Todos os horários
23.Jul.1988

O Guns N’ Roses tem seu estouro com “Sweet Child O’ Mine”

Nos anos 80, Los Angeles era uma Meca para os chamados grupos de “glam-rock” e para o estilo de vida “sexo, drogas e rock ‘n’ roll”, ao qual essas bandas eram associadas. Em qualquer noite, em clubes como o Troubadour e o Whisky a Go Go, você podia não só ouvir grupos como Hanoi Rocks e Mötley Crue, ou, depois, Winger e Warrant, mas também testemunhar a expressão desse estilo de vida, um dos mais decadentes já vistos no mundo da música. A ascensão de bandas grunge, como Nirvana, e do rock alternativo colocou definitivamente um fim a essa cena no início dos anos 90, mas, antes, ela teve um grande estouro: o Guns N’ Roses, a banda que teve seu primeiro hit em 23 de julho de 1988, quando seu primeiro single de sucesso, “Sweet Child O’ Mine” entrou para o Top 40 da Billboard.

 

Para os caras de grupos de pop-metal, como o Poison, o Guns N’ Roses pode ter parecido, à primeira vista, apenas outros colegas de cabelos longos, mas Axl Rose e os membros restantes da formação clássica do GN’R – Slash, Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler – estavam interessados em um rock ‘n’ roll muito mais cru, raivoso e direto do que o que as bandas de pop-metal estavam tocando. Formado originalmente das cinzas de outros dois conjuntos – L.A. Guns e Hollywood Rose –, o Guns N’ Roses tocava um estilo que devia muito mais ao hard rock puro dos anos 70 que ao heavy metal pomposo dos anos 80. Contratados pela Geffen em 1986, o GN’R lançou seu primeiro álbum, “Appetite for Destruction”, no verão seguinte e com seu single de estreia “Welcome to the Jungle”. “Appetite for Destruction” viria a ser 15 vezes Disco de Platina, e “Welcome to the Jungle” se tornaria um sucesso Top 10 imensamente popular. Mas tanto o álbum quanto o primeiro single não foram hits imediatos. Foi necessário quase um ano de turnê e o lançamento de um segundo single, “Sweet Child O’ Mine”, para garantir ao Guns N’ Roses um lugar na história da música.

 

Construída a partir de um riff de abertura que Slash, o guitarrista do GN’R, considerou uma ideia boba, “Sweet Child O’ Mine” acabou virando não apenas um hit #1 em 23 de julho de 1988, mas também um verdadeiro clássico do rock. Incluída nas listas de “melhores músicas” da Rolling Stones, Blender, RIAA, BBC e outros meios e revistas, “Sweet Child O’ Mine” alçou o Guns N’ Roses ao estrelato e fez com que baladas poderosas, como “Every Rose Has its Thorn”, do Poison, parecessem anêmicas em comparação.

 


Imagem: Delusion23 [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

 

12.Jul.1962

Rolling Stones fazem seu primeiro show ao vivo

Umas das mais influentes bandas de rock de todos os tempos fazia sua primeira apresentação ao vivo no dia 12 de julho de 1962. Naquela época, os jovens Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones fizeram o seu primeiro show no Marquee Club, em Londres, e sequer imaginavam o caminho que teriam pela frente. O Marquee era o principal ponto do Rythim and Blues da Inglaterra, onde tocavam músicos e bandas como Cyril Davies, Manfred Mann, e Bluesbrakers de John Mayall, que dividiu o palco com os Stones.

Naquela noite de verão em 1962, os Rolling Stones tinham Jagger nos vocais, os guitarristas Brian Jones e Keith Richards, o pianista Ian Stewart e o baixista Dick Taylor. O baterista que tocou é tema de debate; alguns fãs alegam que era o baterista do começo, Tony Chapman, mas Richards insistiu em seu livro de memórias que era o amigo Mick Avory.

Os Stones conseguiram o seu show quando Alexis Korner Blues Incorporated foram convidados para tocar uma transmissão ao vivo da BBC. Jagger não participou na transmissão, e Jones convenceu o dono do Marquee para deixar o seu novo grupo se apresentar no lugar. Quando Jones foi perguntado sobre o nome da banda, diz a famosa história que seus foram direto para a primeira música do LP nas proximidades: The Best of Muddy Waters: "Rollin'Stone”.

