Lorraine Warren Rita, uma clarividente e médium. Em 1952, o casal fundou a Sociedade da Nova Inglaterra para a Pesquisa Psíquica e também abriu o Museu Oculto Warren.

Eles alegaram ter investigado mais de 10 mil casos durante a sua carreira. Entre os mais famosos está o controverso assombro de Amityville, em que o casal George e Kathy Lutz, de Nova York, afirmou que sua casa era assombrada por uma presença demoníaca violenta tão intensa que, eventualmente, os expulsou do seu lar. Muitos, no entanto, consideram o caso uma farsa. O caso foi retratado em um livro, lançado em 1977, e também adaptado ao cinema e televisão em inúmeras ocasiões. Ed Warren morreu em 23 de agosto de 2006, em Monroe, Connecticut, aos 79 anos.

Em 2013, o filme Invocação do Mal (The Conjuring) conta a história do casal, com base em um caso dos Warren. A produção foi estrelada por por Patrick Wilson e Vera Farmiga.

Veja abaixo um vídeo feito pelos Warren em que é registrado um caso de atividade paranormal:

07.Set.1926
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Independência ou Morte: Brasil rompe seus laços com Portugal

Um importante capítulo da história do Brasil foi escrito às Margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, em um dia como hoje, no ano de 1822. De acordo com a historiografia clássica, foi naquele 7 de setembro que o nosso país conquistou a independência política de Portugal, em um momento que ficou marcado pelo "Grito do Ipiranga",  proclamado por D. Pedro I. Com as palavras de "Independência ou Morte", D. Pedro I decretou o fim do domínio português no território brasileiro. Apesar da autonomia política, o Brasil, contudo, ainda era dependente economicamente de potências como a Inglaterra.

 
De acordo com a historiografia moderna, no entanto, este processo de independência teve início em 1808, quando houve a transferência da corte portuguesa para o Brasil por conta do avanço das tropas napoleônicas na Península Ibérica. Além disso, outras revoltas contra o domínio português também marcaram nossa história, mesmo antes da chegada da corte ao Brasil, como foi o caso da Inconfidência Mineira (1789).
 
Entre os fatos mais imediatos que resultaram no Grito do Ipiranga está o "Dia do Fico", ocorrido em 9 de janeiro de 1822, quando D. Pedro I se recusou a cumprir a exigência da corte de Lisboa que determinava seu retorno a Portugal. Com isso, mostrava-se clara a intenção de "recolonizar" o Brasil, mas a presença de D. Pedro impedia este propósito. Este, no entanto, não retornou e proclamou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
 
 
Depois disso, uma série de medidas prepararam o terreno para uma inevitável independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembleia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra e ordenou o retorno das tropas de Portugal. Ainda determinou que nenhuma lei de Portugal iria valer no Brasil sem sua autorização. 
 
Poucos dias antes da proclamação da independência brasileira, Maria Leopoldina assinou, no dia 2 de setembro, o decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal. Esposa de D. Pedro, ela havia assumido como princesa regente enquanto o príncipe estava apaziguando ânimos exaltados em São Paulo. Ela usou seus atributos de chefe interina do governo para fazer uma reunião com o Conselho de Estado, ocasião em que o documento foi assinado.
 
Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembleia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole. Todas estas notícias chegaram a D. Pedro quando ele retornava de Santos para São Paulo. Diante de todos estes fatos, só havia uma coisa a fazer: à beira do riacho do Ipiranga, ele levantou a espada e gritou: "Independência ou Morte!". Em dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
 
A independência do Brasil foi reconhecida, primeiramente, por Estados Unidos e o México. Portugal só fez isso depois do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas, dinheiro que D. Pedro pegou emprestado da Inglaterra.
 
Apesar do valor histórico do 7 de setembro, velhas estruturais sociais permaneceram intactas, já que a população mais pobre não fez parte do processo e permaneceu a distribuição desigual de renda. De um lado, havia uma poderosa elite agrária e, do outro, os traços fortes de uma nova nação que carregaria por muito tempo o peso dos 300 anos de escravidão em sua história.
 
Conheça os principais fatos e personagens da independência:
 
O ACORDO COM OS INGLESES
Aliados antigos dos portugueses, os ingleses escoltaram a família real em sua viagem ao Brasil por conta das invasões francesa e espanhola que estavam em curso no território português. Quatro naus da Marinha Real Britânica, sob o comando do capitão Graham Moore, reforçaram a esquadra portuguesa até o Brasil. Ao todo, foram aproximadamente 50 embarcações, com 20 mil pessoas a bordo. A viagem começou no dia 29 de novembro de 1807 e só terminou no dia 24 de janeiro do ano seguinte. Após uma longa jornada precária, com suprimentos insuficientes e barcos superlotados, a comitiva real desembarcou em Salvador. Ali mesmo, foi assinado Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, leia-se Inglaterra. Vale destacar que Portugal e Inglaterra têm o pacto de aliança mais antigo do mundo, o Tratado Anglo-Português, firmado em 1373.

