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09.Sep.0009

Ocorre a Batalha da Floresta de Teutoburg, a "maior derrota de Roma"

A Batalha da Floresta de Teutoburg, também chamada de Desastre de Varo por historiadores romanos, ocorreu na Floresta de Teutoburg, no dia 9 de setembro (data estimada) do ano 9, na Alemanha, perto da atual cidade de Bramsche.

O confronto ocorreu quando uma aliança de tribos germânicas emboscou e destruiu três legiões romanas comandadas por Públio Quintílio Varo. A traição contra os romanos foi conduzida por Armínio, um oficial germânico, da tribo dos queruscos, que havia adquirido a cidadania romana e também recebido educação militar romana, o que lhe permitiu enganar o comandante romano e antecipar as respostas táticas do exército romano.

Apesar de várias campanhas de sucesso e incursões nos anos seguintes à batalha, os romanos nunca mais se aventuraram na conquista de territórios germânicos, ao leste do rio Reno, que, na realidade, constituía a maior parte da fronteira setentrional do Império Romano.

A vitória dos tribos germânicas contra as legiões de Roma, na Floresta de Teutoburg, teria resultado em efeitos que seriam sentidos durante muito tempo, tanto para os povos germânicos quanto no Império Romano. Os historiadores contemporâneos e modernos, geralmente, consideram a vitória de Armínio como "a maior derrota de Roma", uma das batalhas mais decisivas registradas na história militar, basicamente "um ponto de virada na história do mundo".



Imagem: Nawi112 [GFDL or CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

Seis saques vergonhosos de Roma

Em 24 de agosto de 410 d.C., tribos bárbaras sob o comando do rei visigodo Alarico entraram em Roma para três dias de assassinato e pilhagem. O saque teve papel importante na eventual queda do Império Romano, mas não foi a única vez que a metrópole foi conquistada, saqueada ou queimada. Explore as histórias por trás de seis dos ataques mais violentos à Cidade Eterna.

 

[ASSISTA A REBELIÃO DOS BÁRBAROS. ESTREIA SEGUNDA (12/09), ÀS 22H40]

 

Os gauleses

A história do primeiro saque de Roma é envolta em mito e lenda, mas provavelmente aconteceu quando a jovem cidade se envolveu em um conflito com um grupo de gauleses celtas liderados pelo chefe militar Breno. Em 18 de julho de 387 a.C., os dois lados se enfrentaram em uma batalha às margens do Rio Ália. Os romanos ainda não haviam aperfeiçoado o estilo de luta que tornaria suas legiões famosas, e muitos homens se dispersaram no primeiro ataque do exército de gauleses cabeludos e com os peitos nus.  O resto sofreu uma carnificina, deixando o caminho de Roma livre para Breno. Seus homens entraram na cidade alguns dias depois e iniciaram uma orgia de estupros e pilhagem. Prédios foram incendiados ou saqueados de seus objetos de valor. A maioria do senado romano tombou vítima das espadas no Fórum.

 

Enquanto os gauleses atacavam o resto da cidade, os romanos sobreviventes se fortificaram no topo do Monte Capitolino. Eles repeliram vários ataques gauleses, mas depois de meses de cerco, eles concordaram em pagar mil libras de ouro para que Breno e seu exército deixassem a cidade. Reza a lenda que Breno usou balanças manipuladas para pesar o resgate. Quando os romanos reclamaram, ele jogou sua espada nas balanças e gritou “Vae Victis!” (“Ai dos Vencidos!”). Roma se reconstruiu depois que os gauleses partiram, mas a derrota no Rio Ália deixou feridas profundas. Por todo o resto da história romana, 18 de julho foi considerado um dia maldito.

 

Os visigodos

Roma se recuperou do desastre gaulês e floresceu por quase 800 anos, mas seu segundo saque, em 410 d.C., marcou o início de uma longa e dolorosa queda. Na época, o Império Romano estava dividido e em declínio. Tribos saqueadoras germânicas haviam começado a fazer incursões pelo Reno e Danúbio, e uma delas, um grupo de visigodos, liderados por um rei chamado Alarico, já havia cercado Roma em duas ocasiões distintas.  Quando os bárbaros voltaram para um terceiro cerco, um grupo de escravos rebeldes abriu a Porta Salária e deixou que eles entrassem na cidade. Alarico e suas hordas começaram a incendiar prédios, matar aristocratas e roubar tudo que fosse possível. Três dias depois, tendo depenado a cidade de toda sua riqueza, eles partiram de Roma e desapareceram pela Via Ápia.  

