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Novo estudo revela que ancestrais humanos também evitavam sexo entre familiares

Isso explica porque os homo sapiens  foram mais bem sucedidos que os Neandertais

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Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, revelou que os antepassados humanos do Paleolítico já tinham uma ideia bastante clara da importância de evitar o incesto.

De acordo com a nova pesquisa, publicada na revista Science, os humanos da pré-história teriam desenvolvido um método social de acasalamento que tinha como base encontrar parceiros sexuais fora dos grupos familiares, evitando, desse modo, os perigos genéticos da endogamia.

O relatório foi criado a partir da análise dos restos humanos encontrados em Sungir, na Rússia, que datam de 34 mil anos atrás. O teste genético revelou que os grupos familiares não possuem vínculos sanguíneos entre si.

O fato de os homo sapiens evitarem propositalmente o sexo entre familiares poderá explicar por que eles foram mais bem-sucedidos em sua sobrevivência que outros ancestrais, como os Neandertais.


Fonte: RT

Imagem: Shutterstock

Fósseis de 9,7 milhões de anos vão reescrever a história da evolução humana

Até então o antepassado mais antigo da raça humana tinha "apenas" 3,2 milhões de anos!

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Uma equipe de arqueólogos que trabalha na cidade de Mogúncia, no sudoeste da Alemanha, descobriu uma série de fragmentos de dentes que colocam em dúvida tudo o que se acreditava até hoje sobre a evolução da raça humana.

O fato ocorreu durante as escavações realizadas no antigo leito do rio Reno, um terreno de cascalho arenoso, no qual os arqueólogos descobriram vários fragmentos de dentes fossilizados, datados de 9,7 milhões de anos.
Essas peças são muito parecidas com as que foram encontradas no esqueleto de Lucy, o antepassado mais antigo da raça humana, descoberto na Etiópia e datado de 3,2 milhões de anos atrás.

Além disso, comparativamente, esses dentes não se assemelham a nenhum resíduo fóssil achado na Europa até o momento, o que obriga os especialistas a repensar a teoria que afirma que os humanos são originários da África, algo que foi deduzido após a descoberta de Lucy, em 1974.

“É um tremendo golpe de sorte, mas também um grande mistério”, afirmou Hebert Lutz, diretor do Museu de História Natural de Mogúncia, o responsável pela pesquisa. “São claramente dentes de macaco, cujas características se assemelham às descobertas africanas, que têm entre 4 e 5 milhões de anos menos”, ele concluiu.


Fonte: Infobae

Imagem: La Verdad 

Descoberta uma "formiga do inferno" com mandíbulas de aço, na Birmânia

Espécie era tão voraz que foi apelidada de "formiga do inferno". 

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No tempo em que a Terra era o império de dinossauros enormes, houve uma série de criaturas, tão pequenas quanto fascinantes, que conseguiram se adaptar a um mundo difícil. Entre elas, um conjunto de formigas que a ciência catalogou sob o apelido de “formigas do inferno”. Algumas espécies  encontradas em um âmbar extraído de Myanmar desenvolveram um chifre reforçado por metais. A descoberta surpreendeu a comunidade científica.

 

Formiga infernal

A formiga foi chamada de “Linguamyrmex vladi”. Ela utilizava as mandíbulas impressionantes para capturar e furar suas presas. O estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Nova Jersey, nos Estados Unidos, analisou um espécime enclausurado em âmbar há quase cem milhões de anos. O corpo dessa formiga apresenta uma espécie de chifre em forma de asa.


Nas últimas duas décadas, os especialistas conseguiram identificar outras seis espécies extintas. Os espécimes foram encontrados em pedaços de âmbar procedentes de Myanmar, França e Canadá. Em todos os casos, destacam-se as mandíbulas assustadoras e a alimentação, que diferem de qualquer formiga atual. De acordo com os cientistas, essas formigas teriam vivido em vastas regiões do planeta até, pelo menos, 20 milhões de anos atrás.


