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06.Nov.1892

Inaugurado o Viaduto do Chá em São Paulo

O Viaduto do Chá, o primeiro do tipo construído na cidade de São Paulo, foi inaugurado no dia 6 de novembro de 1892. Ele ganhou este nome por ficar próximo a extensas plantações de chá da Índia. A obra fica no Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista.

Antes do viaduto, para chegar a atual Rua Líbero Badaró para o lado em que fica o Teatro Municipal, era preciso descer a encosta, seguir pela Ponte do Lorena sobre o Anhangabaú e subir a Ladeira do Paredão, hoje Rua Xavier de Toledo.

A obra era um pedido de boa parte da população na época, mas também havia gente contra o Viaduto, tanto que parte da população impediu o seguimento da obra em 1888, mas a situação foi contornada. Pessoas refinadas transitavam pela região para ir a cinemas, compras e, mais tarde, ao Teatro Municipal. Até 1897, era preciso pagar 60 réis, ou três vinténs, para passar o Viaduto, que ficou conhecido naquele período como o Viaduto dos Três Vinténs.

Com o passar do tempo, a estrutura original com metal alemão e piso de madeira não suportava mais o intenso uso com o crescimento da cidade. Em 1938, o antigo viaduto foi demolido e substituído por um completamente novo, de concreto armado. Atualmente, é um dos pontos turísticos mais conhecidos de São Paulo e também cenário para novelas, filmes e boletins jornalísticos.

São Paulo

Cidadão romano da cidade de Tarso, na província de Mersin, um dos maiores centros comerciais na costa do Mediterrâneo, seu nome era Saulo, também conhecido como Paulo ou São Paulo. Descendente de uma família judia devota, Saulo foi criado em Jerusalém, "aos pés de Gamaliel, que é considerado um dos maiores professores nos anais do Judaísmo" (Atos 5:34-39). Saulo foi um apóstolo – embora não um dos doze – que geralmente é considerado como uma das figuras mais importantes da Era Apostólica, e um dos mais influentes escritores do cristianismo primitivo, cuja autoria de treze* dos vinte e sete livros do Novo Testamento é a ele atribuída, embora tal afirmativa seja contestada por estudiosos modernos em seis** destes livros.
Perseguidor dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém, durante uma viagem à Damasco, numa missão para caçar cristãos e os levar presos, Saulo recebe a aparição de uma forte luz vinda do céu que assusta seu cavalo e o joga no chão e, uma voz vinda não se sabe de onde, o questiona: “Saulo, por que me persegues?” (Atos 9:4).

Espantado com a luz e com a voz, ele indaga: “Quem és, Senhor?” (Atos 9:5). A voz responde: “Jesus, a quem tu persegues. Levanta-te, entra na cidade e te dirão o que deves fazer” (Atos 9:6).

Saulo, por sua vez, ergue-se do chão, mas percebe que ficou cego com tamanha luz. Ainda em Damasco, permaneceu por três dias e três noites jejuando e refletindo sobre o estranho acontecimento, até ser visitado por Ananias, um discípulo de Cristo, que lhe diz: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo (Atos 9:17). Nesse exato momento, duas escamas caem dos olhos de Saulo (Atos 9:18), que volta a ver. Em seguida, ele é batizado e convertido do Judaísmo para o Cristianismo.
O uso do nome "Paulo" no lugar de "Saulo" começa a aparecer no livro Atos, em sua primeira jornada missionária para pregar o cristianismo. Tal fato ficou, equivocadamente,  conhecido como se fosse Jesus que mudara seu nome. Porem, de acordo também com o livro Atos, ele herdou a cidadania romana de seu pai e como cidadão romano, ele também tinha o nome latino de "Paulo". Tal afirmação pode ser confirmada, durante diversas passagens da Bíblia, que o citam com o nome de Saulo após sua conversão.

A conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Com suas atividades missionárias e obras, Paulo acabou transformando as crenças religiosas e a filosofia de toda a região da bacia do Mediterrâneo.

A influência que exerceu no pensamento cristão é chamada de "paulinismo" e foi fundamental por causa do seu papel como proeminente apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do Evangelho pelo Império Romano. Paulo ensinou sobre a vida e obra de Jesus Cristo e sua doutrina de uma Nova Aliança estabelecida por meio da morte de Jesus e ressurreição.

Embora contenham poucas informações sobre seu passado, a principal fonte de informação sobre sua vida é o livro de Atos e o material encontrado em suas epístolas. Até hoje, tais epístolas continuam a ser as raízes vitais da teologia.

A Bíblia não diz como ou quando Paulo morreu, porém, em torno de 110 D.C, o bispo Inácio de Antioquia, discípulo do apóstolo João, escreve que Paulo foi martirizado. A tradição cristã sustenta que Paulo foi decapitado em Roma durante o reinado de Nero em torno de meados dos anos 60 em San Paolo alle Tre Fontane.

Em junho de 2009, o Papa Bento XVI anunciou os resultados de uma escavação sobre o túmulo de Paulo na Basílica de Basílica de São Paulo Extramuros. O sarcófago não foi aberto, mas foi examinada por meio de uma sonda, que revelou peças de incenso, de púrpura, linho azul, e pequenos fragmentos ósseos. Os ossos foram datados entre o primeiro ou segundo século. De acordo com o Vaticano, estes resultados são consistentes com a tradição de que o túmulo é de Paulo. No sarcófago foi escrito em latim: "Paulo apóstolo mártir".