 

O saque visigodo foi relativamente controlado. A maioria dos monumentos e prédios mais famosos foram poupados, e como os godos eram cristãos, eles deixaram que as pessoas se refugiassem nas basílicas de São Pedro e São Paulo. Mesmo assim, a notícia de que a Cidade Eterna havia sucumbido causou abalos por todo o Mediterrâneo. “Minha voz está presa na garganta, e, enquanto eu dito, soluços me engasgam”, escreveu o cristão São Jerônimo. “Tornou-se cativa a cidade que antes havia tornado todas as outras suas cativas”.

 

Os vândalos

O uso da palavra “vandalismo” para descrever a destruição de patrimônio público ou privado deve sua origem aos vândalos, um povo tribal germânico responsável por um famoso saque de Roma. A invasão foi motivada pelo assassinato do Imperador Romano Valentiniano III, que havia prometido sua filha Eudóxia para o filho do rei vândalo Geiserico como parte de um acordo de paz. Alegando que o acordo havia se tornado inválido após a morte do Imperador, Geiserico invadiu a Itália e marchou sobre Roma em 455. Os romanos não conseguiram impedir o avanço do exército dele e enviaram o papa Leão para negociar. O pontífice persuadiu Geiserico a não queimar a cidade ou matar seus habitantes, e em troca, os vândalos poderiam passar pelos portões de Roma sem luta.

 

Geiserico e seu bando passaram as duas semanas seguintes juntando todo o butim que conseguiam carregar. Eles saquearam as casas dos patrícios da cidade levando ouro, prata e móveis. Eles até mesmo saquearam o palácio imperial e o Templo de Júpiter Ótimo Máximo. Fiéis a sua palavra – se não seu nome – eles evitaram destruir prédios ou matar pessoas, mas tomaram algumas prisioneiras. Entre elas estava a filha de Valentiniano, a princesa Eudóxia, que mais tarde casou com o filho de Geiserico, conforme o acordo inicial.

 

Os ostrogodos

Depois da deposição do último Imperador do Ocidente no ano 476 d.C., Roma foi governada por uma série de reis germânicos e ostrogodos. O Imperador do Oriente, Justiniano, conseguiu recuperar a região durante o século VI, mas a resistência ostrogoda logo retornou, cortesia de Totila, um líder magnético que comandava os godos e cercou Roma. De acordo com o historiador Procópio, Totila e seus homens conseguiram acessar a cidade em 546 ao escalar suas muralhas escondidos pela escuridão da noite e abrir a Porta Asinária. A pequena guarnição de Roma imediatamente fugiu aterrorizada, deixando a cidade indefesa e pronta para ser saqueada. Os Ostrogodos passaram várias semanas lucrativas saqueando a cidade, mas apesar de ter prometido transformar Roma em um pasto de ovelhas, Totila evitou destruir a cidade quando partiu de lá, no início de 547. Mesmo com a maioria dos seus edifícios de pé, a metrópole, que um dia havia sido grande, agora se resumia a uma ruína estéril. Tendo abrigado mais de um milhão de habitantes durante os dias de glória do Império, quando os godos finalmente foram embora, sua população era de apenas algumas centenas de moradores.

 

Os normandos

Apenas alguns anos depois de seu compatriota Guilherme, o Conquistador, ter iniciado a invasão da Inglaterra em 1066, o chefe militar normando Roberto Guiscardo comandou um terrível saque de Roma. Guiscardo—nome que significa “astuto”— marchou sobre a cidade em 1084 depois de receber um pedido de auxílio de seu aliado, o papa Gregório VII, que estava sofrendo um cerco do Sacro Imperador Romano Henrique IV. Guiscardo capturou a cidade facilmente e resgatou o Papa, mas seus soldados foram apontados como inimigos pelos cidadãos romanos, muitos deles apoiadores de Henrique. Quando o povo se rebelou contra ele, Guiscardo esmagou a revolta a permitiu que seus homens se refestelassem com estupros e pilhagem. O fogo se espalhou pela cidade e muitos de seus habitantes foram mortos ou vendidos como escravos. Fontes divergem a respeito do grau de destruição da invasão de três dias, mas alguns historiadores acusam Guiscardo e seus normandos de destruírem muitos monumentos romanos antigos de valor inestimável.

