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julho 2017

16 de julho
1918 D.C.

Czar Nicolau II e sua família são executados por bolcheviques

Terça, Julho 16, 1918 D.C.

Em Yekaterinburg, na Rússia, o czar Nicolau II e a sua família foram executados em um dia como este, no ano de 1918, pelos bolcheviques - assim chamados os integrantes da facção do Partido Operário Social-Democrata Russo liderada por Vladimir...Ler mais

Em Yekaterinburg, na Rússia, o czar Nicolau II e a sua família foram executados em um dia como este, no ano de 1918, pelos bolcheviques - assim chamados os integrantes da facção do Partido Operário Social-Democrata Russo liderada por Vladimir Lênin -, fato que deu fim a três séculos de governo da Dinastia Romanov. Coroado em 1986, Nicolau não estava preparado para governar, o que não ajudava em nada a imensa vontade do povo por mudanças. O desastre veio quando a Guerra Russo-Japonesa levou à Revolução Russa de 1905, que somente acabou depois que Nicolau aprovou uma assembleia representativa, a Duma, e prometeu reformas constitucionais. Contudo, o czar repetidamente faltava com suas promessas e dissolveu a Duma quando sofria oposição, contribuindo para o crescimento do apoio aos bolcheviques e outros grupos revolucionários. Em 1914, Nicolau levou a Rússia para outra Guerra, a Primeira Guerra Mundial. O país não estava preparado para entrar no conflito, e o descontentamento cresceu com a falta de comida, com perdas militares e derrotas para os alemães.  

Em março de 1917, a revolução eclodiu nas ruas de Petrogrado (atual São Petersburgo) e Nicolau foi forçado a abdicar do seu trono no final desse mês. Em novembro daquele ano, os radicais socialistas bolcheviques, liderados por Lênin, tomaram o poder na Rússia e formaram um governo provisório, que pediu a paz para as Potências Centrais na Primeira Guerra e estabeleceu o primeiro estado comunista do mundo. A guerra civil eclodiu na Rússia em junho de 1918, e em julho os "brancos", forças russas antibolcheviques, avançaram em Yekaterinburg, onde localizaram Nicolau e a sua família, durante uma campanha contra as forças bolcheviques. As autoridades locais receberam ordens para evitar um resgate dos Romanov, e, depois de uma reunião secreta, uma sentença de morte foi passada para a família imperial.

No final da noite de 16 de julho, Nicolau, Alexandra, seus cinco filhos e quatro funcionários foram obrigados a se vestir de forma rápida e descer até o porão da casa em que estavam detidos. Lá, a família e os funcionários foram dispostos em duas fileiras para uma fotografia que, conforme havia sido falado, era tirada para acabar com os rumores de que eles teriam escapado. De repente, uma dúzia de homens armados invadiu o local e matou a família a tiros. Os restos mortais de Nicolau, Alexandra e de três de seus filhos foram escavados em uma floresta perto de Yekaterinburg, em 1991, e positivamente identificados dois anos depois, usando exames de DNA. O príncipe herdeiro Alexei e uma filha dos Romanov não foram contabilizados, alimentando a lenda de que Anastasia, a filha mais nova, teria sobrevivido. Das várias "Anastasias" que surgiram na Europa na década após a Revolução Russa, Anna Anderson, que morreu nos Estados Unidos, em 1984, foi a mais convincente. Em 1994, no entanto, os cientistas usaram DNA para provar que Anna Anderson não era a filha do czar, mas uma polonesa chamada Franziska Schanzkowska.

 

Imagem: Boasson and Eggler St. Petersburg Nevsky 24. [Public domain], via Wikimedia Commons

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1945 D.C.

Projeto Manhattan: Bomba Atômica é testada com sucesso

Segunda, Julho 16, 1945 D.C.

Em um dia como este, no ano de 1945, às 5h29min45seg, o Projeto Manhattan chegou a um final literalmente explosivo quando a primeira bomba atômica foi testada com sucesso em Alamogordo, no Novo México. O brigadeiro-general Leslie R. Groves, que...Ler mais

Em um dia como este, no ano de 1945, às 5h29min45seg, o Projeto Manhattan chegou a um final literalmente explosivo quando a primeira bomba atômica foi testada com sucesso em Alamogordo, no Novo México. O brigadeiro-general Leslie R. Groves, que também era engenheiro, estava no comando de um projeto, junto às maiores mentes da ciência, para descobrir como aproveitar o poder do átomo como um meio de levar a guerra a um fim decisivo. O Projeto Manhattan (assim chamado por conta do local de seu início) passaria ainda por outros locais durante o período inicial de exploração teórica, entre eles, a Universidade de Chicago, onde trabalhava o físico italiano Enrico Fermi. O projeto tomou forma final no deserto do Novo México, onde, em 1943, Robert J. Oppenheimer começou a dirigir Projeto Y em um laboratório em Los Alamos, ao lado de Hans Bethe, Edward Teller e Fermi.

Finalmente, na manhã do dia 16 de julho, no deserto do Novo México, a 193 quilômetros ao sul de Santa Fe, a primeira bomba atômica foi detonada. Os cientistas e alguns dignatários ficaram a mais de nove quilômetros de distância para observar a nuvem em formato de cogumelo de luz ardente, que se alongou por 12 quilômetros no ar e produziu um poder destrutivo equivalente a 15 mil e 20 mil toneladas de TNT. A torre em que estava a bomba quando ela foi detonada simplesmente evaporou.

Depois do sucesso da bomba, a pergunta era: contra quem esta arma seria usada? A Alemanha era o principal alvo, mas o país já havia se rendido na Segunda Guerra Mundial. O único beligerante era o Japão. Vale lembrar que, inicialmente, o projeto havia sido orçado em US$ 6 mil, mas no final das contas o custo total foi de US$ 42 bilhões.

 

Imagem: via Wikimedia Commons

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1796 D.C.

Nasce Jean Baptiste Camille Corot

Sábado, Julho 16, 1796 D.C.

Jean Baptiste Camille Corot foi um pintor francês, que nasceu em 16 de Julho de 1796 no seio de uma família de comerciantes. De formação neoclássica, recebeu influências de Victor Bertin, de quem aprendeu os princípios de composição...Ler mais

Jean Baptiste Camille Corot foi um pintor francês, que nasceu em 16 de Julho de 1796 no seio de uma família de comerciantes. De formação neoclássica, recebeu influências de Victor Bertin, de quem aprendeu os princípios de composição clássicos que caracterizaram as paisagens de suas obras: Fórum (1826) e a Ponte de Narni (1827). Percorreu a Europa fazendo pequenos esboços a óleo que estão entre as primeiras paisagens francesas pintadas diretamente do natural. Desde 1845, e depois de ter conseguido um grande sucesso de crítica, começou a vender suas obras. Depois, suas paisagens foram se convertendo em criações mais imaginárias: Lembrança de Mortefontaine (1864, Museu do Louvre). Pintou obras extraordinárias como O Campanário de Douai (1871, Museu do Louvre). A captação da atmosfera própria do ar livre e o estudo da luz colocam-no dentro da genealogia do Impressionismo. Não faltam na sua pintura os retratos e os estudos de figuras humanas. Foi um homem singelo e generoso com seus amigos e alunos, tanto no que se refere ao dinheiro como ao tempo (chegou inclusive a assinar quadros de colegas pouco afortunados), o qual lhe valeu o sobrenome de "Père Corot" (Pai Corot). Faleceu em 22 de Fevereiro de 1875 em Paris.

 


Imagem: Uffizi Gallery/Jean-Baptiste-Camille Corot [Domínio público], via Wikimedia Commons

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