O que se pode dizer é que nesta longa caminhada de sucesso dos Stones, foram mais de 400 canções, duas dezenas de álbuns de estúdio, turnês gigantescas, tumultos e inúmeras brigas públicas, porém eles parecem perigosos e no comandando como sempre, ainda capazes de dar a multidões mais satisfação do que qualquer banda 50 anos mais jovem.

 


Imagem: London Records [Domínio público], via Wikimedia Commons

13.Jul.1985

Nasce o dia Internacional do Rock

O dia 13 de julho é conhecido como o dia Internacional do Rock por conta de uma causa extremamente nobre: ajudar pessoas famintas na África. Neste dia, no ano de 1985, ocorreu o Live Aid, um festival realizado simultaneamente em Londres e na Filadélfia, com as maiores estrelas da música na época, e que foi transmitido para o mundo inteiro, para uma audiência de 1.5 bilhão de pessoas. Apesar de ser uma data internacional, o Dia do Rock, é comemorado de verdade apenas no Brasil deste a década de 90 por iniciativa de duas rádios paulistanas.

Concebido e organizado pelo pop star irlandês Bob Geldof, em resposta à fome no leste da África, em 1984 e 1985, o Live Aid levantou mais de 40 milhões de libras (equivalentes, na época, a aproximadamente 50 milhões de dólares) em ajuda humanitária por meio da venda de ingressos e da contribuição direta de telespectadores.

O Live Aid foi criado a partir do Band Aid, um projeto inovador de Geldof que foi pioneiro no uso de venda de discos como mecanismo de captação de recursos em larga escala. A música do Band Aid, “Do They Know It’s Christmas”, inspirou diretamente “We Are the World”, do USA for Africa,  assim como o Live Aid de Geldof inspiraria o Farm Aid e outros incontáveis eventos musicais de arrecadação de fundos.

Mais conhecido como o cantor do grupo The Boomtown Rats do que como filantropo, Bob Geldof anunciou planos para o Live Aid na primavera europeia de 1985 e convenceu alguns dos maiores nomes da música da época a tocar no festival sem cachê, incluindo Sting, Madonna, Sade, Dire Straits, Wham! e Phil Collins, que se apresentaram tanto no Wembley Stadium, em Londres, quanto no JFK, na Filadélfia, graças a um voo transatlântico feito por um Concorde. Ainda mais impressionante foi a lista dos gigantes do rock que participaram do evento: The Who, Elton John, Mick Jagger, David Bowie, Tina Turner, Paul McCartney, Bob Dylan, Black Sabbath, Crosby, Stills, Nash & Young e o Queen, que ficou marcado por uma performance poderosa no Wembley.

Mesmo com uma escalação tão imponente, o Live Aid foi muito mais memorável por sua missão do que por sua música. Não teve nenhum momento para rivalizar com o lendário despertar do Woodstock com “Star Spangled Banner” de Jimi Hendrix, por exemplo. No Reino Unido, o futuro Sir Bob Geldof é carinhosamente lembrado por incitar os espectadores da transmissão ao vivo da BBC, dizendo “dê-nos a p**** do seu dinheiro”, embora ele nunca tenha de fato usado essas palavras. Ele foi, no entanto, uma presença constante e intimidante nas telas durantes os intervalos dos shows e, em um dado momento, utilizou um palavrão para pedir ao apresentador da BBC que incentivasse as doações por telefone em vez de fazê-las por correio. Seus esforços ajudaram a tornar o Live Aid um sucesso esmagador e um modelo no qual futuros eventos de arrecadação de fundos se baseariam.

 


Imagem: Shutterstock.com

25.Jul.1980

AC/DC lança o álbum clássico Back in Black

Considerado o álbum de rock mais vendido dos últimos tempo, o clássico disco “Back in Black” foi lançado em 25 de julho de 1980 pela banda australiana AC/DC. Foi o sétimo trabalho do grupo, que conquistou sucesso de vendas imediato e vendeu mais de 51 milhões de cópias em todo o mundo.

