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Barril misterioso é encontrado em praia do litoral de São Paulo

Objeto pode ser parte de naufrágio secular!

A maré baixa registrada no últimos dias no litoral de São Paulo trouxe à tona mais um possível tesouro arqueológico. 


Restos de um misterioso barril apareceu nas areias da praia do Tombo, no Guarujá (SP). Feito de madeira e ferro, o artefato rapidamente atraiu a atenção de curiosos e pesquisadores. Ele foi encontrado parcialmente enterrado e, ao que parece, está bem preservado. 

Barril misterioso no Guarujá

A Prefeitura de Guarujá teve que antecipar a retirada emergencial do barril depois que vândalos danificaram parte da estrutura. O objeto foi levado para um local seguro e dever ser investigado por arqueólogos em breve. 


Ainda é cedo pra determinar a idade e a procedência do achado. Pesquisadores devem realizar estudos para determinar se a peça é parte de algum navio naufragado ou se simplesmente estava à deriva no mar. 


Poucos dias antes, a maré baixa revelou outro tesouro arqueológico: uma embarcação inglesa com mais de 50 metros de comprimento que naufragou na orla de Santos há mais de 120 anos. 

 


Fonte: G1 

Imagem: Roberto Sander/Prefeitura Municipal do Guarujá – Divulgação

Navio de guerra de origem desconhecida é encontrado no Pacífico

Vídeo relacionado:
Uma expedição da Sociedade Geográfica e do Ministério de Defesa da Rússia, que se embrenhou pelas águas do Oceano Pacífico, na região da ilha de Matua, no arquipélago das Curilas, encontrou os restos de um navio de guerra alemão que estava perdido desde a Segunda Guerra Mundial.

Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que se tratava do navio japonês Roi Maru, o qual sucumbiu ao ataque do exército americano durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Japão estabeleceu uma base militar em Matua.

Porém, após reabilitar os restos do navio, os especialistas descobriram que poderia se tratar de um cruzeiro alemão chamado de “Augsburgo”, o qual foi levado ao Japão como parte de um conjunto de reparações da Primeira Guerra, durante a década de 1920.

Só que o mistério ainda cerca a descoberta, já que, embora naquela época fosse comum a cessão de navios a outras nações, ainda não é possível determinar os detalhes da transação - pelo menos com as informações disponíveis. Enquanto isso, a origem desse navio continua sendo absolutamente desconhecida.


Fonte: RT
Imagem: Shutterstock

16.Abr.1945

Navio alemão com 7 mil pessoas é afundado por submarino russo

Uma das maiores tragédias marítimas aconteceu na noite de 16 de abril de 1945. O navio alemão Goya transportava quase 7 mil pessoas, a maioria militares feridos da Wehrmacht (força de defesa) e civis que fugiam do Exército Vermelho, quando foi atingido por um submarino russo. 

 

O Goya havia zarpado no mesmo dia da península de Hel, na Polônia, através do Mar Báltico, em direção ao ocidente da Alemanha. Quatro horas depois da sua partida, após passar a península, o navio foi identificado pelo submarino L-3, do comandante soviético Vladimir Konovalov, que ordenou o disparo. O Goya começou a afundar sete minutos após ser atingido, próximo da meia-noite. Estima-se que entre 6.200 a 6.700 pessoas morreram no naufrágio ou foram vítimas de hipotermia provocada pelas águas geladas do Báltico. Somente 183 foram resgatados. Konovalov recebeu a medalha de Herói da União Soviética por ter afundado o navio. 

 

Apenas 58 anos após o naufrágio, em 2003, uma expedição internacional localizou os destroços do navio no Mar Báltico, a uma profundidade de 76 metros. Pouco depois da descoberta, o naufrágio foi declarado oficialmente uma sepultura de guerra pelo escritório marítimo polonês em Gdynia. 

 


Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

A verdade por trás do naufrágio do Titanic

Um simples erro humano teria sido responsável pelo naufrágio do Titanic, onde morreram 1513 pessoas, há mais de um século.