Fonte: RT

Imagem: P. Barden, H.W. Herhold, D.A. Grimaldi

Antepassados humanos tiveram relações sexuais com espécie de hominídeo fantasma

Ao que parece, sexo entre diferentes espécies primitivas não era exceção, e sim a regra. 

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Uma pesquisa científica encontrou na saliva humana o indício de uma espécie de hominídeo desconhecido, que foi chamado de “fantasma”, devido à ausência de qualquer resto fóssil que permita identificá-lo. Segundo os cientistas, essa espécie teria fornecido material genético aos antepassados dos habitantes da África subsariana.

A descoberta inovadora se soma a um número crescente de evidências, que sugerem que as relações sexuais entre diferentes espécies de hominídeos durante o curso da evolução humana não tenham sido um fato isolado e muito menos extraordinário.

Estudos prévios já haviam estabelecido que os antepassados do homem moderno teriam cruzado com outras espécies de hominídeos primitivos, incluindo neandertais e denisovanos, nos territórios atuais da Ásia e da Europa.

“Parece que o intercruzamento entre as diferentes espécies de hominídeos primitivos não é a exceção, mas a regra”, afirmou Omer Gokcumen, professor da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos.

O cientista explicou que “a pesquisa traçou a evolução de uma proteína importante chamada mucina MUC7, que foi encontrada na saliva”. “Quando observamos a história do gene que codifica essa proteína, detectamos a marca de uma mistura arcaica nas populações africanas subsarianas modernas”, concluiu Gokcumen.


Fonte: RT

Antigo fóssil pode provar a existência de vida extraterrestre

Amostra é da época em que a Terra ainda estava em formação. 

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Um grupo de cientistas da Universidade de Wollongong, na Austrália, encontrou, no sudoeste da Groelândia - em uma região que até pouco tempo estava completamente coberta de neve - um fóssil microbiano que possui 3,7 bilhões de anos de idade – 220 milhões de anos a mais que o fóssil mais antigo de que se tinha conhecimento até hoje.

A amostra estava conservada em rochas metamórficas no chamado cinturão supracortical de Isua, uma formação rochosa originada em uma época em que a Terra era constantemente bombardeada por asteroides e ainda se encontrava em fase de formação.

A descoberta, além de fornecer dados revolucionários sobre a história da vida no planeta, abre novas possibilidades em matéria de exploração espacial. Os cientistas afirmam que se foi possível surgir a vida na Terra em um período marcado por temperaturas altíssimas e instabilidade geológica profunda, ela também poderia ser encontrada em planetas e asteroides que, até o momento, eram considerados inóspitos, como Vênus ou as luas de Júpiter.


Fonte: ABC

Imagem: Allen P. Nutman/Universidade de Wollongong

Primeiro ser humano surgiu 100 mil anos antes do que se imaginava

Descoberta reforça teoria de que os primeiros homo sapiens estiveram presentes em todo o continente africano.  

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Um grupo de pesquisadores liderado pelo paleoantropólogo francês Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva de Leipzig, na Alemanha, anunciou recentemente que foram encontrados os restos mais antigos do homo sapiens do qual se tem notícia. A descoberta poderá revolucionar tudo o que se acreditava sobre a história dos hominídeos.

Os restos cranianos foram achados em Djebel Irhoud, um sítio arqueológico localizado a 150 km de Rabat, a capital do Marrocos. Os responsáveis pela descoberta calculam que o fóssil possui aproximadamente 315 mil anos de idade, 115 mil a mais que o homo rhodesiensis e o homo heidelbergensis da Etiópia, que, até o momento, eram considerados os espécimes mais antigos do homo sapiens

Hublin descreveu o crânio como “um mosaico de características, incluindo morfologia facial, mandibular e dental, que equiparam o material encontrado em Irhoud a restos humanos primitivos ou considerados anatomicamente modernos”.

O cientista acredita que essa descoberta poderá provar que os primeiros homo sapiens estiveram presentes em todo o continente africano.