 

O Sacro Império Romano

“Eles choraram muito; todos nós ficamos ricos”. Assim foi como um dos participantes resumiu os eventos de maio de 1527, quando um exército amotinado sob o comando do Sacro Imperador Romano Carlos V arrasou a cidade de Roma. As tropas imperiais haviam acabado de voltar de uma campanha contra a Liga de Cognac – de quem o Papa Clemente VII era aliado – mas não recebiam salário há meses. Para mantê-los marchando, seu comandante, o Duque de Bourbon, prometeu a eles a chance de saquear Roma. Os soldados miseráveis chegaram em 6 de maio e desferiram seu ataque. O Duque foi morto durante a batalha, mas seus homens derrubaram as muralhas de proteção e invadiram a cidade. A Guarda Suíça do Vaticano foi aniquilada perto da Basílica de São Pedro. O Papa Clemente, enquanto isso, foi forçado a fugir por meio de um túnel secreto e se refugiar no inexpugnável Castelo de Santo Ângelo.

 

Dentro de Roma, o exército sem líder se transformou em uma horda sanguinária. Prédios foram pilhados e queimados; homens e crianças foram torturados e mortos; e mulheres – até mesmo freiras católicas – foram estupradas ou leiloadas em mercados públicos. Quando o exército finalmente deixou a cidade, Roma estava depenada e metade de seus 55 mil habitantes estavam mortos ou sem teto. O prejuízo cultural também foi severo. Muitos artistas foram mortos e várias obras de arte de valor inestimável foram destruídas ou desapareceram. Alguns estudiosos até mesmo consideram o saque de 1527 como o fim oficial do Renascimento Italiano.

 


Imagem: Karl Briullov [Domínio público], via Wikimedia Commons

Oito razões pelas quais Roma caiu

No fim do século IV, o Império Romano do Ocidente desmoronou após quase 500 anos exercendo o papel de maior superpotência do mundo. Historiadores atribuem a culpa do colapso a centenas de fatores diferentes, que abrangem desde falhas militares até impostos extorsivos, passando por desastres naturais e mudanças climáticas. Outros defendem que o Império Romano não ruiu em 476 d.C, já que sua porção oriental continuou por mais mil anos, na forma do Império Bizantino. Enquanto o motivo – e a data – da queda permanecem em debate até hoje, algumas teorias tomaram a dianteira como as mais populares para o declínio e desintegração do Império Romano. Continue a ler para descobrir oito razões pelas quais um dos impérios mais lendários da história finalmente chegou ao fim. 

 

[ASSISTA A REBELIÃO DOS BÁRBAROS. ESTREIA SEGUNDA (12/09), ÀS 22H40]

 

Invasões de tribos bárbaras

A teoria mais simples para o colapso de Roma aponta para uma série de derrotas militares diante de forças estrangeiras. Roma teve que lidar com tribos germânicas por séculos, mas nos anos 300s, grupos “bárbaros” como os godos haviam se estabelecido além das fronteiras do Império. Os romanos resistiram a um levante germânico no fim do século IV, mas em 410, o rei visigodo Alarico saqueou com sucesso a cidade de Roma. O Império passou as próximas décadas sob ameaça constante antes da “Cidade Eterna” ter sido invadida novamente em 455, dessa vez pelos vândalos. Finalmente, em 476, o líder germânico Odoacro comandou uma revolta e depôs o imperador Rômulo Augusto. Daí em diante, nenhum outro imperador romano reinaria novamente de seu posto na Itália, o que faz muitos citarem 476 como o ano em que o Império Romano do Ocidente foi ferido de morte. 

 

Problemas econômicos e excesso de confiança no trabalho escravo

Mesmo quando Roma estava sob ataque de forças externas, o Império também estava desmoronando graças a uma crise econômica severa. Guerras constantes e gastos excessivos dilapidaram significativamente os cofres imperiais. Impostos escorchantes e inflação também contribuíram para aumentar o abismo entre ricos e pobres. Na esperança de evitar os coletores de impostos, muitos membros da alta classe fugiram e fundaram feudos independentes. Ao mesmo tempo, o império era chacoalhado por um déficit de mão-de-obra. A economia de Roma dependia de escravos para cultivar os seus campos e trabalhar como artesãos e o poderio militar do Império tradicionalmente fornecia novas levas de povos conquistados para atuar como trabalhadores forçados. Mas quando a expansão estancou no segundo século, a provisão de escravos e outros tesouros de guerra começou a secar. Outro golpe veio no século V, quando os vândalos reivindicaram o norte da África a começaram a perturbar o comércio do Império ao rondar o Mediterrâneo como piratas. Com a economia abalada e sua produção comercial e agrícola em declínio, o Império começou a perder o controle sobre a Europa.

