julho 2017

jul 07

Deputado Eduardo Cunha renuncia à presidência da Câmara

Afastado do cargo desde 5 de maio de 2016 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou nesta quinta-feira, dia 7 de julho, à presidência da Câmara dos Deputados. Ele também estava suspenso pelo STF do seu mandato parlamentar por tempo indeterminado. Cunha comunicou a sua decisão em uma carta dirigida ao presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Ele anunciou sua decisão no Salão Verde da Câmara e disse que foi alvo de perseguição por ter iniciado o impeachment da presidente Dilma Rousseff.  "Estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment. Não tenho dúvidas, inclusive, de que a principal causa do meu afastamento reside na condução desse processo de impeachment da presidente afastada. Tanto é que meu pedido de afastamento foi protocolado pelo PGR [procurador-geral da República] em 16 de dezembro, logo após a minha decisão de abertura do processo", afirmou.“Somente a minha renúncia poderá pôr fim a essa interinidade sem prazo”, continou, ao afirmar que a Câmara está acéfala. O político é investigado na Operação Lava Jato e também é réu em duas ações no STF. Ele ainda responde a um processo disciplinar no Conselho de Ética da Câmara, que aprovou um parecer pela cassação do mandato. Confira aqui a carta da renúncia de Cunha.Novas eleiçõesCom a decisão de Cunha, a Câmara terá que convocar novas eleições no prazo de até cinco sessões plenárias – deliberativas ou de debates com o mínimo de 51 deputados presentes - para uma espécie de mandato-tampão, até as eleições para o presidente da Casa em fevereiro de 2017.    Fontes: G1 , Agência Câmara Notícias, Agência Brasil Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

07.Jul.2016
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Himmler decide dar início aos experimentos com prisioneiros em Auschwitz

Em um dia como este, no ano de 1942, Heinrich Himmler, em acordo com outros três homens, entre eles um médico, decidiu começar experimentos científicos com mulheres nos campos de concentração de Auschwitz e depois estender esses testes em homens.

Himmler, arquiteto do programa de Hitler para exterminar a população judaica da Europa, convocou uma reunião em Berlim para discutir as possibilidades de uso de prisioneiros em campos de concentração como objetos de experiências médicas. Os outros participantes foram o chefe da Inspeção de Campo de Concentração, General SS Richard Glueks (chefe do hospital), Major-General SS Gebhardt e professor Karl Clauberg (um dos principais ginecologistas da Alemanha). O resultado da conferência foi a autorização de um grande programa de experimentação médica em mulheres judias em Auschwitz. Estas experiências foram realizadas de tal maneira que os prisioneiros não teriam conhecimento do que estava sendo feito (a experimentação assumiria a forma de esterilização através de doses maciças de radiação ou injeções uterinas). Também foi decidido que um especialista em raios-X seria consultado sobre as perspectivas do uso do raio-X para castrar os homens, o que seria demonstrando em prisioneiros judeus. Adolf Hitler aprovou este plano sob a condição de que ele permanecesse secreto.

Como chefe da Schutzstaffel ("camisas pretas armados” ou “pelotão da proteção"), o SS, o braço militar do Partido Nazista e assistente-chefe da Gestapo (polícia secreta), Himmler conseguiu ao longo do tempo consolidar seu controle sobre as forças policiais do Reich. Esta tomada de poder mostraria sua completa eficiência na realização da “Solução Final” do Führer. Foi Himmler quem organizou a criação de campos de morte em todo o leste da Europa e de um grupo de trabalhadores escravos.

 

Imagem: Bundesarchiv, Bild 183-S72707 / CC-BY-SA [CC BY-SA 3.0 de], via Wikimedia Commons

07.Jul.1942
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