Um dos sucessos do disco foi a música "You Shook Me All Night Long", que entrou para o TOP 40 das paradas de sucesso dos Estados Unidos. “Hell Bells” e “Black in Black”, que dá nome do disco, foram outros hits do disco.

Chamados de "deuses" do rock, a partir daí, a banda entrou para o sucesso internacional de vez e marcou sua influência, especialmente, no heavy metal. 

O disco veio após o AC/DC sofrer com a morte do vocalista Bon Scott, no dia 19 de fevereiro de 1980, engasgado pelo próprio vômito depois de beber demais. Brian Johnson entrou no seu lugar para se unir ao grupo formado em 1973 pelos irmãos Malcolm e Angus Young.

 


Imagem: MATT BECKER/www.melodicrockconcerts.com [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

15.Jun.1989

Lançado Bleach, álbum de estreia do Nirvana

Um dos mais importantes grupos de rock dos últimos tempos, o Nirvana, lançou o seu álbum de estreia no dia 15 de junho de 1989. Bleach foi gravado pelo selo independente Sub Pop, em Seattle, Washington, entre os meses de dezembro de 1988 e janeiro do ano seguinte. O vocalista da banda, Kurt Cobain foi o compositor de quase todas as 11 faixas do disco. Ele só não escreveu "Love Buzz", de Robbie van Leeuwen, um cover da banda Shocking Blue. Entre as músicas mais conhecidas do disco estão “About a Girl” e “Blew”.

Mais tarde, durante entrevistas, Kurt Cobain disse que se sentiu pressionado para compor Bleach, pois a gravadora queria algo que se enquadrasse no estilo musical do grunge. Cobain revelou que escreveu boa parte das músicas na noite anterior e algumas no caminho para o estúdio. Para ele, as letras não eram o mais importante. O álbum acabou com um tom negativo e sombrio, e foi bem aceito pela crítica especializada.

As gravações foram financiadas por Jason Everman, que apareceu nos créditos como guitarrista, apesar de não ter tocado nenhuma música. Além de Cobain no vocal e na guitarra, o álbum contou com Jason Everman (guitarra), Krist Novoselic (baixo), Chad Channing (bateria) e Dale Crover (bateria, em apenas três músicas). A foto da capa foi tirada pela ex-namorada de Cobain, Tracy Marander.

Inicialmente, o álbum seria chamado Too Many Humans. Seu nome mudou após Cobain ver um cartaz de prevenção da Aids que informava que os viciados em heroína deveriam "branquear" as suas agulhas antes de usá-las. O slogan era "Bleach Your Works".

 


Imagem: Kigsz [Domínio público], via Wikimedia Commons

31.Dic.1969

Pequeno público testemunha "O show que mudou o mundo"

Milhões de pessoas alegam terem ido ao festival de Woodstock, nos Estados Unidos, quando apenas 500 mil estiveram realmente lá. Mas nesse quesito, o maior evento de cultura pop dos anos 60 não tem comparação com um dos momentos mais cruciais da década de 1970: o show dos Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall, em Manchester, na Inglaterra, em 4 de junho de 1976. Proporcionalmente ao público real, talvez nenhum outro evento da música pop ganhou tanta audiência retroativa quanto o que foi chamado de "o show que mudou o mundo".

Em junho de 1976, os Sex Pistols estavam tocando há apenas 7 meses. Apesar de seu visual, som e atitude niilista já estarem consolidados, a banda e toda a cena punk britânica ainda levariam alguns meses para estourar. Mas eles já tinham chamado atenção da imprensa musical, tanto que inspiraram dois jovens de Manchester, Howard Devoto e Pete Shelley a irem vê-los em Londres em fevereiro. Duas coisas resultaram dessa experiência: Devoto e Shelley organizaram o show dos Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall e formaram sua própria banda, os Buzzcocks. Notícias do show de 4 de junho em Manchester se espalharam principalmente por boca a boca, tanto que na noite da apresentação apenas 40 pessoas apareceram no local, com capacidade para centenas. Naquele público estavam alguns nomes que ajudariam a dar forma à música pop da próxima década:

Howard Devoto e Pete Shelley: Sua banda, os Buzzcocks, iria conquistar enorme popularidade e influência no Reino Unido, durante e depois da era punk.

