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Como as drogas eram usadas no Antigo Egito

Embora cada geração acredite ter descoberto para o mundo as virtudes e os riscos do consumo de drogas, esta é uma prática ancestral que pode remontar aos tempos do Antigo Egito.

Seu uso, de origem curativa, serviu também para a criação de estados de transe, para a perda de temores e para a desinibição.


Algumas das drogas mais consumidas eram o cânhamo, o ópio e papoula, cujos efeitos sedativos e anestésicos constam no Papiro Ebers, um dos tratados médicos mais antigos do mundo, escrito no Egito, em 1.500 a.C.

Também se usava a mandrágora, cujo efeito alucinógeno e anestésico, de acordo com alguns pesquisadores, provocava a midríase, efeito de sonolência, que pode ser constatado nos olhos dos egípcios retratados nos murais que decoram os antigos templos; e o estramônio, muitas vezes utilizado por magos e exorcistas.

Era frequente o consumo de bebidas alcoólicas, como o vinho e a cerveja, que, segundo descobertas arqueológicas, faziam parte do dia a dia do Egito desde o ano 4.000 a.C. Além de ser usada com fins decorativos e alimentares, a flor de lótus branca também foi utilizada em diversos processos, por suas propriedades afrodisíacas e sedativas do sistema nervoso.



Fonte: Absolut Egipto e Onirogenia 

 

Cientistas confirmam que punhal de Tutancâmon é extraterrestre

De acordo com uma equipe científica, a lâmina de um dos punhais encontrados no túmulo do rei Tutancâmon tem origem extraterrestre.

A conclusão é de uma equipe de pesquisadores italianos e egípcios, que publicaram um artigo detalhado na revista Meteoritics & Planetary Science, em que afirmam que um dos punhais encontrados no túmulo do jovem faraó contém uma folha de ferro que é de procedência extraterrestre. A origem deste material é tema de debate desde a descoberta da tumba do Rei Tut por Howard Cater, em 1922, já que os egípcios não fabricavam ferro. Desde então, pipocam teorias sobre uma procedência alienígena do ferro do punhal, mas nunca uma análise conclusiva pode ser feita até agora.

O novo estudo, no entanto, parece mudar esse cenário. As análises realizadas em duas áreas do punhal — exposto no Museu Egípcio do Cairo — mostraram uma elevada percentagem de níquel (11%), apenas compatível com o ferro de meteoritos. Os traços de cobalto no metal confirmam a hipótese, segundo os pesquisadores. Para o estudo foram usadas técnicas de análise com fluorescência e raios-x e tudo foi feito sem que o punhal fosse retirado do museu para evitar danos.

Mais impressionante ainda é que os estudiosos acreditam saber qual foi o meteorito que deu origem ao ferro do punhal do faraó. Eles comparam amostras de todos os 20 meteoritos de ferro conhecidos na região e concluíram que a folha do objeto de Tutancâmon veio de uma pedra chamada Kharga, localizada há 16 anos no porto de Mersa Matruh, a 240 quilômetros a oeste de Alexandria.

Vale recordar que os antigos egípcios consideravam o ferro um metal supremo, inclusive superior ao ouro, provavelmente porque era escasso, ao não dispor de minas para sua extração nem tecnologias para seu tratamento. 


 


Fontes: CNN , El País ,  Meteoritics & Planetary Science
Imagem: Meteoritics & Planetary Science/20 MAY 2016 DOI: 10.1111/maps.12664 - onlinelibrary.wiley.com

 

Papiros decifrados surpreendem com feitiços de amor, sexo e submissão

Desde “incendiar o coração” de uma mulher com o simples pronunciar de um feitiço até obter a submissão de um homem, os papiros egípcios recém-decodificados fascinaram os arqueólogos.

Isso tudo está em um trabalho do pesquisador italiano Franco Maltomini, da Universidade de Udine, que conseguiu decifrar os papiros egípcios do século II a.C., em que há feitiços “de amor, submissão e sexo”.

O primeiro papiro mostra um conjuro para “incendiar o coração” de uma mulher até fazê-la amar a pessoa que pronunciou as palavras indicadas. As instruções indicam que o feiticeiro teria que realizar o ritual em um banheiro público. 

O texto diz: “Eu os conjuro, terra e água, pelo demônio que habita em vocês e (feitiço) a sorte deste banho de modo que, na medida em que ardam e queimem as chamas, que seja incendiada (a mulher a quem se dirige), nascida de (a mãe da mulher), até que venha a mim”.

O segundo papiro é destinado às mulheres que queriam subjugar um homem para que ele satisfizesse todos os seus desejos. O texto diz: “Enfeitice (nome do homem), nascido de (nome da mãe do homem)”.