* Romanos , I Coríntios , II Coríntios, Gálatas , Filipenses , I Tessalonicenses, II Tessalonicenses, Filémon, Efésios, Colossenses, Timóteo I, Timóteo II e Titus.
** Efésios, Colossenses, II Tessalonicenses , Timóteo I, Timóteo II e Titus.

24.Dic.1904

É inaugurada a Pinacoteca do Estado de São Paulo

Um dos mais importantes museus de arte do Brasil, a Pinacoteca do Estado de São Paulo era inaugurada em um dia como este, no ano de 1905, na cidade de São Paulo. A solenidade de abertura contou com o presidente da república, Rodrigues Alves, o presidente do Estado, Jorge Tibiriçá, o diplomata Domício da Gama, o Ministro do Interior e Justiça da União José Joaquim Seabra, além de secretários, senadores, deputados, magistrados, membros da elite financeira de São Paulo e os cônsules de Portugal, Espanha, França e Áustria.

O prédio da Pinacoteca ocupa um edifício no Jardim da Luz, no centro de São Paulo, projetado para ser a sede do Liceu de Artes e Ofícios. É o mais antigo museu de arte de São Paulo. Após uma reforma nos anos 90, tornou-se uma das mais dinâmicas instituições culturais do país, fazendo parte do circuito internacional de exposições, promovendo eventos culturais diversos e mantendo uma ativa produção bibliográfica. A Pinacoteca também administra o espaço denominado Estação Pinacoteca, instalado no antigo edifício do DOPS, no Bom Retiro, onde mantém exposições de longa e curta duração e o centro de documentação da instituição. A Pinacoteca abriga um dos maiores e mais representativos acervos de arte brasileira, com quase oito mil peças. Complementam a coleção pinturas oitocentistas europeias e esculturas francesas, com destaque para o conjunto de nove bronzes de Auguste Rodin.

 

 


 

Imagem: By fritz kintz, modified by Hector.carvalho (Pinacoteca) [CC BY 2.0], via Wikimedia Commons

20.Dic.2007

Quadros de Picasso e Portinari são roubados do MASP

Em um dia como este, no ano de 2007, três homens invadiram o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e levaram um quadro do pintor espanhol Pablo Picasso e outro do brasileiro Cândido Portinari. As obras, consideradas as principais do acervo, eram avaliadas em US$ 55 milhões. O quatro de Picasso, "Retrato de Suzanne Bloch", foi concluído em 1904, enquanto "O Lavrador de Café", foi entregue por Portinari em 1939. Toda ação dos bandidos durou em torno de três minutos.

Pouco tempo depois, no dia 8 de janeiro do ano seguinte, foi anunciada a recuperação das obras. As pinturas estavam intactas e foram localizadas na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Na ocasião, a polícia havia capturado suspeitos pelo crime, que deram a indicação de onde estavam os quatros.

 


Imagem: via Wikimedia Commons

02.Oct.1947

É inaugurado o Masp

Mais importante museu de arte ocidental do Hemisfério Sul, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) era inaugurado em um dia como este, no ano de 1947. Idealizado por Assis Chateaubriand, empresário e jornalista, e Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte italiano, a princípio, o museu foi instalado em quatro andares do prédio dos Diários Associados, império de Chateaubriand, na rua Sete de Abril, no centro de São Paulo.
 
O Masp passou para a sua sede atual, na Avenida Paulista, apenas no final de década de 60. A obra levou 10 anos para ser concluída e foi finalmente inaugurada em 8 de novembro de 1968, na presença do príncipe Filipe e da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, que fez o discurso de inauguração. Chateaubriand, contudo, não chegou a ver o novo prédio em funcionamento, pois morreu vítima de trombose meses antes, no dia 4 de abril do mesmo ano.
 
O acervo do Masp é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN desde 1969, e possui atualmente cerca de oito mil peças, dentre as quais destacam-se as pinturas ocidentais, principalmente italianas e francesas. Do século XIII aos dias de hoje, ali estão obras de Rafael, Mantegna e Botticceli – da escola italiana – e Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall – da chamada Escola de Paris.
 
O Masp possui também uma grande coleção de pinturas da escola portuguesa, espanhola e flamenga, além de artistas ingleses e latino-americanos, como Diego Rivera. Dentre a coleção de artistas brasileiros, destacam-se Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Almeida Junior.
 
 

Imagem: Morio (photo taken by Morio) [GFDL or CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons

23.Feb.1901

Instituto Butantan é fundando em São Paulo

No dia 23 de fevereiro de 1901 era fundando na cidade de São Paulo, o Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, responsável por mais de 93% do total de soros e vacinas produzidas no Brasil, entre elas, as vacinas contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, influenza sazonal e H1N1. O Instituto também desenvolve estudos e pesquisas na área de biologia e de biomedicina relacionadas com a saúde pública e realiza missões científicas no país e no exterior por meio da Organização Mundial e Pan-americana da Saúde, Unicef e a ONU. A criação do Instituto Butantan ocorreu após um surto de peste bubônica que se propagava no porto do Santos, em 1899. A doença fez com que o governo adquirisse a Fazenda Butantan para instalar um laboratório de produção de soro antipestoso. Além de ser um centro de pesquisa, o Butantan também é um ponto turístico de São Paulo, com parque, centro de exposições, serpentário e os museus Biológico, Histórico, Microbiologia e Emílio Ribas. Em maio de 2010, um incêndio atingiu o Prédio das Coleções, que acabou com toda a coleção de cobras do Butantan - aproximadamente 85 mil exemplares – destruindo o material coletado em mais de 100 anos.

 

Foto: I, Rhcastilhos [GFDL, CC-BY-SA-3.0 undefined CC BY-SA 2.5-2.0-1.0], undefined