 

A ascensão do Império Oriental 

O destino de Roma foi parcialmente selado no final do terceiro século, quando o Imperador Diocleciano dividiu o Império em duas metades – o Império do Ocidente, sediado na cidade de Milão, e o Império do Oriente em Bizâncio, conhecida mais tarde como Constantinopla. A divisão fez com que o império fosse mais facilmente governável em curto prazo, mas com o tempo, as duas metades foram se afastando. Ocidente e Oriente fracassaram em trabalhar juntos adequadamente para combater ameaças externas, além de discordarem constantemente a respeito de recursos e ajuda militar. Enquanto a distância aumentava, o Império do Oriente, onde a maioria da população falava grego, enriquecia, o Ocidente, que falava latim, caía em uma crise econômica. Mais importante, a força do Império do Oriente serviu para desviar as invasões bárbaras para o Ocidente. Imperadores como Constantino garantiram que a cidade de Constantinopla fosse fortificada e bem protegida, mas a Itália e a cidade de Roma – que tinha apenas valor simbólico para muitos no Oriente – ficaram vulneráveis. A estrutura política do Ocidente iria finalmente se desintegrar no século V, mas o Império Oriental de alguma forma conseguiu resistir por mais mil anos antes de ser conquistado pelo Império Otomano nos anos 1400.

 

Expansão exagerada e gastos militares excessivos  

No seu auge, o Império Romano se estendia do Oceano Atlântico até o Rio Eufrates, no Oriente Médio, mas sua grandeza talvez também tenha sido a razão de sua ruína. Com o território tão vasto para governar, o império encarou um pesadelo administrativo e logístico. Mesmo com seu sistema de estradas excelente, os romanos eram incapazes de se comunicar rapidamente ou de forma eficaz o suficiente para gerir seu território. Roma sofria para mobilizar tropas e recursos suficientes para defender suas fronteiras de rebeliões locais e ataques externos, e no século II o Imperador Adriano foi forçado a construir sua famosa muralha na Britânia para manter seus inimigos à distância. Enquanto mais e mais recursos eram gastos no poderio militar do Império, avanços técnicos diminuíram e a infraestrutura civil de Roma decaiu. 

 

Corrupção governamental e instabilidade política

Se o tamanho de Roma dificultava sua administração, lideranças ineficazes e inconsistentes só serviram para aumentar o problema. Se ocupar a posição de imperador romano sempre foi perigoso, durante os complicados séculos II e III virou praticamente uma sentença de morte. A guerra civil trouxe caos para o império e mais de 20 homens assumiram o trono em um período de apenas 75 anos, geralmente após o assassinato de seu predecessor. A Guarda Pretoriana – os guarda-costas pessoais do imperador – assassinava e instalava novos soberanos quando bem entendia e uma vez até mesmo leiloou a vaga para quem desse o maior lance.  A podridão política também se estendia ao senado romano, que fracassava em conter os excessos dos imperadores devido a sua própria corrupção generalizada e incompetência. Enquanto a situação piorava, o orgulho cívico diminuía e muitos cidadãos romanos perderam a confiança em seus líderes.

 

A chegada dos hunos e a migração das tribos bárbaras 

Os ataques bárbaros à Roma foram parcialmente resultados por uma migração em massa causada pela invasão dos hunos à Europa no final do século IV. Quando esses guerreiros euroasiáticos invadiram através do norte da Europa, eles empurraram muitas tribos germânicas para as fronteiras do Império Romano.  A contragosto, os romanos permitiram que membros da tribo dos visigodos cruzassem a sul do Danúbio para encontrar segurança no território do império, mas trataram os migrantes com extrema crueldade. De acordo com o historiador Amiano Marcelino, oficiais romanos até mesmo forçavam os godos famintos a oferecerem seus filhos como escravos em troca de carne de cachorro. Ao brutalizar os godos, os romanos criaram um perigoso inimigo dentro de suas próprias fronteiras. Quando a opressão se tornou insustentável, os godos se revoltaram, eventualmente matando o imperador Valente do Império do Oriente durante a Batalha de Adrianópolis em 378 d.C. Chocados, os romanos negociaram uma frágil trégua com os bárbaros, que terminou em 410, quando o rei godo Alarico se dirigiu para o Ocidente e saqueou Roma. Com o Império do Ocidente enfraquecido, tribos germânicas como os vândalos e os saxões puderam cruzar as fronteiras e ocupar a Britânia, Espanha e o Norte da África.