 

 


Fonte: Live Science
Imagem: Maler der Grabkammer des Zeserkerêsonb [Domínio Público], via Wikimedia Commons

 

Especialistas começam a estudar anomalias encontradas na Grande Pirâmide de Gizé

As pirâmides do Egito, túmulos dos grandes faraós que reinaram há milhares de anos, ainda continuam despertando interrogações. Recentemente, um grupo de cientistas e arquitetos realizou uma incrível descoberta na Grande Pirâmide de Gizé, Quéops, localizada nos arredores do Cairo. Através de câmeras térmicas, eles descobriram que três pedras da parte inferior da edificação apresentavam temperaturas atipicamente altas.

[VEJA TAMBÉM: Nova teoria liga mistério da Grande Esfinge à cidade perdida de Atlântida]

A pesquisa ocorreu durante a Operation Scan Pyramids (Operação de Escaneio das Pirâmides, na tradução), iniciada no final do mês passado. O projeto trouxe especialistas de várias partes do mundo para estudar o interior desses edifícios monumentais com uso de tecnologias modernas para compreender melhor sua construção e estrutura. Mas a origem dessa descoberta surpreendente na Pirâmide de Quéops ainda não foi encontrada. De acordo com os especialistas, as anomalias térmicas podem ocorrer devido a correntes de ar internas ou por causa da presença de diferentes materiais de construção. E ambas as hipóteses apontariam para a existência de setores ocultos dentro da grande estrutura.


Quais serão os segredos guardados pela mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo? A equipe de pesquisadores terá bastante tempo, até a conclusão da Operation Scan Pyramids, no final de 2016, para saber.

CLIQUE AQUI E AJUDE A PRESERVAR PAISAGENS INCRÍVEIS. Fonte: Europa Press

Imagem: Dimos/Shutterstock.com

A maldição de Tutancâmon segue viva quase 100 anos depois

“A morte golpeará com seu tridente aquele que perturbar o repouso do faraó”, dizia a inscrição que Howard Carter encontrou em uma antecâmara do túmulo de Tutancâmon. Muitos foram os mistérios em torno da descoberta da sepultura do imperador egípcio, mas nenhum deles possui tantos desdobramentos trágicos quanto “A Maldição do Faraó”.

[VEJA TAMBÉM: Tutancâmon: conheça as misteriosas anomalias da múmia do faraó ainda sem explicações]

No início de 1923, Carter e seu amigo Lord Carnarvon abriram cerimoniosamente o túmulo do jovem Tutancâmon no Vale dos Reis. Dois meses depois, Carnarvon morreu repentinamente por envenenamento no sangue, causado pela picada de um mosquito, o que provocou estardalhaço na imprensa da época. Os rumores sobre a maldição continuaram crescendo quando outros trabalhadores que haviam participado da escavação morreram inesperadamente.

Uma pesquisa, publicada pela revista de prestígio British Medical Journal, em 2002, comparando a média de vida de 44 ocidentais que estavam no Egito quando o mausoléu foi aberto – 25 dos quais teriam estado presentes no recinto –, determinou que não havia diferença significativa entre os anos vividos por aqueles que foram expostos à múmia e os que não foram.

Outras teorias tentaram explicar a morte de Carnarvon afirmando que ela poderia ter sido causada por toxinas presentes no sepulcro, mas especialistas descartaram essa hipótese, alegando que a morte ocorreu meses depois de ele ter sido exposto a qualquer substância potencialmente nociva.

Quase cem anos depois da descoberta do descanso final de Tutancâmon, os ecos de sua terrível maldição continuam causando medo e mistério.

Fonte: History

Imagem:Imagem: Ägyptischer Maler um 1350 v. Chr. [Domínio Público], via Wikimedia Commons

O REI TUT - O final

Já não há tempo para se arrepender, é só questão de tempo.

Quatro segredos do Rei Tut que você provavelmente não sabia

Em 3 de janeiro de 1924, o arqueólogo britânico Howard Carter, que escavava a câmara funerária de Tutancâmon por quase dois anos, acabou descobrindo um tesouro ainda maior: um sarcófago de pedra contendo um caixão de ouro maciço com os restos do menino-rei. Hoje, apresentamos quatro segredos sobre o lendário Rei Tut:

[VEJA TAMBÉM:Escândalo faraônico: barbicha de Tutancâmon é quebrada e colada com adesivo]

Não existe a maldição de Tutancâmon
Quando Carter entrou pela primeira vez na tumba do Rei Tut, em novembro de 1922, o patrocinador da expedição, Lord Carnarvon, estava ao seu lado. Quatro meses depois, Herbert morreu de envenenamento no sangue por causa da picada de um mosquito infectado. A imprensa, querendo causar impacto midiático com o acontecimento, acusou a morte de “a maldição da múmia”, que estaria inscrita em uma tabuleta de argila na câmara funerária. Tudo, incluindo a inscrição, era uma grande mentira.

