julho 2017

jul 30

O último Fusca sai de linha

Em 30 de julho de 2003, o último dos 21.529.464 Fuscas da Volkswagen, construídos desde a Segunda Guerra Mundial, é produzido na fábrica da Volkswagen, em Puebla, no México. Uma das três mil unidades da última edição, o veículo azul-bebê foi enviado para um museu em Wolfsburg, na Alemanha, onde a Volkswagen está sediada. 

O carro montado em Puebla nessa data foi o último dos “clássicos” Fuscas (Beetle, no inglês), que não devem ser confundidos com o remodelado New Beetle, que a Volkswagen lançou em 1998 (o New Beetle se assemelha à versão clássica, mas é baseado no Golf). As origens do Fusca remontam a meados dos anos 30, quando o famoso engenheiro automobilístico austríaco Dr. Ferdidand Porsche atendeu a um pedido do líder Adolf Hitler para um carro de passageiros pequeno e acessível, que satisfaria as necessidades de transporte do povo alemão.  Hitler chamou o resultado de KdF (Kraft-durch-Freude) -Wagen (ou “Carro-da-força-através-da-diversão”, em uma tradução aproximada) após um movimento liderado por nazistas que pretendiam ajudar, a qualquer custo, o povo trabalhador alemão. Posteriormente, ele seria conhecido pelo nome que a Porsche preferia: Volkswagen, ou “carro do povo”.

O primeiro KdF-Wagen foi exibido no Berlin Motor Show em 1939, e a imprensa internacional logo o chamaria de “Beetle” (“Besouro”, na tradução) por seu formato arredondado característico. Durante a Segunda Guerra, a fábrica em Kdf-Stadt (cidade que depois virou Wolfsburg) continuou a produzir Fuscas, embora fosse mais dedicada à produção de veículos de guerra. A sua produção foi interrompida sob ameaça de bombardeio aliado em agosto de 1944 e só retornou após a guerra, controlada pelos britânicos. Apesar de as vendas da Volkswagen terem diminuído nos EUA, em comparação com o resto do mundo, em 1960, o Fusca era o carro mais importado na América, graças a uma campanha publicitária simbólica feita pela empresa Doyle Dane Bernbach. Em 1972, o Fusca ultrapassou o recorde de produção mundial de 15 milhões de veículos, estabelecido pelo lendário Model T da Ford entre 1908 e 1927. E ele também se tornou um ícone da cultura mundial, recebendo destaque no filme de sucesso de 1969, “Se o Meu ‘Fusca’ Falasse” (cujo protagonista era um Fusca chamado Herbie) e na capa do disco “Abbey Road” dos Beatles.

Em 1977, no entanto, o Fusca, com o seu motor traseiro e refrigerado, foi banido dos EUA, por não cumprir as normas de seguranças. As vendas mundiais do carro encolheram no final dos anos 70 e, em 1988, o Fusca só era vendido no México. Por causa de uma competição cada vez maior de outros fabricantes de carros compactos e baratos, e uma decisão mexicana de eliminar progressivamente os táxis de duas portas, a Volkswagen decidiu interromper a produção do Fusca em 2003. Aliás, a contagem final das 21.529.464 unidades não inclui os 600 carros originais construídos pelos nazistas antes da Segunda Guerra Mundial.

 

Imagem: Art Konovalov, via Shutterstock.com

 

30.Jul.2003
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Hitler recebe a notícia da traição iminente da Itália

No dia 30 de julho de 1943, Adolf Hitler descobre que a Itália, seu aliado, está ganhando tempo antes de negociar as condições de rendição aos Aliados, tendo em conta a queda de Mussolini do poder. Hitler temia que isso ocorresse por conta dos acontecimentos recentes na Itália. Hitler tinha chegado ao país em 19 de julho e conversado com Il Duce sobre sua liderança militar e seus fracassos. Apesar de Mussolini não admitir, a Itália estava a ponto de entrar em colapso, o que deixaria a península italiana aberta à ocupação aliada. Apesar da garantia de Mussolini a Hitler de que a Itália continuaria na batalha, o líder alemão começou a se preparar para a possibilidade de rendição da Itália aos Aliados.Quando Mussolini foi derrubado do poder e preso por sua própria polícia seis dias depois, Hitler reuniu Goering, Goebbels, Himmler, Rommel e o chefe de comando da Marinha alemã, Karl Doenitz no seu quartel-general para revelar os planos de ação. As ações já estavam desenhadas, entre elas, constava o resgate de Mussolini do cativeiro; a ocupação de Roma pelas forças alemãs, a reinstalação de Mussolini e seu governo fascista; a ocupação alemã de toda a Itália; e a destruição da frota italiana, para evitar que ela fosse usada pelos Aliados.Os conselheiros de Hitler pediram cautela, especialmente porque a ação exigiria a realocação de tropas da frente oriental. Os Aliados ainda não haviam se movimentado em Roma, no entanto, e, apesar de Mussolini ter sido preso, o governo italiano não tinha formalmente se rendido. A Alemanha tinha recebido garantias do sucessor de Mussolini, o general Badoglio, de que a Itália continuaria a lutar ao lado de Alemanha. Em seguida, em 30 de julho, Hitler leu uma mensagem de seu chefe de polícia de segurança, em Zagreb, que um general italiano tinha dito a um general croata que as garantias da Itália de lealdade para a Alemanha foram "projetados apenas para ganhar tempo para a conclusão das negociações com o inimigo." Imagem: Muzej Revolucije Narodnosti Jugoslavije [Domínio público], via Wikimedia Commons

30.Jul.1943
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