A história diz que Joseph Bruce Ismay, o presidente da empresa dona do gigantesco e luxuoso transatlântico Titanic, pretendia chegar às manchetes ao exibir a velocidade do navio, fazendo com que a embarcação chegasse ao seu destino um dia antes do previsto. Para isso, exigiu ao capitão Edward Smith que o conduzisse a pleno vapor. O capitão aceitou, embora soubesse da possibilidade de topar com icebergs no meio do caminho. Quando viram o bloco de gelo, foi impossível fazer a manobra para evitar a colisão, dada a alta velocidade e o tamanho do navio. Esse foi o início do fim para o magnífico Titanic.

Porém, essa história conhecida, que todos dão por certa, pode não ser verdadeira. O que realmente teria ocorrido naquela noite tranquila de abril de 1912 foi revelado somente há alguns anos, pela neta de um dos poucos membros da tripulação que sobreviveu à catástrofe: o segundo oficial Charles Laghtoller.

De acordo com Laghtoller, ao avistar o iceberg, o primeiro oficial William Murdoch ordenou ao timoneiro que virasse tudo a estibordo. Mas, nervoso e confuso com a tecnologia inovadora do Titanic, o tripulante fez o contrário do que lhe foi pedido. Um simples erro humano, que custou a vida de 1.513 pessoas.

Segundo a neta de Laghtoller, a razão pela qual a verdade não foi revelada anteriormente se dá pelo código de honra entre os marinheiros, que preferiram evitar a humilhação de seu companheiro.


Fonte: SuperCurioso

Imagem: Domínio Público

Navio na Indonésia: tripulação inteira teria morrido assustada com algo...o quê?

As terríveis mortes de toda a tripulação do cargueiro holandês SS Ourang Medan despertamvárias teorias em torno do que teria ocorrido no interior deste navio fantasma.

Acredita-se que o acidente com o cargueiro ocorreu entre junho de 1947 e fevereiro de 1948. Pouco se sabe sobre as circunstâncias do incidente - muitos dizem que não passa de uma lenda dos mares -, mas conta-se que duas embarcações norte-americanas que navegavam pelo estreito de Malaca, entre a Indonésia e a Malásia, receberam um pedido de socorro, em código Morse, do navio holandês. A mensagem não era clara, mas uma parte assustadora foi compreendida com exatidão: "eu" e "morrendo".

Um dos navios que recebeu a mensagem, o Silver Star, se dirigiu ao Ourang Medan para prestar socorro. Assim que chegaram perto do cargueiro holandês, marinheiros da embarcação norte-americana não notaram avarias ou problemas aparentes. Os tripulantes decidiram subir a bordo para procurar pela tripulação que pediu socorro. Foi então que presenciaram um cenário terrível.

Todas as pessoas dentro do Ourang Medan estavam mortas, com as bocas abertas e os olhos arregalados, como se estivessem muito assustadas. Alguns até pareciam estar apontando para alguma coisa, como se estivessem aterrorizados. O capitão do Silver Star decidiu rebocar o navio até o porto mais próximo, solicitando a ajuda de sua tripulação. Enquanto isso, uma explosão violenta ocorreu no compartimento de cargas do Ourang Medan. Foi o suficiente para que o navio holandês fosse abandonado. Minutos depois, o cargueiro foi para o fundo do mar, levando todos os seus segredos às profundezas.


Teorias

Enquanto muitas pessoas acreditam que tudo não passa de uma lenda dos mares, há teorias que apontam que a morte da tripulação foi causada por piratas. Mas como não foram encontrados sinais de luta ou machucados nos corpos, essa hipótese foi descartada.

Uma possível explicação é que o Ourang Medan estaria carregado com produtos químicos. Um vazamento destas substâncias poderia ter, de alguma maneira, levado toda à tripualação à asfixia. Mais tarde, com o balanço do navio, os produtos poderiam ter reagido e causado a explosão no compartimento de cargas. O envenenamento por monóxido de carbono a partir da caldeira do navio é outra teoria.

Fenômenos paranormais

Há ainda algumas teorias que creditam o terrível incidente a seres extraterrestres, fantastamas e forças sobrenaturais. Afinal, o que seria capaz de deixar as pessoas tão aterrorizadas assim? De qualquer maneira, o certo é que dificilmente alguém saberá a resposta do que realmente aconteceu dentro daquele navio.


