Todos os horários

A tribo mexicana que decidiu morrer antes de ser conquistada pelos espanhóis

Aborígenes decididos a não morrer nas mãos dos conquistadores espanhóis tiraram suas vidas em um suicídio coletivo, em que famílias inteiras se jogaram de um penhasco e morreram de braços dados. 

A triste situação aconteceu em 1534, durante expedição organizada por Diego de Mazariegos ao sudeste do México. Depois do fim de Tenochtitlán, os conquistadores espanhóis avançaram pela Sierra Madre de Chiapas. O objetivo era alcançar a tribo chiapaneca, que estava assentada entre as paredes do Desfiladeiro Sumidero e que tinha o controle da região e de outras comunidades que ali viviam.

O último grupo a ser conquistado estava no Peñón de Tepetchía. O grupo foi sitiado e, por ordem de Mazariegos, deveria ser exterminado. Os chiapanecas resistiram o máximo que conseguiram, apesar de sua inferioridade militar e numérica. Ao perceberem que a situação estava perdida, os aborígenes decidiram pelo sucídio coletivo

Diante dessa situação, Mazariegos ordenou um cessar-fogo e realocou os aborígenes restantes, que fundaram a Chiapa de los Indios. Embora haja fatos históricos que contradigam esse suicídio em massa, a tradição oral dos nativos da região continua sendo reconhecida como um relato verdadeiro do ocorrido.


Fonte: Cultura Colectiva

Imagem: Galyna Andrushko/Shutterstock.com

18.May.1980

Ian Curtis se suicida

Na noite de 18 de maio de 1980, Ian Curtis, vocalista e compositor da banda inglesa Joy Division, enforca-se na cozinha de sua residência, em Manchester. Ele tinha apenas 23 anos.

O Joy Division foi uma das quatro bandas mais importantes do pós-punk britânico, cujas origens estão ligadas ao show lendário dos Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall em Manchester, em junho de 1976. Assim como os membros fundadores dos Buzzcocks, dos Smiths e do The Fall, os mancunianos Bernard Sumner e Peter Hook decidiram, imediatamente após o concerto, formar um grupo. E embora a filosofia do “Faça Você Mesmo” dos Sex Pistols tenha lhes dado a coragem de se autodenominarem uma banda sem nem mesmo conseguirem tocar direito seus instrumentos recém-comprados, eles se tornaram um dos primeiros grupos inspirados pelo punk a abandonar a sonoridade do punk. O passo crucial nesse sentido foi a escolha de Ian Curtis dentre os candidatos surgidos a partir do aviso “Procuramos Vocalista” que eles colocaram em uma loja de discos local. Curtis era mais aspirante à poeta que à rock star, e suas letras sombrias e expressivas iriam aos poucos afastar a sonoridade da banda da raiva e da violência do punk e aproximá-la de algo muito mais melancólico e econômico.

O estilo desenvolvido pelo Joy Division entre 1977 e 1979 incluiu a adição do sintetizador – uma violação absoluta à estética lo-fi do punk, mas foi uma escolha que marcou o início daquilo que viria a ser chamado de New Wave. O disco “Unknown Pleasures”, de 1979, o álbum seguinte, “Closer”, e o single “Love Will Tear Us Apart” transformaram o Joy Divison em um culto no Reino Unido, e a dança hipnotizante de Ian Curtis no palco em um símbolo do pós-punk.  

Embora ele tenha escondido sua doença de seus companheiros de banda até sofrer uma crise aguda na van da turnê após um show em Londres, em 1978, Ian era epiléptico. Algumas pessoas acreditam que a depressão por causa de sua doença ou os efeitos colaterais dos remédios que ele tomava levaram Ian ao suicídio. Mas há muitos outros fatores que podem ter desempenhado um papel importante nisso, como o uso de drogas e a tensão no seu casamento, provocada pelo seu romance com uma jornalista belga. Quaisquer sejam as razões, Ian Curtis tirou sua vida apenas dois dias antes do início de uma turnê nos EUA, que seria, potencialmente, uma guinada na carreira da banda. Dois meses depois do suicídio de Ian, em 18 de maio de 1980, os integrantes sobreviventes do Joy Division cumpriram uma promessa que fizeram para eles mesmos de mudar o nome do grupo e continuar, ao longo dos anos 80, como New Order.

 


Imagem: Patrick Pearse [CC BY 2.0], via Wikimedia Commons

A triste história do “suicídio mais bonito do mundo”

Essa frase apresenta uma verdadeira contradição dos termos: um suicídio bonito é difícil de ser imaginado, de qualquer ponto de vista.

Contudo, uma foto assim eternizou a história da morte da jovem Evelyn McHale, a mulher que se atirou no vazio do famoso Empire State Building, em Nova York, em um evento que é lembrado hoje como o suicídio mais bonito do mundo.