Ian Curtis, Bernard Sumner e Peter Hook: No dia seguinte ao show, Hook comprou sua primeira guitarra, e os três jovens iriam formar uma banda. Originalmente chamada Stiff Kittens e depois Warsaw, a banda mudaria de nome para Joy Division, uma das mais conhecidas e influentes do início do pós-punk e new wave.

Mark E. Smith: Após o show dos Sex Pistols, ele montou o The Fall, uma banda pós-punk que nunca teve sucesso comercial, mas influenciou gerações de seguidores, do Nirvana ao Franz Ferdinand.

Steven Patrick Morrissey: O último desses notáveis a despontar, mas um dos mais bem-sucedidos, tanto como líder do The Smiths, no meio dos anos 1980, quanto como artista solo, após o fim da banda.

Tony Wilson: O apresentador de noticiário de TV em Manchester se inspirou na experiência para montar a gravadora Factory Records. O selo ajudou a criar a cena fértil de Manchester nos anos 1980 e começo dos 90.

Apenas alguns dias após os Sex Pistols terem chacoalhado Manchester, neste dia em 1976, eles voltaram para Londres para shows nos dias 4 e 6 de julho, que tiveram duas bandas novas como abertura: o The Clash e o The Dammed. Três semanas depois, seu show de retorno no Lesser Free Trade Hall (com os Buzzcocks abrindo) atraiu centenas de pessoas, enquanto a era punk era inaugurada extraoficialmente.

 


Imagem: Nationaal Archief [CC BY-SA 3.0 nl], Wikimedia Commons

07.Jun.1963

Rolling Stones lança "Come On", primeiro single da banda

O primeiro single da lendária banda Rolling Stones era lançado no dia 7 de junho de 1963. "Come On", uma música composta e gravada por Chuck Berry, em 1961, foi regravada pela banda inglesa e, na voz de Mick Jagger, chegou ao 21o. lugar nas paradas britânicas. No lado B do álbum dos Stones foi gravado outro cover, "I Want to Be Loved", de Willie Dixon.

Everything is wrong since I last saw you, baby
I really wanna see you and I don't mean maybe
I'm doin' ev'rything try'n' to make you see
That I belong to you, hon, and you belong to me

"Come On" foi lançada em várias coletânias posteriormente: More Hot Rocks (Big Hits & Fazed Cookies) (1972), Singles Collection: The London Years (1989), Singles 1963-1965 (2004), Rolled Gold+: The Very Best of the Rolling Stones (2007) and GRRR! (2012).

No dia 6 de junho de 2013, Mick Jagger tocou a música em um festival em Toronto, no Canadá, em homenagem aos seus 50 anos, em meio à turnê das cinco décadas de atividade dos Rolling Stones. O líder da banda tocou alguns trechos da música, com Charlie Watts ditando o ritmo na bateria. Era a primeira vez que a música era tocada a todo o vapor em um show dos Rolling Stones desde 1965.

 


Imagem: Jim Summaria [CC BY-SA 3.0], Wikimedia Commons

Elvis Presley

Elvis Presley foi um  cantor e ator que ficou conhecido como o Rei do Rock ‘n’ Roll”. Muitos artistas defendem que existe a música, “antes” e a música “depois” de Elvis.

Nascido em 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, no Mississippi, Elvis Presley veio de uma origem muito humilde e se tornou um dos maiores nomes do rock. Em meados dos anos 50, ele já aparecia no rádio, na TV e no cinema. Em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos, Elvis morreu de uma insuficiência cardíaca, causada por seu vício em remédios. Mesmo depois de sua morte, há mais de 30 anos, ele ainda é considerado um dos maiores símbolos da música pop mundial.

 

Origem humilde

A imagem é uma coisa e o ser humano é outro ... é muito difícil viver de acordo com uma imagem

Músico e ator, Elvis Aron Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, No Mississippi (posteriormente, ele iria mudar a grafia do seu nome do meio para a forma bíblica Aaron). A família de Presley, da classe operária, era pobre e se mudava com frequência. Elvis era muito dedicado aos seus pais, especialmente à sua mãe, Gladys, e foi criado com muito carinho e muita fé religiosa. Ele frequentava a igreja da Assembleia de Deus com seus pais, onde a música gospel se tornou uma influência importante para sua vida.