 

Cristianismo e a perda de valores tradicionais 

O declínio de Roma coincide com a expansão do Cristianismo e alguns defendem que a ascensão de uma nova fé contribuiu para a queda do império. O Édito de Milão legalizou o Cristianismo em 313, que se tornaria a religião oficial do Estado em 380. Esses decretos encerraram anos de perseguição, mas também erodiram o sistema tradicional de valores romanos. O Cristianismo depôs a religião politeísta romana, que dava ao imperador status divino, e desviou o foco da glória do estado para uma divindade única. Enquanto isso, papas e outros líderes da Igreja assumiram papéis mais importantes na política, complicando a governança. O historiador do século XVIII Edward Gibbon foi o maior difusor dessa teoria, mas desde então sua visão tem sido amplamente criticada. Enquanto a propagação do Cristianismo pode ter tido um pequeno papel na inibição da virtude cívica romana, muitos estudiosos agora defendem que sua influência empalidece quando comparada aos fatores militares, administrativos e econômicos.

 

Enfraquecimentos das legiões romanas 

Na maior parte de sua história, o poderio militar romano era invejado pelo resto do mundo antigo. Mas durante seu declínio, a imagem das outrora poderosas legiões começou a mudar. Incapaz de recrutar soldados suficientes de cidadania romana, imperadores como Diocleciano e Constantino começaram a contratar mercenários estrangeiros para engrossar suas fileiras. As legiões, eventualmente, se encheram de germânicos godos e outros bárbaros, tanto assim que os romanos começaram a usar a palavra em latim "barbarus" no lugar de "soldado". Enquanto esses soldados provaram ser guerreiros ferozes, ao mesmo tempo não tinham lealdade ao Império e seus oficiais sedentos por poder muitas vezes se voltavam contra seus empregadores romanos. De fato, muitos dos bárbaros que saquearam a cidade de Roma e derrubaram o Império do Ocidente conquistaram suas patentes militares enquanto serviam em legiões romanas.

 


FONTE: Evan Andrews
IMAGEM: Shutterstock

 

7 armas bárbaras lendárias

Os romanos descreveram as civilizações que viviam além de suas fronteiras como “bárbaros” selvagens, mas essas tribos antigas eram qualquer coisa, menos primitivas.

Os líderes de grupos como os godos, celtas, hunos e vândalos eram quase sempre estrategistas militares brilhantes, e seus artesãos eram capazes de criar armas e tecnologia bélica avançadas, desde lâminas e arcos até armas de cerco. Conheça melhor as sete armas que as tribos guerreiras utilizavam pata enfrentar o Império Romano.

 

[ASSISTA A REBELIÃO DOS BÁRBAROS. ESTREIA SEGUNDA (12/09), ÀS 22H40]

 

1. O machado de batalha

Poucas armas bárbaras causavam tanto medo quanto o machado. Enquanto a maioria dos guerreiros tribais levava lanças ou espadas para o combate, os soldados germânicos eram conhecidos por manejar machados de batalha pesados e capazes de destruir escudos, armaduras e capacetes com um único golpe. Já os francos tinham uma predileção por um machado de peso leve conhecido como “francisca”, o qual poderia ser usado como uma arma para mutilar ou para ser arremessada como um projétil, à queima roupa. “A cabeça de ferro dessa arma era espessa e excessivamente afiada nos dois lados, enquanto o punho de madeira era muito curto”, escreveu o historiador Procópio sobre a francisca no século VI d.C. “E eles estavam acostumados sempre a lançar esses machados ao sinal do primeiro ataque e destruir os escudos dos inimigos, matando-os”. O machado foi uma das várias armas bárbaras a serem utilizadas na Idade Média. Ele era especialmente popular entre a guarda varegue, um bando de mercenários vikings que atuava como guarda-costas dos impérios bizantinos nos séculos X e XI.

 

2. A espada longa

A espada longa de dois gumes era a principal arma dos gauleses, um conjunto de tribos celtas que viviam no território que agora é conhecido como França, Bélgica e oeste da Alemanha. Ao contrário do gládio, uma espada romana e mais curta utilizada principalmente para apunhalar, as espadas de ferro manejadas pelos galeses eram projetadas para cortar o inimigo em um movimento descendente semelhante a um golpe de machado. As espadas tendiam a ser menos eficientes em campos de batalha abarrotados, onde não havia muito espaço de manobra, mas elas eram especialmente mortais em combates individuais e de guerrilha – as táticas preferidas dos bárbaros. A espada longa foi figura de destaque em várias guerras travadas entre os gauleses e a República Romana. Quando o chefe gaulês Breno invadiu a Itália, no século IV a.C., suas tropas utilizaram de forma notória seus sabres para perfurar escudos e derrotar o exército romano ao longo do rio Allia. Em seguida, realizaram um terrível saque na cidade de Roma.