Fontes: The Vintage New, Megacurioso

Imagem: boscorelli/Shutterstock.com 

 

 

Conheça os tesouros submersos mais cobiçados da atualidade

Navios carregados de ouro, prata e joias estão escondidos debaixo d’água há quase meio século. São resultado dos naufrágios milionários da nossa história.

Entre os séculos XVI e XVIII, o mundo vivenciou as grandes expedições marítimas, que carregavam verdadeiros tesouros entre o velho e o novo mundo. Muitas das embarcações, no entanto, afundaram antes de chegar ao seu destino – por conta de tempestades ou de ataques inimigos.

Até hoje, temos tesouros perdidos no fundo do mar. Muitas empresas se dedicam a explorar esse passado milionário, mas esbarram em disputas legais envolvendo as nações.

Veja quais são os tesouros submersos mais cobiçados atualmente:

Galleon San Jose
Localização: 210 metros de profundidade, nas águas do Caribe em Cartagena, Colômbia
Data naufrágio: junho 1708
Tesouro: Moedas de ouro. Estima-se que, atualmente, o tesouro pode chegar a até 5 bilhões de dólares.

Esse é um dos maiores navios do século XVIII e transportou o maior tesouro conhecido da história. O navio naufragou em 1708, após ser atacado por piratas ingleses. Após uma longa disputa legal entre a companhia e os governos da Espanha e Colômbia, os bens foram declarados patrimônio histórico e ficaram nas mãos do estado colombiano.



Merchant Real
Localização: Canal da Mancha. 100 metros de profundidade. A cinco milhas do condado de Cornualha.
Data naufrágio: 23 de setembro de 1641
Tesouro: 100.000 lingotes de ouro, 400 barras de prata mexicana e joias. Acredita-se que o tesouro pode chegar a 528 milhões de dólares.

O lendário navio mercante do século XVII, também conhecido como “El Dorado dos Mares”, é disputado por Espanha e Reino Unido.

Nossa Senhora do Juncal
Localização: Sonda de Campeche, México
Data naufrágio: 31 de outubro de 1631
Tesouro: 1.077.840 pesos, a maior carga saída do "Novo Mundo", de acordo com o então vice-rei da Nova Espanha, o Marquês de Cerralbo.

O governo mexicano, através do Instituto Nacional de Antropologia e História, não permite a exploração dos tesouros. "O património cultural subaquático pertence à categoria de bens que estão em estudo, conservação e distribuição, mas que em si são inalienáveis e imprescritíveis e, portanto, não suscetíveis ao mercado", explica um comunicado oficial.

HMS Sussex
Localização: Estreito de Gibraltar a 1.000 metros de profundidade
Data naufrágio: 1694
Tesouro: 10 toneladas de ouro e 100 toneladas de prata. O valor é estimado em mais de 670 milhões de dólares.

O HMS Sussex, um navio de bandeira Inglês com 48 metros de comprimento e 560 marinheiros a bordo, naufragou na costa de Gibraltar por causa de uma forte tempestade em 1694. A empresa Odyssey Marine localizou o HMS Sussex nas proximidades do estreito de Gibraltar, em 2002. O barco e seus metais preciosos continuam embaixo d’agua à espera da resolução de disputas legais entre Inglaterra e Espanha.


Fonte: BBC
Imagens: Divulgação/Odyssey Marine Exploration

Titanic Nazista: novas pistas sobre o paradeiro do ouro de Hitler

Uma nova hipótese sobre o paradeiro do milionário tesouro perdido dos nazistas mobiliza caçadores do mundo inteiro.

Ela explica que o ouro de Hitler poderia estar nos restos do navio colossal Wilhelm Gustloff, o “Titanic Nazista”, afundado em 1945 por tropas soviéticas no gélido mar Báltico.

Isso é o que afirma o mergulhador britânico Phil Sayers, que diz ter recebido essa informação de Rudi Lange, responsável pelas comunicações de rádio do barco no momento do seu naufrágio. Sayers explica sua teoria: “Sabemos, em primeira mão, que um grande número de caminhões apareceu repentinamente e transferiu sua carga de alta segurança ao navio. Lange viu tudo”.