Fonte: AMBITO
Imagem: MPI-EVA, Leipzig

Cientistas descobrem que Neandertais tomavam “aspirinas”

Análise de DNA encontrou vestígios de fungos como o Penicillium e o Populus - princípios ativos de medicamentos modernos!

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Um estudo realizado por pesquisadores de 31 países sobre espécimes Neandertais – dos quais dois de 49 mil anos de idade encontrados na caverna EL Sidrón (Astúrias), e os outros dois oriundos da caverna Spy (Bélgica) – trouxe à tona informações novas e surpreendentes sobre nossos hábitos antepassados.

A pesquisa se baseou em algo nunca analisado antes: as amostras dos depósitos de tártaros dentais dos Neandertais, onde foi encontrado DNA de diferentes espécies de animais, plantas e fungos dos quais eles se alimentavam, assim como amostras das bactérias existentes em suas bocas. “Um verdadeiro tesouro de informação”, segundo o paleontólogo Antonio Rosas, membro da equipe de pesquisa.

Uma das descobertas que mais surpreenderam os especialistas foi a diferença entre as dietas dos Neandertais do norte da Europa e as dos de Sidrón, reveladas pelos restos de DNA encontrados em suas bocas: enquanto os primeiros comiam carne (rinocerontes-lanudos e muflões), os segundos consumiam somente pinhões, musgos e cogumelos (é possível que tenham ingerido carne em tão pouca quantidade que não ficaram quaisquer rastros genéticos). Mas os cientistas sempre acreditaram que ambas as dietas eram altamente carnívoras.

Um dos aspectos mais impressionantes da pesquisa tem a ver com o que foi encontrado no “indivíduo 2”, da caverna El Sidrón. Os depósitos de tártaro em seus dentes continham DNA de fungos como o Penicillium (antibiótico natural) e o Populus, cujas cascas, raízes e folhas possuem ácido salicílico, princípio ativo das aspirinas modernas. Nesse indivíduo, foram descobertos também os restos de um patógeno conhecido como Enterocytozoon bieneusi, que provoca sérios problemas gastrointestinais nos seres humanos, assim como um orifício na mandíbula que indica um abscesso. Ou seja, o indivíduo sofria de uma doença bucal e gastrointestinal grave, que pode ter relação com as plantas medicinais encontradas no tártaro dental. Isso sugere que os Neandertais conheciam o efeito terapêutico das plantas e as utilizavam para se curar. Um fato sem precedentes, inclusive entre indivíduos de nossa própria espécie, considerada a mais avançada.


Fonte: ABC
Imagem: Shutterstock

Descoberta uma nova etapa na evolução humana

Fósseis revelam espécie que viveu 700 mil anos atrás e deu lugar aos primeiros humanos modernos. 

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Dois crânios de 100 mil anos de idade, descobertos em 2007 e 2014, em Xuchang, na província chinesa de Henan, indicam a possível existência de um ancestral humano moderno do qual não se tinha conhecimento até hoje.

O primeiro dos fósseis (conhecido como Xuchang I) é composto por 26 fragmentos, enquanto o segundo (Xuchang II) possui 16. Ambos compartilham características de diferentes espécies conhecidas: o osso occipital e a estrutura do labirinto do ouvido interno, semelhantes aos dos Neandertais euroasiáticos; um cérebro de maior tamanho e abóbodas cranianas com cristas na testa, como os últimos humanos arcaicos e os primeiros modernos; e uma caixa craniana achatada e larga em torno do crânio inferior, como os primeiros humanos da Eurásia.

A equipe internacional de arqueólogos, liderada por profissionais do Instituto do Patrimônio Cultural e Arqueológico de Henan, acredita que os fósseis encontrados corresponderiam a seres que viveram entre o Homem de Pequim (200 mil a 700 mil anos atrás) e os primeiros humanos modernos que habitaram o norte da China (aproximadamente 40 mil anos atrás), demonstrando a continuidade da evolução humana.