 

3. Cota de malha

Algumas vezes, as tribos bárbaras eram conhecidas por entrar de surpresa em batalhas completamente nuas para intimidar seus inimigos, mas elas também possuíam uma ampla variedade de escudos e armaduras. Entre as mais eficientes, estava a cota de malha, que teria sido inventada na Europa pelos celtas gauleses no século III a.C. A maioria das malhas gaulesas tinham o formato de uma camisa de manga curta ou de um colete feito de um enredamento de pequenos anéis metálicos. Isso dava flexibilidade ao mesmo tempo em que protegia o usuário de golpes cortantes por espadas e adagas, que simplesmente raspavam em sua superfície exterior e dura. A cota de malha era extremamente trabalhosa para fazer – uma única armadura podia incluir dezenas de milhares de anéis –, por isso ela costumava ser usada por chefes bárbaros e aristocratas em vez de soldados de baixo escalão. No entanto, sua eficácia em combate fez com que ela fosse altamente valorizada pelos romanos, que acabaram adotando camisas de malha parecidas e conhecidas como “lorica hamata” para suas legiões.

 

4. A carruagem celta

Durante suas campanhas na Grã-Bretanha, em 55 e 54 a.C., Júlio César se tornou o primeiro general romano a encontrar carros de combate das tribos celtas nativas. Esses veículos eram geralmente compostos por dois cavalos com rodas de aro de ferro e plataformas resistentes feitas de vime e madeira. No combate, eles funcionavam como uma espécie de transporte pessoal antigo: condutores deixavam um guerreiro solitário perto da luta, escondiam-se e depois voltavam para pegar o soldado se ele estivesse ferido ou precisasse recuar. “Eles [os guerreiros] andam por todas as direções e lançam suas armas e muitas vezes quebram as fileiras dos inimigos com o grande pavor causado pelos cavalos e o barulho das rodas”, escreveu César, “e quando eles fazem seu trabalho por entre as tropas de cavalos, saltam das carruagens e entram na luta a pé”. Posteriormente, a carruagem britânica teria um papel fundamental na revolta de 60 d.C. da rainha guerreira Boadiceia, que uniu várias tribos celtas contra os romanos. Embora ela tenha conseguido arrasar três cidades bretãs da província romana, seus carroceiros acabaram sendo cercados e abatidos na Batalha de Watling Street.

 

5. A falcata

Quando os romanos invadiram a atual Espanha, em 218 a.C., eles ficaram cara a cara com uma tribo bárbara conhecida como celtiberos. Esses guerreiros eram reconhecidos tanto por sua capacidade de luta em guerrilhas quanto por sua habilidade como ferreiros. Uma de suas armas mais famosas era a “falcata”, uma espada de aço curvada, com 60 cm de comprimento, com um gume perto do punho e dois gumes na ponta. A arma pesava mais na direção da ponta, o que lhe permitia cortar e apunhalar com maior facilidade através da armadura. Ela era conhecida, inclusive, por cortar espadas romanas pela metade. A falcata serviu bem os bárbaros por mais de 200 anos de guerra com Roma e era altamente valorizada pelo antigo general Aníbal, que equipava as tropas cartaginesas com ela durante a Segunda Guerra Púnica. Armas celtiberas também se mostraram influentes para os romanos. Depois de encontrarem aço espanhol de qualidade superior, eles transformaram a pequena espada celtibera no famoso gládio das legiões romanas.

 

6. O arco recurvo

No século V d.C., Átila e seus hunos saqueadores das estepes invadiram a Europa a partir do leste e traçaram um caminho sangrento por todo o Império Romano. O “Flagelo de Deus” (como Átila era conhecido) e seus hunos chocaram os ocidentais com sua cavalaria móvel e táticas de batida e fuga, mas eles possuíam também uma arma nova e formidável: o arco recurvo. A maioria dos guerreiros hunos levava arcos  feitos de madeira, nervos, chifre e ossos. Ao contrário dos arcos ocidentais essas armas das estepes eram feitas de modo que se curvassem em direção a si mesmas nas extremidades, o que gerava uma rotação e fazia com que as flechas voassem com velocidade suficiente para penetrar armaduras a 90 metros de distância. Eles também eram menores que os arcos tradicionais, sendo mais fáceis de manejar em um cavalo. Os arqueiros montados hunos eram conhecidos por sua habilidade em disparar seus arcos com precisão, mesmo andando a todo galope. Nas batalhas, eles geralmente emboscavam seus adversários em grupos dispersos, disparando uma metralhadora devastadora de flechas antes de se esconderem. Depois que o inimigo estivesse enfraquecido, os hunos se aglomeravam sobre ele e finalizavam o trabalho com lanças, sabres e até mesmo laços.