O mergulhador afirma que conseguiu ver com seus próprios olhos os restos do navio em 1988 e que, entre os destroços, chegou a ver uma sala gradeada, na qual estariam as caixas secretas que conteriam os mais de 100 milhões de libras de ouro nazista.

O Wilhelm Gustloff era o orgulho da frota alemã. Inaugurado em 1938, com o objetivo de levar as classes trabalhadoras da república para vários destinos de veraneio, desde 1939 até o dia do naufrágio ele tinha funções de hospital, navio-tanque e de transporte de tropas para o exército nazista.
 



Fonte: Infobae

Imagem: Everett Historical/ Shutterstock.com 

A maldição e o triste fim do barco Solana Star, principal protagonista do Verão da Lata

Velhos marujos costumam dizer que trocar o nome de uma embarcação dá azar. Se assim for, o barco que ficou eternizado como Solana Star, no episódio conhecido como Verão da Lata, passou na fila do azar várias vezes.

O "Solana", que deve ser chamado assim até hoje pelos mais chegados, nasceu em 1973 como Foo Lang, foi rebatizado para Geraldtown Endeavour, em 1980, virou Solana Star em 1986, e ganhou o nome de Charles Henri ao ser leiloado pelas autoridades brasileiras. Agora, ele descansa registrado nos livros das profundezas como Tunamar. Segundo a superstição, Netuno e Poseidon tiveram um trabalho danado para aceitar o nome do barco cinco vezes. E cobraram alto por isso.

A última viagem do Tunamar, que havia sido reformado para atuar como barco de pesca de atum, foi também a sua viagem inaugural. Ele partiu de Niterói para Santa Catarina, e naufragou no dia 11 de outubro de 1994, na região de Arraial do Cabo, no litoral fluminense. Onze dos 22 tripulantes morreram, nove ainda estão desaparecidos no interior do navio.

Quem tiver vontade de conferir o que sobrou do ex-Solana Star terá de mergulhar 65 metros de profundidade. Conforme as últimas informações divulgadas em sites de naufrágios, as condições são difíceis, além do mar a 1,5 milha da Ilha de Cabo Frio ser freqüentemente agitado. As águas profundas são muito turvas e, geralmente, a temperatura está em torno dos 13º C.

Desta maneira, apenas um profissional bastante experiente reúne as qualificações necessárias para desbravar a história deste malfadado navio nas profundezas salgadas.

“Comecei a refletir sobre todos os mergulhos que já realizamos por lá, todos sem exceção tiveram problemas que curso algum pode ensinar, lá embaixo ainda há os corpos dos que morreram no interior da embarcação, que não deixa de ser um túmulo. Mergulhar no Tunamar requer não só uma técnica apuradíssima como também a coragem de se enfrentar as forças ocultas que lá te esperam.”

Quem explica é Paulo Dias, instrutor com 20 anos de mergulho, um dos entrevistados do VERÃO DA LATA, uma produção original do HISTORY que vai ao ar no dia 6 de dezembro, este sábado, às 22h. Superstição de marinheiro ou não, enquanto não chega a hora do programa, vale a pena conferir o que restou do Solana Star. Ou melhor, Tunamar.

 

S.S. Connaught, o navio que naufragou há mais de 150 anos, com mais de 4.5 toneladas de ouro, é finalmente encontrado

Se o século XX teve com o Titanic o naufrágio mais famoso e representativo do transatlântico, o século XIX teve o S.S. Connaught, imenso navio de vapor que afundou em 1860, a 160 km do litoral de Boston, levando para as profundidades submarinas, entre outras coisas, uma carga de 4.500 kg de ouro. No entanto, além da enorme baixa monetária, ao contrário do que aconteceu com o Titanic, ninguém perdeu a vida neste naufrágio.