Vídeo relacionado:
A morte trágica de Evelyn McHale nunca será esquecida. A jovem, nascida em 1924, tirou sua própria vida quando tinha apenas 23 anos, lançando-se do alto do 86º andar do Empire State Building.

Trata-se de um dos edifícios mais emblemáticos da famosa cidade e, exatamente por isso, um dos locais prediletos pelas pessoas que, ao longo da história, quiseram tirar sua própria vida.

Na manhã de 1º de maio de 1947, Evelyn comprou uma entrada para acessar o mirante do rasga-céus. De acordo com várias testemunhas, ela parecia alegre, sem mostrar quaisquer sinais característicos do que, minutos depois, aconteceria.

Uma vez no mirante, a jovem simplesmente saltou no vazio. Após cair mais de 170 metros, ela se espatifou no teto de uma limusine, estacionada em frente ao prédio.

A imagem, naturalmente chocante, foi, no entanto, curiosamente bonita, pelo menos de um ponto de vista estético. Embora o teto da limusine tenha ficado completamente destroçado, Evelyn parecia ter se deitado delicadamente sobre ele, como se tivesse pousado para uma foto. Apesar do impacto, seu corpo não apresentava nenhum arranhão e seu rosto refletia a paz de um sonho tranquilo.

Seus pés estavam cruzados e sua mão esquerda segurava um colar. As testemunhas, pessoas que passavam pelo local no momento, ficaram tão impactadas pela tragédia quando pela imagem estranha que o corpo intacto de Evelyn desenhava sobre a limusine destruída.

Somente quatro minutos depois, o fotógrafo Robert Wiles estava capturando a imagem para a eternidade, comovido, conforme confessou, com a serenidade no rosto da menina e com seu corpo estendido quase artisticamente. Tanto foi assim que a revista Life publicou a imagem com o título “O Suicídio Mais Bonito”.

Para maior mistério, Evelyn estava comprometida, a ponto de se casar. Seu noivo contou à polícia que, no dia anterior ao suicídio, eles tinham se encontrado e tudo parecia estar bem. Nem sua família nem seus amigos conseguiam imaginar os motivos para essa decisão.

A explicação do fato chegaria através de um bilhete que a polícia encontrou no bolso do casaco que a jovem vestia, e que tinha ficado na plataforma do mirante. Nele, estava escrito: “Ele está muito melhor sem mim... Eu nunca serei uma boa esposa para ninguém”.


Fonte: supercurioso.com 

Imagem: Robert Wiles

16.Ene.1945

Hitler busca abrigo em seu bunker, onde fica até cometer suicídio

Em um dia como este, no ano de 1945, Adolf Hitler se refugiu em seu bunker subterrâneo, onde permaneceria por 105 dias, até o dia do seu suicídio. Hitler foi para o local depois de decidir ficar em Berlim, onde ocorria o último grande cerco da guerra. O abrigo estava a 50 metros de profundidade, sob a chancelaria, continha 18 pequenos quartos, era totalmente autossuficiente, com a sua própria água e energia elétrica. Hitler deixou raramente o local neste período. Constantemente, ao seu lado, estava sua companheira, Eva Braun.

Em 29 de abril, Hitler se casou com Eva no bunker. Leal até o fim, ela se recusou a deixar o abrigo mesmo quando os russos já estavam muito próximos. Apenas algumas horas depois que eles contraíram matrimônio, tanto Hitler como Eva cometeram suicídio. Ambos engoliram cápsulas de cianeto. Hitler, para completar, se matou com a sua pistola. 

 


 

Imagem: Bundesarchiv, Bild 183-H1216-0500-002 / CC-BY-SA [CC BY-SA 3.0 de], via Wikimedia Commons

23.Oct.0042

Conspirador e político romano, Brutus comete suicídio

Marcos Junio Brutus, um conspirador e político romano, cometeu suicídio em um dia como este, ano ano de 42 a.C, após a derrota na segunda Batalha de Filipos. Dois anos antes, Brutus havia se juntado a Caio Cássio Longino na conspiração que resultou no assassinato do ditador romano Júlio César, acreditando dar um golpe pela restauração da república romana. No entanto, o resultado do assassinato de César foi um ciclo de guerras civis, com as forças republicanas de Brutus e Cássio disputando a supremacia contra Otaviano e Marco Antônio.

Depois de ser derrotado por Antônio na batalha de Filipos, na Grécia, em outubro de 42 a.C, Cássio tirou a própria vida. Em 23 de outubro, o exército de Brutus foi esmagado por Otaviano e Antônio em um segundo encontro em Filipos, quando Brutus se matou. Mais tarde, Antônio e Otaviano tornaram-se inimigos e lutaram um contra o outro. No ano 27 a.C, o ideal da república romana havia sido perdido para sempre, e o que se viu foi a ascensão de Otaviano como César Augusto, o primeiro imperador de Roma.

 


Imagem: Carlo Brogi [Domínio público], via Wikimedia Commons