 

7. Torres de cerco e aríetes

Ao contrário de grande parte dos grupos bárbaros, os hunos eram especialmente proficientes na guerra de cerco. Eles ganharam conhecimento da tecnologia de cerco enquanto serviam como auxiliares romanos e é possível que eles tenham contado com a ajuda de prisioneiros e desertores romanos na construção de máquinas de guerra. Segundo a descrição do cronista Prisco de Pânio do cerco de Naísso em 443 d.C., os hunos usaram torres de cerco imensas e com rodas, para levar os arqueiros protegidos às muralhas, e chuvas de flechas nos defensores da cidade. Eles também esmurraram as paredes da cidade com enormes aríetes, que Prisco descreveu como “um feixe com uma ponta de metal afiada e suspensa em correntes que pendiam de uma estrutura de madeira em forma de V”. As armas de cerco dos hunos só o fizeram destruir Naísso e eles seguiram para a captura de várias outras cidades fortalezas do Império Romano, incluindo as cidades conhecidas hoje como Sófia, Povdiv, Lüleburgaz. O imperador romano do Oriente, Teodósio II, deu fim a essa destruição, pagando quantias grandes, mas não demorou muito até que Átila, o Huno desse início a outra campanha mortal – dessa vez contra a Europa Oriental e a Itália.


Imagens: Shutterstock / Wikimedia Commons

Restos de gladiadores romanos são encontrados na França, ainda acorrentados

Ovacionados ou vaiados das grades do coliseu, vencedores ou perdedores, os valentes gladiadores romanos não eram donos de sua liberdade. Como uma amostra perfeita desta existência penosa de escravidão, foram encontrados os esqueletos de cinco lutadores ainda presos por seus grilhões, que não os deixaram nem em seu descanso eterno.

Recentemente, vários túmulos foram descobertos por arqueólogos no sudoeste da França, a 250 metros de profundidade de um antigo anfiteatro, no qual aconteciam as famosas batalhas em que homens se enfrentavam como animais selvagens. Os restos seriam dos séculos I e II de nossa era e fariam parte de um cemitério no qual eram enterrados aqueles que morriam nos arredores do anfiteatro. Três dos esqueletos foram achados com correntes em seus pescoços e pernas; outro, com um grilhão na garganta; e o último, uma criança escrava, com uma argola em um de seus pulsos.

Esses enterros aconteceram quando a Gália já havia sido invadida pelas legiões – o local era um próspero assentamento romano. A cidade de Saintes, onde foi realizada a descoberta, era a capital regional naquele período e é, atualmente, uma cidade famosa por causa de seu coliseu, que podia abrigar até 18 mil pessoas.

Fonte e imagens: Daily Mail e Terrae Antiqvae

As profecias apocalípticas de Nostradamus e São Malaquias que apontam Francisco como o "papa do fim do mundo"

Desde que o argentino Jorge Mario Bergoglio assumiu o posto de novo papa, são várias as vertentes que começaram a identificar o primeiro pontífice supremo latino-americano e da ordem jesuíta como “o papa do fim do mundo”.

Vale destacar, lembrando as profecias de Nostradamus, que o líder jesuíta é referido como o “papa negro”. A respeito disso, o profeta disse que um “rei negro”, no trono do Vaticano, seria o último antes de o mundo sucumbir ao Apocalipse: “A princípio, haverá doenças letais como advertência. Depois surgirão pragas, morrerão muitos animais, catástrofes acontecerão, mudanças climáticas e, finalmente, começarão as guerras e invasões do rei negro”. Dessa forma, a profecia de São Malaquias afirma que o último papa antes “do final dos tempos” será o número 112 desde Celestino II, no século XII, sob cujo mandato “a cidade das sete colinas será destruída”. Nos manuscritos de Malaquias, a cidade das sete colinas é Roma, por isso muitos associam a posse de Francisco ao fim da igreja católica, e, outros, ao fim da humanidade. Além disso, o atual papa é o número 112 desde a época anunciada pelo profeta.