 

NAPOLEÃO BONAPARTE

Napoleão já tinha o plano de invadir Portugal e repartir o reino em três partes com os seus aliados. Para isso, forçou uma aliança, o Tratado de Fontainebleau (1807), com a realeza espanhola, em que obrigou a abdicação do trono de Carlos IV em favor do seu irmão José Bonaparte. Como os portugueses não podiam abrir mão dos negócios com seus parceiros ingleses, a solução foi transferir todo seu aparelho estatal para a colônia no Brasil, em 1808. Após a invasão de Portugal, Napoleão teve dificuldade em exercer o seu domínio tanto ali quando na Espanha. O fato é considerado uma falha estratégica do poderoso imperador francês. Em 1820, com a Revolução em Portugal, a corte retornou ao Brasil.

 

 

 

 

D. JOÃO VI

Então princípe regente, Dom João VI tomou a decisão de aceitar a proteção inglesa e fugir para o Brasil tendo em vista sua delicada posição naquele momento: deveria ficar do lado de Napoleão, ou do lado dos ingleses? Ele simulou uma submissão voluntária à França, mas, nos bastidores, fazia pactos secretos com os ingleses. Pressionado de todos os lados, D. João decidiu pela retirada da corte portuguesa para bem longe da Europa. A sua jogada foi lembrada por Napoleão que, antes de morrer na prisão na Ilha de Santa Helena, disse: "O único que me enganou".

 

 

 

 

CARLOTA JOAQUINA

Casada com Dom João VI, ela foi Imperatriz do Brasil, entre 1825 e 1826. Entrou também na história como a "A Megera de Queluz" por causa de sua forte personalidade. Acabou isolada no Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa, por ter conspirado contra seu marido. Ela teve o seu casamento arranjado com D. João VI quando tinha apenas 10 anos. Seu pai era o Rei Carlos IV, da Espanha, que seria mais tarde obrigado por Napoleão a abdicar do trono.

 

 

 

 

 

D. PEDRO I

D. Pedro é uma figura central na independência do Brasil. No dia 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, ele proclamou o surgimento de um novo país, com o grito de "Independência ou Morte". Por conta disso, também é chamado de Libertador e tornou-se o fundador e primeiro monarca do Império do Brasil.

 

 

 

 

 

JOSÉ BONIFÁCIO

Conhecido como o patriarca da independência, foi por causa dele que D. Pedro aderiu ao movimento emancipador no Brasil. Logo após o 7 de setembro, ele organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação e comandou uma política centralizadora. Também foi ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. Contudo, a convivência no poder entre ele e D. Pedro se deteriorou e eles romperam ligações, o que levou José Bonifácio a viver no exílio na França por seis anos. Mais tarde, se reconciliaram e José Bonifácio chegou a ser tutor de Pedro II quando seu pai abdicou do trono em 1831.

 

 

 

 

MARIA LEOPOLDINA

Maria Leopoldina assinou, no dia 2 de setembro, o decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal. Esposa de D. Pedro, ela havia assumido como princesa regente enquanto o príncipe estava apaziguando ânimos exaltados em São Paulo. Ela usou seus atributos de chefe interina do governo para fazer uma reunião com o Conselho de Estado, ocasião em que o documento foi assinado.

 

 

 

 

 

MARQUESA DE SANTOS

Ela foi uma figura que agitou a corte portuguesa. Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, era uma conhecida amante de Dom Pedro I. Os dois se conheceram poucos dias antes do príncipe proclamar a independência do Brasil. O romance durou até 1829, pois, de acordo com histórias da época, ela teria ficado enfurecida ao descobrir que a própria irmã e Dom Pedro mantinham um relacionamento. Contudo, quem mais sofria com a história era a imperatriz D. Leopoldina, que, de acordo com relatos, teria morrido aos 29 anos de depressão e infelicidade por ter que suportar a presença da Marquesa de Santos na corte.

 

 

 

 

LORD COCHRANE

Herói nacional do Reino Unido por conta do seu sucesso nas Guerras Napoleônicas, Lord Cochrane organizou a Armada Imperial Brasileira após afastar-se do governo britânico.

 

 

 

 

 

 


Imagem: François-René Moreaux [Domínio público], via Wikimedia Commons

07.Set.1822
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