Todos os horários

Gostaria de entrar e tomar uma xícara da bebida de Satã?

É natural temer o novo. Foi assim com o café, que chegou a ser chamado de bebida de Satã, e o telefone, um instrumento do diabo.

No Oriente Médio, quando surgiu o café e as cafeterias, o poder dos sultões foi abalado. O povo passou a se encontrar para tomar café e acabava discutindo política, o que não agradou em nada as autoridades. Quando a bebida chegou à Alemanha e ao Reino Unido competiu com a cerveja e, quando chegou à Itália e à França, competiu com o vinho e o leite. Não houve dúvidas: tratava-se de uma bebida de Satã e era melhor evita-la.

Essas e outras controvérsias criadas pelo surgimento de um produto ou uma tecnologia nova são objeto de estudo do pesquisador Calestous Juma, do Centro Belfer para Ciência e Assuntos Internacionais da Harvard Kennedy School, nos Estados Unidos. Ele analisou seis séculos de história para identificar o comportamento humano frente às novidades e lançou o livro "Inovação e seus inimigos: por que as pessoas resistem às novas tecnologias".

"Aqueles que não gostavam de um produto tratavam de demonizá-los, dando a eles nomes pouco atraentes”, explica Juma.

Quando os telefones apareceram, os suecos o chamaram de instrumento do diabo, porque representava uma ameaça para as relações comunitárias. "Em vez de as pessoas se encontrarem para conversar frente a frente, o aparelho as distanciava”, conta o pesquisador.

Juma identificou quatro categorias que se aplicam a muitos casos de resistência a mudanças: intuição, interesses criados, argumentos intelectuais e fatores psicológicos. 

O trator, por exemplo, foi um dos alvos. "Eles foram muito polêmicos porque realmente transformaram a vida nas fazendas. As pessoas costumavam usar animais como fonte de energia. Os animais estavam completamente integrados ao dia a dia. Eram alimentados e se reproduziam. A chegada dos tratores significou que os fazendeiros tinham que obter o maquinário de outra pessoa e comprar peças porque a máquina não se reproduzia. Houve protestos: os animais se reproduziam, os tratores se depreciavam".



É uma questão de sobrevivência

Essa resistência ao novo nem sempre pode ser tachada como irracional. Por exemplo, o medo de que os cultivos transgênicos dependam das grandes empresas multinacionais que são donas das sementes ou de que as plantas pouco a pouco percam sua capacidade de se reproduzirem naturalmente não devem ser qualificadas assim.

Como no caso do trator, algo muito básico está em jogo: a comida. "Quando as pessoas se opõem a um produto, têm razões para isso. É o que digo no livro. Não devemos desconsiderar a oposição dizendo se tratar de ignorantes. Devemos escutar e considerar se concordamos com seus argumentos ou não", explica Juma.

"As pessoas não se opõem às coisas porque elas são novas, mas porque percebem um prejuízo em potencial”, concluiu o estudioso.


Fonte: BBC
Imagem café: Deliverance/Shutterstock.com
Imagem trator: Svetlana Foote/Shutterstock.com
Imagem telefone: Everett Collection/Shutterstock.com

Esporte do futuro poderá ser algo como Quadribol, do Harry Potter, e Dragon Ball

Você já pensou como seria perseguir o Pomo de Ouro em um cabo de vassoura, como o Harry Potter, no jogo de Quadribol? E como seria aplicar um golpe devastador do personagem Goku como no mangá Dragon Ball? Nosso mundo e o de fantasia podem finalmente se encontrar segundo o grupo japonês Superhuman Sports Society, ou simplesmente S3. Trata-se de uma organização formada por pesquisadores, designers, artistas e especialistas de diversas áreas, reunidos com o objetivo de desenvolver esportes novos, com forte uso de tecnologia. No leque de opções para tornar isso real estão dispositivos robóticos (que podem ser vestidos) e realidade virtual para liberar os humanos das restrições físicas e terrenas. Isso tudo faria parte da chamada tecnologia humana aumentada.

O grupo planeja realizar o primeiro festival de esportes supra-humanos em outubro, em Tóquio. O evento servirá de aperitivo para um campeonato mundial do tipo em 2020, coincidindo com a realização dos Jogos Olímpicos na capital japonesa. Durante o evento, os investigadores explicarão como as novas tecnologias podem ampliar as capacidades físicas dos atletas, a ponto de criar novos esportes. O diretor executivo da S3, Kota MInamizawa, confirmou que já está sendo desenvolvida uma tecnologia de realidade virtual para criar técnicas de jogos como Dragon Ball, além de outros esportes curiosos, como o de uma bola que possui uma mente própria e se move de forma autônoma.