Elvis ganhou seu primeiro violão como um presente de sua mãe, no seu 11º aniversário, em 1946, e teve o primeiro gosto do sucesso alguns anos depois, quando venceu um concurso de calouros na Humes High School, em Memphis. Depois de se formar, em 1953, ele teve vários empregos enquanto perseguia seu sonho musical.

Gravou sua primeira demo, que depois ficaria conhecida como Sun Studio, naquele mesmo ano, e não demorou muito para que Sam Phillips, o dono da gravadora, decidisse apostar nele. Elvis logo começou a fazer shows e gravar, tentando emplacar seu primeiro sucesso. “That’s All Right”, seu primeiro single, foi lançado em 1954.

 

Começo do sucesso

Os olhos das pessoas dizem mais do que suas palavras.

Em 1955, Elvis Presley começou a formar uma base de fãs atraídos por seu raro estilo musical, seus quadris que rebolavam de forma provocativa e sua boa aparência. Naquele mesmo ano, ele assinou com a RCA Records, um contrato feito graças ao seu empresário, Colonel Tom Parker. Elvis estava no embalo, tendo alcançado seu primeiro single número 1 com “Heartbreak Hotel” e seu primeiro álbum número 1, com o LP de estreia “Elvis Presley”, e assinado um contrato com a Paramount Pictures – tudo isso em 1956. Ele também se tornou um convidado popular em inúmeros programas de TV.

Em pouco tempo, Elvis estava em todos os lugares – rádio, TV e no cinema – se apresentando como músico e ator. Seu primeiro filme, “Ama-me com Ternura”, foi um sucesso de bilheteria. E mesmo uma passagem pelo exército não foi capaz de frear a sua carreira florescente. Ele recebeu sua convocação em 1957 e foi recrutado pelas forças armadas em março do ano seguinte. Elvis acabou servindo na Alemanha por um ano e meio, mas um pouco antes de partir, sua querida mãe, Gladys, faleceu. Uma licença lhe foi concedida e ele retornou a Memphis para o enterro. Muito comovido com a morte da mãe, Elvis teve que retornar ao serviço. Enquanto estava na Alemanha, seus ânimos foram elevados ligeiramente quando conheceu uma adolescente chamada Priscilla Beaulieu.

 

Ascensão e casamento

Fofocas são apenas palavras pequenas vindas de mentes pequenas.

Após deixar o exército, em 1960, Elvis retomou sua carreira e não demorou a voltar ao topo das paradas com a trilha sonora do filme “Saudades de um Pracinha”. Ele continuou a gravar discos e atuar em filmes como “Feitiço Havaiano” (1961), “Garotas e Mais Garotas” (1962) e “Amor à Toda Velocidade” (1964).

Embora a recepção dos filmes fosse um pouco instável tanto em relação aos críticos quanto ao público, eles geraram lucro, e suas trilhas vendiam bem. No final dos anos 60, no entanto, o artista enigmático parecia estar perdendo seu faro para o sucesso. Provando que ainda era o “Rei do Rock ‘n’ Roll”, Elvis gravou seu primeiro especial para a TV em 1968, frequentemente aludido como “68 Comeback”. Ele arrebatou o público com sua apresentação, que mostrou todo seu talento como cantor e instrumentista. Nessa época, a vida pessoal de Elvis também parecia estar em ascensão: ele se casou com Priscilla em 1967, e os dois tiveram uma filha, Lisa Marie, no ano seguinte.

 

Uso de remédios

Eu acho que é mais importante acreditar em Deus do que ir à Igreja.

Mas sua felicidade não iria durar muito. No início dos anos 70, o casamento de Elvis estava desmoronando. Os dois se divorciaram em 1973, e Priscilla ficou com a guarda de Lisa Marie. O cantor também estava lutando contra outros problemas pessoais, como o vício cada vez maior em remédios. A estrela do rock, outrora magra e esbelta, estava enfrentando problemas de peso, e seu estilo de vida destrutivo o derrubou quando ele foi hospitalizado por problemas de saúde relacionados a drogas prescritas.