O S.S. Connaught zarpou de Galwey, na Irlanda, em 25 de setembro, com 592 pessoas a bordo, 50 na primeira classe, 417 na segunda e 125 membros da tripulação. Um pouco antes de chegar ao seu destino, uma tempestade repentina abriu um rombo no casco, e, durante o trabalho para tentar consertá-lo, houve um incêndio na coberta do navio. Assim, foi ordenada a liberação dos botes salva-vidas, mas de nada adiantou, pois eles foram destruídos e arrastados pelas ondas poderosas.Foi então que, por obra do destino, um pequeno cargueiro repleto de frutas apareceu no caminho. Aos poucos e trabalhosamente (imaginemos esta cena, digna de um filme épico) todos os passageiros a bordo do S.S. Connaught foram conduzidos ao pequeno navio e procuraram abrigos entres as toneladas de frutas.

E qual foi o destino do imponente transatlântico? Neste ano, 154 anos depois de seu desaparecimento, foram encontrados seus restos. A empresa de resgates marinhos Endurance Exploration Group escaneou com um sonar uma área de 1.800 km² para detectar sua localização e utilizou robôs submarinos para chegar ao navio. A carga de ouro, todavia, não foi encontrada. A empresa, por enquanto, estabeleceu como prioritária a classificação de todos os restos e o resgate daquilo que pode ser alcançado. À espera da produção de uma ficção cinematográfica, o que se sabe é que um documentário baseado no resgate já está sendo filmado.

Fonte e imagens: Gizmodo 

A história da mulher que sobreviveu ao desastre do Titanic e mais 3 grandes naufrágios do século XX

A história da companhia inglesa White Star Line, fundada em 1850, foi marcada por grandes desastres. Os três barcos que formavam a classe Olympic de sua frota - Olympic, Titanic e o Britannic -, tiveram um triste destino. No entanto, uma passageira muito especial testemunhou todos esses acidentes e escapou ilesa.

Violet Jessop nasceu em Buenos Aires em 1887. Seu pai era inglês e, depois de sua morte, a família Jessop decidiu viver na Inglaterra. A jovem começou então sua carreira como camareira de companhias marítimas e, um dia, foi contratada por uma das de maior prestigio, a White Star Line. Seu primeiro golpe de sorte em tragédias marítimas ocorreu em 20 de setembro de 1911, quando aconteceu o acidente entre o RMS Olympic e o navio de guerra HMS Hawke. O transatlântico no qual Violet viajava sofreu alguns danos, mas não teve nenhuma vítima.

Seis meses depois, o RMS Titanic, conhecido como “navio dos sonhos” se preparava para partir em viagem inaugural. Violet foi convidada para integrar a tripulação. Em 14 de abril de 1912, às 23h45, o gigantesco navio se chocaria com um iceberg naquele que seria um dos mais comentados e registrados acidentes marítimos de todos os tempos. Violet recebeu a ordem de entrar em um dos botes salva-vidas juntamente com outras camareiras a fim de demonstrar às outras passageiras que estavam seguras. Quando o bote 16, em que ela se encontrava, estava baixando, ela ainda teve tempo de receber um bebê de um dos oficiais, de quem cuidou por horas nas águas geladas até serem resgatados. Seu segundo golpe de sorte fez com que estivesse entre os pouco mais de 700 sobreviventes daquela noite fria e fatídica.

Em novembro de 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, o HMHS Britannic foi adaptado para transportar tropas e atuar como navio-hospital. Apesar do acidente com o Titanic, Violet Jessop continuou a servir à companhia e se juntou à tripulação do Britannic como enfermeira da Cruz Vermelha Britânica. O transatlântico navegava pelo Canal de Kea no Mar Egeu, no dia 21 de novembro de 1916, quando, às 8h12, a explosão de uma mina submarina causou graves danos. Violet conseguiu novamente escapar a bordo de um bote salva-vidas, para outra vez contemplar de longe a imagem de um imenso transatlântico afundando nas profundezas do oceano, 55 minutos após a explosão.

Mesmo após passar por todas estas experiências, Violet seguiu atuando na indústria marítima até 1950, quando se aposentou, aos 63 anos de idade, com 42 anos de serviços prestados em alto mar. Mudou-se para uma casa de campo em Great Ashfield, no condado inglês de Suffolk e dedicou-se a cuidar de uma granja em terra firme. Em 5 de maio de 1971, faleceu aos 84 anos de idade.

Fonte: Guioteca