Em relação ao quadribol, de Harry Potter, há ainda certas dificuldades no momento:

"Ainda é difícil fazer os seres humanos flutuarem, mas nós temos uma tecnologia chamada de tele-existência", disse MInamizawa.

A tele-existência é um nome dado à envolvente visão de uma câmera, montada sobre um robô e de estimulação tátil a partir de sensores. A implementação do sistema em um drone dá ao operador uma sensação de vôo, e precisa apenas da introdução de uma bola voando para tornar possível o Quadribol, imagina Minamizawa. Além de tentar oferecer uma experiência "fora do corpo" e uma sensação sobre-humana, a S3 sonha em fazer o esporte uma prática universal. "Nós queremos que todos possam desfrutar da prática de esportes, independentemente da idade, deficiência ou talento", disse Minamizawa.

Fontes:Japan TimesRT

Crédito da Imagem: Sergey Nivens / Shutterstock.com

 

Nosso cérebro será conectado à internet e poderemos "baixar" nossa consciência

O cérebro é a misteriosa chave de comando do nosso corpo e nele está a solução para acabar com boa parte de nossas limitações humanas, segundo a teoria do engenheiro do Google e futurólogo Ray Kurzweil.

Durante uma conferência em Nova York, ele anunciou a previsão de que em apenas 15 anos os humanos receberão implantes cerebrais de nanobots -  dispositivos eletromecânicos – que ligarão nossos cérebros à internet, permitindo uma cognição muito acelerada. Dez anos depois, o nosso pensamento "será feito on-line", segundo Kurzweil.

"O nosso pensamento, em seguida, será um híbrido de pensamento biológico e não biológico. Nós seremos capazes de estender as nossas limitações e pensar na nuvem. Nós vamos colocar passagens para a nuvem em nossos cérebros ", complementou o engenheiro.

"Nós vamos, gradualmente, misturar e elevar nós mesmos. Na minha opinião, essa é a natureza do ser humano: transcender as nossas limitações".

Inteligência artificial

O pesquisador de 67 anos ficou famoso por ter criado tecnologias que transformam escrita e a fala em formato digital, bem como uma linha popular de sintetizadores. Como diretor de engenharia do Google, cargo que ocupa desde 2012, ele está testando ainda mais os limites de sua pesquisa ao tentar melhorar a capacidade dos computadores de entender a linguagem natural, com o objetivo de criar a verdadeira inteligência artificial, em que computadores poderão interagir realmente com seres humanos.

Download da consciência

Em outra linha de pesquisa que envolve as potencialidades do nosso cérebro e a tecnologia, a neurocientista Ana Critchlow, de Cambridge, defende que um dia será possível “baixar” nossa consciência em uma máquina. Para isso tudo se tornar realidade, no entanto, seria necessário construir um computador que recriasse os 100 triliões de ligações do nosso cérebro.

"As pessoas, provavelmente, poderiam viver dentro de uma máquina. Potencialmente, eu acho que é definitivamente uma possibilidade", acredita a pesquisadora, que comentou sobre suas ideias recentemente, no último Festival Literário e de Arte Hay Festival, em Gales, no Reino Unido.

Fontes: The Telegraph , RT

Crédito da Imagem: agsandrew / Shutterstock.com

Tesla Motors revoluciona e anuncia bateria que poderá mudar o mundo

Enquanto a energia eólica e solar têm mostrado um grande avanço nos anos recentes – estima-se que até 22% da energia elétrica no mundo são de fontes renováveis – há ainda o porém de que o vento e o sol possuem suas instabilidades. Sabemos que o sol não brilha todos os dias e que também não há vento o ano todo. Contudo, um novo produto, anunciado pela empresa de carros elétricos Tesla, promete resolver esta questão.

A empresa do bilionário Elon Musk anunciou recentemente a entrada no mercado de energia, com a produção de uma bateria revolucionária de íon-lítio, desenvolvida para capturar e armazenar até 10 kWh de energia, produzidas por painéis solares ou turbinas eólicas, que poderá distribuir uma média de 2 kWh - Isso resulta em um preço da electricidade (tendo em conta os custos de instalação e inversores) de cerca de US $ 500 por kWh, ou seja, menos de metade dos custos atuais.

A ideia é que estas reservas sirvam para quedas de energias, ou quando o sol ou o vento estão fracos e também para horários de pico, quando o custo da eletricidade é mais alto. Há ainda a Powerpack, que pode armazenar 100 kWh e poderá ser usada em fábricas ou grandes armazéns, podendo até substituir a energia proveniente de combustíveis fósseis. 