Fonte e Imagem: Infobae

Lucy pode ter morrido após cair de uma árvore

A ancestral do ser humano, conhecida por andar ereta mas também por sua habilidade de subir em árvores, pode ter morrido justamente após cair de uma.

Desde que foi descoberta em 1974, Lucy, um hominídeo bípede que viveu há 3,2 milhões anos, é alvo de vários estudos. Como ela vivia? Como andava? Como se comportava?  Já se sabia, por exemplo, que Lucy - assim como os macacos que a antecederam - usava suas longas pernas para subir em árvores; porém também andava de forma ereta. O que não se sabia é que sua habilidade com as árvores pode não ter sido tão grande assim: ela pode ter morrido após cair de uma!  

É o que mostra pesquisa divulgada esta semana por John Kappelman, antropólogo da Universidade do Texas, que publicou seu trabalho na revista Nature. A equipe examinou os ossos de Lucy e usou scanners capazes de captar imagens em altíssima resolução que revelaram vários ossos quebrados e nenhum sinal de calcificação deles - o que indica que os ferimentos ocorreram próximos ao momento de sua morte.

Fraturas

Uma análise do esqueleto de Lucy - além do crânio, os cientistas localizaram cerca de 40% do corpo desta Australopithecus afarensis - revelou “fraturas recentes” em seu braço direito, no ombro esquerdo, no tornozelo direito e no joelho esquerdo que, segundo pesquisadores, resultam da queda de uma árvore alta, com algo em torno de 12 metros. Kappelman disse que, provavelmente, Lucy morreu rapidamente, sem sofrer.

Descoberta na Etiópia, Lucy morreu quando era jovem e ativa. Demais cientistas que a estudam pelo mundo classificaram os trabalhos de Kappelman como importantes, porém inconclusivos. Segundo eles, o esqueleto de Lucy - assim como o de demais hominídeos - são difíceis de serem estudados por estarem bem incompletos. Além disso, alguns pesquisadores apontam a hipótese de que os ossos de Lucy podem ter sofrido fraturas ao longo dos anos em pedras e rochas. 

 


Fonte: BBC

Imagem: Momotarou2012 [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

Achado de crânio completo de T. rex impressiona nos EUA

Um fóssil de um T. rex com o crânio completo e preservado foi encontrado em Montana, nos Estados Unidos.

O achado, que conta com 20% de sua estrutura original intacta, ganhou um apelido bonitinho, em homenagem aos seus descobridores do Museu Burke. Também participaram das escavações na Formação Hell Creek pesquisadores da Universidade de Washington (UW).

O T. rex foi batizado de "Tufts-Love Rex", em homenagem aos paleontólogos voluntários que notaram pela primeira seus ossos em uma colina: Jason Love e Lucas Tufts, do Museu Burke.

Certamente, não é nada fácil encontrar um fóssil de T. rex, ainda mais um com o crânio bom estado. A equipe da UW e do Burke afirmou que este é apenas o 15º crânio de T. rex completo no mundo.

Até agora, os cientistas conseguiram ver o lado direito do crânio - da base ao focinho, incluindo os dentes - o outro lado está preso na rocha e um processo meticuloso de remoção será iniciado em outubro. Além do crânio, foram achados cerca de um quinto do animal, incluindo costelas, quadris, ossos da mandíbula e vértebras. 

Os pesquisadores estimam que Tufts-Love viveu há 66,3 milhões de anos, geologicamente falando, isso não foi muito antes da extinção em massa que dizimou os dinossauros da Terra. Os pesquisadores também acreditam que, pelo tamanho do crânio (1,2 m), o T. rex tinha 15 anos quando morreu, ou seja, metade da estimativa de vida de um dinossauro da sua espécie. 

Veja no vídeo abaixo, o momento em que o crânio do dinossauro chegou das escavações para o Museu Burke.


 

Fontes: Seeker.com , Universidade de Washington 

Imagem: Dave DeMar/Burke Museum/UW