Os mais supersticiosos interpretam como um símbolo inequívoco o fato de, na última hora do dia da primeira votação do conclave, a luz da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, ter sido cortada repentinamente. E como se isso fosse pouco, um raio atingiu a cúpula da mesma basílica apenas um dia depois de Bento XVI ter renunciado.

Fonte: RT 

Cientistas descobrem o segredo da força excepcional dos gladiadores romanos

Um estudo científico afirma que a dieta dos gladiadores romanos era rica em cereais e praticamente nula no consumo carne. Trata-se de um complexo exame legista, realizado a partir dos restos de 22 gladiadores que viveram por volta de 200 d.C., na cidade romana de Éfeso, atual território da Turquia.

Especialistas da Universidade de Medicina de Viena (Áustria) e da Universidade de Berna (Suíça) analisaram exaustivamente a composição de cada osso, para descobrir que os lutadores do circo romano seguiam uma dieta vegetariana restrita. Depois das lutas ou dos treinamentos, os gladiadores bebiam uma infusão com cinzas de plantas para se recuperarem, de acordo com a análise dos níveis de estrôncio no tecido ósseo. “Eles consumiam cinzas de plantas para fortificar o corpo após os exercícios físicos e para melhorar a recuperação dos ossos danificados”, afirmou Fabian Kanz, um dos professores do departamento de medicina forense da Universidade de Viena.

O estudo conclui que os gladiadores profissionais consumiam principalmente trigo, cevada e grãos. São poucos os indícios de ingestão de carnes e laticínios, à exceção de dois casos nos quais foram detectados níveis altos de proteína animal e baixa presença de cereal, o que poderia caracterizar uma origem estrangeira e ter causado uma morte precoce de ambos os lutadores.

Fonte: BBC 

ROMA: GRANDE CIDADE DA ANTIGUIDADE

Dê uma olhada nas maiores descobertas já feitas sobre esta super cidade da antiguidade.

19.Jul.1943

Segunda Guerra Mundial: americanos bombardeiam Roma

Em um dia como este, em 1943, os Estados Unidos bombardearam as ferrovias de Roma, numa tentativa de abalar emocionalmente a resistência do povo italiano, contrariando o que pregava o líder Benito Mussolini, um aliado de Hitler, que desejava seguir adiante com a Segunda Guerra Mundial.

Em 16 de julho, o presidente norte-americano Franklin Roosevelt e primeiro-ministro britânico Winston Churchill apelaram à população civil italiana para que rejeitassem os apelos de Mussolini e Hitler para "viver para Itália e para a civilização." Como um "incentivo", os norte-americanos jogaram bombas na cidade, destruindo as ferrovias. O pânico eclodiu entre os romanos. Convencido por Mussolini de que os Aliados nunca bombardeariam Roma, civis seguiram para a capital italiana para ter segurança. O atentado, definitivamente, abalou a confiança dos italianos em seu líder.

Em uma reunião, no norte da Itália, Hitler tentou levantar o moral de Mussolini, mas também apontou suas deficiências como líder. Hitler temia que Mussolini, depois de ter sofrido sucessivos reveses militares, fizesse um acerto de paz, deixando os alemães sozinhos na luta contra as forças aliadas ao longo da península italiana. Hitler decidiu reunir-se com o italiano para palestrar sobre a arte da guerra. Mussolini permaneceu estranhamente silencioso no encontro, em parte pelo seu fraco conhecimento do idioma alemão (ele teria pedido um resumo traduzido da reunião mais tarde), mas também por medo da reação de Hitler caso ele afirmasse que a Itália não poderia continuar na luta. Mussolini manteve a farsa para seus aliados alemães: a Itália iria continuar. Contudo ninguém acreditou nisso. Apenas um dia depois, Hitler ordenou secretamente ao Marechal de Campo Erwin Rommel para assumir o comando das ilhas gregas ocupadas, pois seria melhor atacar a Itália quando Mussolini tomasse o lado dos Estados Unidos. Contudo, dentro de uma semana, os fatos tomariam um rumo surpreendente...

 


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07.Jun.1929

A Cidade do Vaticano se torna um estado soberano

No dia 7 de junho de 1929, foi ratificado o Tratado de Latrão (tratado de Santa Sé ou tratado de Roma-Santa Sé), entre o Reino de Itália e a Santa Sé, que criou a Cidade-Estado do Vaticano. O Vaticano é um estado governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. Seu território é de aproximadamente 44 hectares (0,44 km²) e com uma população de pouco mais de 800 habitantes. Sua área é formada por um enclave murado dentro da cidade de Roma, na Itália.

 


 

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