Cada bateria de 10 kWh vai custar US$ 3.500 dólares nos Estados Unidos. Inicialmente, sua produção será na fábrica da Tesla na Califórnia, mas passará para Nevada, em 2017. As primeiras baterias deverão ser entregues a partir de agosto.

Tesla, um dos gênios da humanidade, mesmo depois de morto, possui um legado tão forte e vivo que continua revolucionando o mundo. Isso só foi possível por causa de um acontecimento difícil de acreditar. Assista ao vídeo abaixo e descubra como o mundo poderia ter perdido toda a genialidade de Nikola Tesla:

 

Fontes:

IFL Science, Info

Imagem: Crédito da Imagem: Katherine Welles - Shutterstock.com

Avião que vai a qualquer lugar do mundo em 4 horas já tem previsão de testes

A empresa Reaction Engines revelou os últimos detalhes sobre o desenvolvimento do propulsor SABRE, capaz de chegar a qualquer parte do mundo em apenas quatro horas e, inclusive, voar no espaço sideral.

Os especialistas estão trabalhando em dois ambiciosos projetos paralelos, baseados no propulsor revolucionário. O primeiro é o avião supersônico LAOCAT A2, que poderá transportar até 300 passageiros em uma velocidade cinco vezes superior à do som. O segundo projeto é o avião-foguete Skylon, que poderá levar passageiros e até 15 toneladas de carga ao espaço, reduzindo em 95% o custo operativo das naves atuais.

O design de ambos os aviões não possui janelas, por isso, em seu lugar, conta com monitores que mostram imagens dinâmicas, criadas especialmente para evitar sintomas de claustrofobia. A chave da incrível velocidade que o propulsor SABRE pode desenvolver está em um sistema de resfriamento revolucionário, capaz de reduzir a temperatura do motor em menos de um segundo. Conforme os planos da empresa, os primeiros voos de teste começarão em 2019.

Fontes: Reaction Engines e Daily Mail

Imagem: Divulgação via Reaction Engines

Cientistas desenvolvem sistema que transmite emoções pelo ar

Pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, criaram um sistema chamado Ultraháptico, que permite criar sensações táteis através do ar, estimulando diferentes zonas da mão. Dessa forma, com correntes curtas e intensas de ar, afetando diferentes pontos da mão, sensações de felicidade, tristeza e medo poderão ser transmitidas. Por exemplo, ao tocar o ponto localizado entre o dedo polegar, o indicador e o meio da palma da mão, é possível causar excitação; ou, então, provocar sentimentos de tristeza ao estimular a parte externa da palma e da região em torno do dedo mínimo.

A diretora da pesquisa, Marianna Obrist, exemplificou a utilidade da criação da seguinte forma: “Imagine um casal que tenha brigado um pouco antes de ir trabalhar. Enquanto um dos dois está em reunião, tem uma sensação suave, transmitida por uma pulseira, que percorre sua mão até o meio da palma; uma sensação de conforto, indicando que o outro já não está mais zangado (...). Ou, então, um dançarino que, com o simples levantar de mãos, poderá receber um estímulo háptico para reforçar seus sentimentos de excitação e estabilidade”. Agora, Obrist ampliará sua investigação aos sentidos do paladar e olfato, dentro do projeto SenseX, que busca aprofundar a inovação em experiências sensoriais suplantadas por meios tecnológicos.

Além de lidar com as emoções humanas, uma aplicação desta tecnologia háptica seriam as telas sensíveis ao toque. Você, por exemplo, poderia folhear uma livro digital sem tocar na tela. A ideia funciona por pontos de pressão no ar, que projetam o feedback de força, que passa pela tela até atingir a mão da pessoa, que "sente as informações" sem o toque. De acordo com pesquisas, a tecnologia háptica teria três possibilidades de interação: gestos no ar, camadas de informações táteis e telas visualmente restritas - aplicativos específicos foram criados para cada uma.

Crédito da Imagem: Naeblys - Shutterstock.com

Fontes: ABC, Inovação e tecnologia

 

27.Abr.2005

Maior avião de passageiros do mundo, A380 faz seu voo inaugural

No dia 27 de abril de 2005, um gigante da aviação comercial, o Airbus A380, fazia o seu voo inaugural. Trata-se de uma aeronave de dois andares, com um logo corpo, com quatro motores. Ele é o maior avião de passageiros do mundo, e os aeroportos precisam de instalações adaptadas para recebê-lo. Seu serviço comercial aconteceu em outubro de 2007 com a Singapore Airlines.