Apesar desses obstáculos, Elvis se manteve popular e continuou excursionando. Fez sua última apresentação em junho de 1977, em Indianápolis. Em seguida, retornou para sua mansão em Memphis, a Graceland, para se preparar para outra turnê. Mas na manhã de 16 de agosto de 1977, o rei do rock não resistiu a uma insuficiência cardíaca, aos 42 anos. Posteriormente, foi confirmado que sua morte havia sido causada pelo uso abusivo de remédios. Elvis foi enterrado na sua propriedade em Graceland, próximo aos túmulos de sua mãe, seu pai e sua avó.

 

Legado e reconhecimento

Ao longo de sua incrível carreira, Presley ajudou a popularizar o rock nos EUA. Ele também ganhou três Grammys por suas gravações gospel. Uma grande força musical, Elvis teve 18 singles número 1, incluindo “Don’t Be Cruel”, “Good Luck Charm” e “Suspicious Minds”, assim como incontáveis álbuns de ouro e de platina. Ele foi um dos primeiros artistas a entrar para o Rock and Roll Hall of Fame, em 1986. Elvis ainda é reconhecido por suas contribuições em diversos gêneros musicais, principalmente o rock, o country e o gospel.

Em 1998, Presley foi introduzido postumamente no Country Music Hall of Fame. Três anos depois, ocorreu o mesmo com o Gospel Music Hall of Fame. Desde sua morte, Elvis continua um dos maiores símbolos pop do mundo. Ao longo dos anos, vários filmes e documentários têm explorado o artista enigmático, incluindo uma minissérie para a TV de 2005, estrelando Jonathan Rhys-Myers no papel do cantor. Sua mansão em Memphis, a Graceland, é aberta ao público, e fãs de todo o mundo a visitam anualmente, especialmente no aniversário de sua morte.

 


Imagem: Ollie Atkins/U.S. federal government [Domínio público], via Wikimedia Commons

23.May.1969

The Who lançada Tommy, a primeira ópera rock

No dia 23 de maio de 1969, o The Who lançou Tommy, o quarto álbum duplo de estúdio do grupo e o primeiro trabalho musical classificado como uma ópera rock. A ópera foi composta por Pete Townshend (guitarrista), com duas faixas de John Entwistle (baixista). Um blues de Sonny Boy Williamson II também foi incluído. O álbum é considerado um verdadeiro marco na história do rock e dos músicais.

O disco foi um sucesso e, em 1975, transformado em filme. O elenco é estelar, com a participação de Elton John, Tina Tunner, Eric Clampton, Oliver Reed e Jack Nicholson, além dos integrantes do The Who.

Tommy é a biografia fictícia de Tommy Walker, um menino traumatizado pelo testemunho do assassinato do seu pai pelo amante da mãe. Como resultado, Tommy se torna cego, surdo e mudo, mas, curiosamente vira campeão de…. Pinball!. Ele vive em seu próprio mundo e tem a infância marcada por um péssimo ambiente familiar. O menino, um dia, é curado por um médico, mas, ao que tudo indica, isso poderá não durar muito. No meio desta história, há muita crítica social e doses extras de psicodelia.

 


Imagem: Jim Summaria [CC BY-SA 3.0], Wikimedia Commons

Frejat

Roberto Frejat, que ficou famos pelo seu sobrenome, é um músico e fundador da banda Barão Vermelho. Por muito tempo, foi parceiro de composições de Cazuza, um ex-membro do grupo.

Filho de mãe de origem judia e pai de procedência árabe, Frejat nasceu em 21 de maio de 1962, no Rio de Janeiro. Fã de música desde pequeno, no começo escutava músicas de Roberto Carlos, Nat King Cole, João Gilberto e Tchaicovsky por causa da influência dos seus pais. Mais tarde, na adolescência, foi dominado pelo rock’n’roll e, entre suas bandas favoritas, estavam Deep Purple, Led Zepellin, Beatles. Quando decidiu se dedicar de verdade ao aprendizado do violão, também ficou interessado em músicos como Noel Rosa, Chico Buarque, Cartola, Novos Baianos e Mutantes. Dali para a frente, tocar guitarra foi um passo natural.

