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31.Dic.1969

Pequeno público testemunha "O show que mudou o mundo"

Milhões de pessoas alegam terem ido ao festival de Woodstock, nos Estados Unidos, quando apenas 500 mil estiveram realmente lá. Mas nesse quesito, o maior evento de cultura pop dos anos 60 não tem comparação com um dos momentos mais cruciais da década de 1970: o show dos Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall, em Manchester, na Inglaterra, em 4 de junho de 1976. Proporcionalmente ao público real, talvez nenhum outro evento da música pop ganhou tanta audiência retroativa quanto o que foi chamado de "o show que mudou o mundo".

Em junho de 1976, os Sex Pistols estavam tocando há apenas 7 meses. Apesar de seu visual, som e atitude niilista já estarem consolidados, a banda e toda a cena punk britânica ainda levariam alguns meses para estourar. Mas eles já tinham chamado atenção da imprensa musical, tanto que inspiraram dois jovens de Manchester, Howard Devoto e Pete Shelley a irem vê-los em Londres em fevereiro. Duas coisas resultaram dessa experiência: Devoto e Shelley organizaram o show dos Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall e formaram sua própria banda, os Buzzcocks. Notícias do show de 4 de junho em Manchester se espalharam principalmente por boca a boca, tanto que na noite da apresentação apenas 40 pessoas apareceram no local, com capacidade para centenas. Naquele público estavam alguns nomes que ajudariam a dar forma à música pop da próxima década:

Howard Devoto e Pete Shelley: Sua banda, os Buzzcocks, iria conquistar enorme popularidade e influência no Reino Unido, durante e depois da era punk.

Ian Curtis, Bernard Sumner e Peter Hook: No dia seguinte ao show, Hook comprou sua primeira guitarra, e os três jovens iriam formar uma banda. Originalmente chamada Stiff Kittens e depois Warsaw, a banda mudaria de nome para Joy Division, uma das mais conhecidas e influentes do início do pós-punk e new wave.

Mark E. Smith: Após o show dos Sex Pistols, ele montou o The Fall, uma banda pós-punk que nunca teve sucesso comercial, mas influenciou gerações de seguidores, do Nirvana ao Franz Ferdinand.

Steven Patrick Morrissey: O último desses notáveis a despontar, mas um dos mais bem-sucedidos, tanto como líder do The Smiths, no meio dos anos 1980, quanto como artista solo, após o fim da banda.

Tony Wilson: O apresentador de noticiário de TV em Manchester se inspirou na experiência para montar a gravadora Factory Records. O selo ajudou a criar a cena fértil de Manchester nos anos 1980 e começo dos 90.

Apenas alguns dias após os Sex Pistols terem chacoalhado Manchester, neste dia em 1976, eles voltaram para Londres para shows nos dias 4 e 6 de julho, que tiveram duas bandas novas como abertura: o The Clash e o The Dammed. Três semanas depois, seu show de retorno no Lesser Free Trade Hall (com os Buzzcocks abrindo) atraiu centenas de pessoas, enquanto a era punk era inaugurada extraoficialmente.

 


Imagem: Nationaal Archief [CC BY-SA 3.0 nl], Wikimedia Commons

15.Aug.1969

Começa o Festival de Woodstock

No dia 15 de agosto de 1969 começava o Woodstock Music & Art Fair, mais conhecido como Woodstock ou Festival de Woodstock. O evento foi um festival de música realizado na fazenda de 600 acres de Max Yasgur, na cidade rural de Bethel, em Nova York, nos EUA. De acordo com o anúncio, o festival era "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música". Aproximadamente meio milhão de pessoas compareceram ao evento que ficou marcado como ícone do movimento hippie e da contracultura. O festival aconteceu sob chuva, o que não impediu que os maiores nomes da música da época subissem ao palco. Entre os cantores que se apresentaram estavam Janis Joplin, Jimi Hendri, Santana, The Who, Creendance Clearwater Revival.

 


Imagem: Mark Goff [Domínio público], via Wikimedia Commons

17.Aug.1969

Chega ao fim o lendário Festival de Woodstock

Em um dia como este, no ano de 1969, estava chegando ao fim o memorável Festival de Woodstock, um festival de música e arte, que teve início no dia 15 na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, no estado de Nova York.
 
Anunciado como "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", o festival seria, originalmente, na pequena cidade de Woodstock, mas os moradores locais não aceitaram. Então, o evento foi realizado em Bethel, a uma hora e meia de distância.
 
O festival foi uma expressão da era hippie e contracultura entre os anos 60 e 70. Grandes nomes da música daquele tempo - como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Santana, Creedence Clearwater Revival - se apresentaram diante de um público de meio milhão de pessoas em um final de semana chuvoso. O evento foi capturado em um documentário lançado em 1970, Woodstock, além de uma trilha sonora com os melhores momentos.
 
Os organizadores do evento estimaram um público de aproximadamente 200 mil pessoas, contudo, mais de meio milhão compareceram, derrubando portões e tornando o festival um evento gratuito. Diante da quantidade de pessoas, a estrutura de comida, banheiros e higiene não foi suficiente. Contudo, mesmo apesar dos problemas, o festival foi reconhecidamente pacífico, diante a quantidade de pessoas.
 
 

imagem: Mark Goff [Domínio público], via Wikimedia Commons