A morte prematura do Rei Tut foi provavelmente acidental
Por anos, especulou-se que a morte do Rei Tut, aos 19 anos, foi causada por efeito de um golpe na cabeça, provavelmente desferido por um adversário. Em 2005, um estudo revelou que, na verdade, o faraó quebrou a perna e desenvolveu uma infecção na ferida pouco antes de morrer.

Tut teria sido fruto de uma relação incestuosa
Em 2010, uma análise de DNA, realizada com os restos do Rei Tut e seus parentes, levou à conclusão de que o menino-rei foi resultado de uma relação incestuosa entre o faraó Aquenáton e uma de suas irmãs. A endogamia era comum entre os antigos membros da realeza egípcia, que se viam como descendentes de deuses e queriam manter sua linha sanguínea pura.

O Rei Tut não foi enterrado sozinho
Entre inúmeros tesouros e objetos funerários, Carter encontrou, na câmara funerária, dois pequenos caixões com fetos mumificados em seu interior. Testes recentes de DNA sugerem que um corresponde à filha de Tutancâmon, que morreu logo após nascer, e outro a um também filho seu, que teve o mesmo destino. Os especialistas acreditam que o Rei Tut não deixou herdeiros vivos, já que ele e sua esposa, sua meia-irmã, só poderiam conceber crianças com transtornos congênitos fatais.


Fonte: History 

Imagem: cortereal/Shutterstock.com

O REI TUT - Doentes pelo poder

Uma praga invade Tebas, e o faraó ordenou que separassem todos os doentes para mantê-los longe do palácio. Enquanto um complô contra a prometida do rei pode mudar toda a história.

Cientistas iniciam restauração inédita de máscara mortuária de Tutancâmon

Segundo declarações feitas pelo governo egípcio, foi iniciado o trabalho de restauração da máscara mortuária do jovem faraó Tutancâmon, um empreendimento que poderá revelar novos segredos - veja fotos no final do texto.

[VEJA TAMBÉM: Conheça os deuses egípcios mais aterrorizantes]

“Desde a sua descoberta, a máscara de Tutancâmon não foi estudada de forma científica e completa, por isso, essa é uma oportunidade de ouro para redescobri-la”, afirmou o codiretor da equipe científica responsável pela restauração, formada por egípcios e alemães. Além disso, ele diz que os estudos da máscara mortuária vão englobar as técnicas utilizadas para sua confecção, os materiais usados, como o ouro, e sua função no plano fúnebre e religioso.

A relíquia foi vítima de maus tratos, em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas, e houve uma grande polêmica no ano passado, quando ela foi danificada enquanto era substituída a luminária do Museu Egípcio. Na época, o cavanhaque da máscara se soltou e os responsáveis pelo reparo inexplicavelmente utilizaram resina epóxi para colocá-la novamente em seu lugar, uma verdadeira tragédia segundo os especialistas em restauração.

Desde sua descoberta, feita pelo egiptólogo britânico Howard Carter, em 1922, a máscara funerária de Tutancâmon já foi retirada quatro vezes de sua vitrine.


Fonte e imagens: El país 

Segue o mistério: como o rei Tut morreu?

Quase um século após sua descoberta, a múmia do faraó egípcio mais famoso ainda possui vários segredos não revelados, entre os quais a incógnita em torno da causa de sua morte precoce.

[VEJA TAMBÉM:Quatro segredos do Rei Tut que você provavelmente não sabia]

Partindo de uma análise clínica, o jovem Tutancâmon nasceu com uma saúde ruim, ao ser descendente de uma dinastia que manteve um nível altíssimo de consaguinidade, devido aos incestos praticados para delimitar o acesso ao trono.

Por volta de 2005, uma tomografia computadorizada revelou que o jovem faraó teria sofrido uma fratura no joelho um pouco antes de sua morte. E seria uma ferida comprometedora para um corpo imunologicamente debilitado e afetado por uma malária crônica.

Mais tarde, em 2012, especialistas especularam uma segunda hipótese, na qual o monarca teria sofrido um ataque de epilepsia, um mal que, às vezes, pode ser hereditário e do qual padeceu seu pai, Aquenáton. Nessa época, surgiu também uma terceira hipótese, que dizia que Tutancâmon sofria da doença de Köhler, uma espécie de osteoporose do osso escafoide, que pode se transformar em uma necrose por causa da falta de irrigação sanguínea e ser letal.

Entretanto, ainda não é possível determinar com certeza as causas de sua morte, assim como também não é possível saber muito sobre sua vida.

Fonte: La Vanguardia 

Imagem: marco_tb/Shutterstock.com