 

Barão Vermelho

Hoje não justifica mais ter um álbum inteiro, sendo que as pessoas têm a ligação com uma música.

O Barão Vermelho surgiu em sua vida quando Frejat tinha 19 anos. Ao ensaiar com a banda, teve certeza de que ali estava o seu futuro. Naquela época, o grupo era formado por Mauricio Barros, Dé Palmeira e Guto Goffi. Cazuza foi o último a entrar, e, apesar das dificuldades no começo para compor com este último, ambos acharam suas afinidades e formaram uma das parcerias mais criativas da música brasileira.

O primeiro álbum da banda, “Barão Vermelho”, não fez muito sucesso, mas o disco “Maior Abandonado” projetou o grupo ao sucesso, em especial pela canção “Bete Balanço”, que serviu de música-tempo para o filme de mesmo nome.

 

Saída de Cazuza

(...)Tenho a necessidade de ter pessoas de outras gerações comigo (...).

Em 1985, após o show no Rock in Rio I, Cazuza, deixou o grupo para seguir carreira solo, e Frejat assumiu os vocais. Desde sua formação, o Barão Vermelho lançou mais de 10 álbuns e conquistou várias vezes o Prêmio Sharp de melhor grupo Pop/Rock. O músico também recebeu uma indicação ao Grammy Latino. Entre os seus sucessos, a banda coleciona hits como "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço", "Eu Queria Ter Uma Bomba", "Pedra, Flor e Espinho", "O Poeta Está Vivo", "Pense e Dance" e "Por você".

 

Carreira solo

Meu desafio, aos 40 anos, é transitar entre o público pop e o adulto. Não quero ser o velho de carro conversível na Avenida Atlântica tentando arrumar uma gatinha.

No ano de 2001, o Barão Vermelho parou suas atividades por um tempo, e Frejat decidou-se à carreira solo e outros projetos. Ele trabalhou ao lado de diversos compositores e gravou trilhas sonoras para filmes e novelas. Além disso, participou de discos de colegas como Cássia Eller, Gal Costa e Fundo de Quintal. Entre seus parceiros musicais estão Arnaldo Antunes, Gabriel O Pensador, Marisa Monte e Erasmo Carlos. Nesta fase solo, lançou os trabalhos “Amor Pra Recomeçar” (2001), “Sobre Nós Dois e o Resto do Mundo” (2003), “Intimidade Entre Estranhos” (2008), “Perfil” (2009) e “Frejat - Rock in Rio 2011”. Frejat excursionou pelo Brasil e também emplacou sucessos como "Eu Preciso Te Tirar Do Sério", "Sobre Nós Dois E O Resto Do Mundo", "Caleidoscópio" (com Os Paralamas do Sucesso), "Túnel do Tempo", "A Felicidade Bate à Sua Porta".

Em 2004, Frejat retornou ao trabalho com a banda Barão Vermelho e lançou um álbum homônimo, na celebração dos 30 anos do primeiro disco do grupo. No ano seguinte, foi a vez do “MTV Ao Vivo”, com sucessos na rádio e na TV, shows, discos de ouro e platina.

Em 2007, ocorreu uma nova parada dos “barões” para que seus membros tocassem seus projetos individuais. Frejat reuniu uma banda de apoio e saiu pelo Brasil com a turnê “Prefácio”. Em 2011, foi um dos artistas no Rock In Rio 4, onde se apresentou no dia 1º de outubro de 2011. O show foi gravado em DVD e CD ao vivo. Seu filho, Rafael, então com 15 anos, tocou guitarra nas músicas “Malandragem” e “Amor Pra Recomeçar”.

Em 2013, Frejat lançou músicas inéditas desde “Intimidade para Estranhos” (2008) com a dançante “O Amor é Quente” e “Me Perdoa” (em parceria com George Israel e Mauro Santa Cecilia). Também em 2013 o Barão Vermelho anunciou uma pausa nos trabalhos, sem previsão de retorno.

 


Imagem: FernandoHenrique1991 [Domínio público], Wikimedia Commons