O avião é capaz de acomodar 525 pessoas em uma configuaração com três classes e até 853 pessoas no caso de uma única classe econômica. O A380-800 tem uma autonomia de 15.700 km, o que é suficiente para voar, sem escalas, de Dallas, nos EUA, a Sydney, na Austrália. Cada um destes aviões custa em média US$ 458 milhões. A companhia Emirates conta com a maior frota do A380, com pelo menos 140 aeronaves.

 


Imagem: Altona [GFDL, CC-BY-SA-3.0 ou CC BY 2.5], via Wikimedia Commons

Conheça a nova tecnologia que pode acabar com os postos de gasolina [Vídeo]

Não há dúvidas de que há uma demanda por carros elétricos no mundo todo e sua disseminação entre os consumidores está crescendo bastante nos últimos anos. Apesar do entusiasmo com esse tipo de tecnologia, as recargas que esse tipo de carro requer e sua autonomia podem soar como dor de cabeça para muita gente. Contudo, uma solução inovadora, a partir de uma tecnologia aplicada aos pneus, pode acabar de vez com este dilema.

A novidade foi lançada no Salão Internacional do Automóvel em Genebra, na Suíça. O pneu, chamado BH023, da Goodyear, usa um material chamado termo-piezoelétrico capaz de converter calor em eletricidade.

[VEJA TAMBÉM: General Motors lança carro movido a lazer]

Quando estacionado, a fonte de calor é a luz do sol, e quando o pneu está rodando, a eletricidade é produzida pelo atrito com a estrada, pela sua pressão e pelo movimento do material piezoelétrico enquanto o pneu roda, o que gera uma pequena voltagem elétrica.

[VEJA TAMBÉM: China projeta o carro voador e o apresenta na Feira de Automóveis de Pequim - Vídeo]

O pneu também é projetado para ser “ultra-preto” para absorver a maior quantidade possível de calor. A eletricidade é capturada e direcionada para a bateria do carro que é carregada assim que ele se move. A novidade, apesar de soar bastante promissora, ainda não tem data para ser lançada no mercado.

 

Fonte:

Dailymail

 

 

Imagem:

 

Imagem: via Wikimedia Commons

 

De Volta para o Futuro e direto aos seus pés: vem aí o calçado que faz o laço sozinho

As sedutoras inspirações da ficção científica estão entrando de vez no real e competitivo mercado como estratégia para cativar os consumidores. A mais recente novidade neste sentido promete aparecer nos pés das pessoas: trata-se daquele tênis do Marty McFly, o protagonista do filme De Volta para o Futuro 2. Você lembra que o calçado dele faz o laço sozinho?

Então, se você é ligado nas novidades ou nunca aprendeu a dar o nó no seu tênis, o novo produto da Nike, com “cadarços poderosos”, é uma boa pedida. Além disso, há especulações de que o calçado não deverá custar tão caro por conta da comodidade de atar o laço sozinho.

O modelo, apelidado de “Power Laces”, já foi confirmado oficialmente pela Nike como sua principal inovação. Contudo, preços ou até mesmo datas de lançamento não foram revelados pela empresa. O que se sabe é que a tecnologia do laço que ata sozinho até foi patenteada pela Nike.

Fonte:

IFL Science

 


 

27.Ene.1926

É realizada a primeira demonstração pública de televisão

Um dos inventos que mudaria para sempre nosso conceito de entretenimento e que traria até você o History, era apresentado ao público em um dia como este, no ano de 1926. Nesta data, o inventor escocês John Logie Baird fazia a primeira demonstração pública de um sistema de televisão verdadeiro, em Londres. A invenção de Baird consistia em uma máquina de transmissão de imagens - que ele chamou de "televisor" – que usava discos rotativos mecânicos para digitalizar imagens por meio de impulsos eletrônicos. Estes dados eram, em seguida, transmitidos por cabo para uma tela que exibia um padrão de baixa resolução de imagens claras e escuras. O primeiro programa de TV de Baird mostrava a cabeça de dois bonecos ventríloquos, que ele operava na frente de uma câmera, fora dos olhares do público.
 
O trabalho de Baird teve como base as pesquisas de Paul Nipkow, um cientista alemão que, em 1884, patenteou suas ideias para um sistema de televisão completo. Nipkow também usou um disco giratório com buracos para digitalizar imagens, mas ele nunca conseguiu mais do que imagens grosseiras com sombras. Vários inventores trabalharam para desenvolver essa ideia, e Baird foi o primeiro a obter imagens que eram facilmente identificadas. Em 1928, Baird fez a primeira transmissão intercontinental, a partir de Londres para Nova York, com uso de linhas telefônicas. No mesmo ano, ele mostrou a primeira televisão a cores.
 
 

Imagem: H. Winfield Secor [Domínio público], via Wikimedia Commons