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5 mulheres que discretamente governaram o mundo

Apesar do papel de subordinação ao qual se tentou colocar as mulheres ao longo da história, muitas delas conseguiram, graças à sua inteligência e habilidade política, exercer seu poder nas sombras.

Cinco delas se sobressaem:

Nur Jahan

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Imperatriz Nur Jahan: Mulher do imperador mongol Jahangir, Nur Jahan foi quem de fato governou durante seu reinado, já que o homem era alcoólatra e viciado em ópio. Estrategista política e militar habilidosa, após a sua morte, em 1645, a imperatriz recebeu a condecoração póstuma de “Luz do Mundo”.

Zoé

Imperatriz Zoé: Governou o Império Bizantino de 1028 a 1050. Por ser mulher, teve que exercer seu poder por meio de seus três maridos (dos quais dois foram assassinados) que ocuparam o cargo oficial.

Hatshepsut

Faraó Hatshepsut: Foi a única mulher faraó do Antigo Egito. Ela governou de 1490 a 1468 a.C.. Para poder exercer seu cargo, costumava aparecer vestida de homem e usando, inclusive, uma barba falsa.

Wei

Imperatriz Wei: No século VIII, durante a Dinastia Tang, a imperatriz Wei governou o destino da China, escondida na sombra de seu marido, o imperador Zhongtong. Depois da morte do monarca, Wei foi assassinada por seus próprios soldados.

Papisa Joana

Papisa Joana: Segundo consta na história, no século IX, uma mulher conseguiu enganar todo o poder eclesiástico se disfarçando de homem para ter acesso ao cargo mais importante da Igreja Católica, tornando-se, em 855 d.C., o Papa Bento III.

 


Fonte: VIX

Imagens: Wikipedia Commons, Amanda Wathen 

Conheça Onna Bugeisha, o clã das mulheres samurais

Gladiadoras japonesas eram especializadas em lanças, flechas e luta com punhais. 

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Ao contrário do que se acredita, no Japão feudal existiram várias samurais mulheres dedicadas desde a infância ao treinamento das artes marciais e ao uso de armas de guerra.

As Onna Bugeisha (mestras das artes marciais) tiveram um papel fundamental nos períodos de guerra. As mulheres gladiadoras do Japão seguiam, assim como seus companheiros, os ensinamentos do código Bushido, mas se especializavam no uso da naginata, uma lança com uma lâmina curva, que compensava a desvantagem corporal que elas tinham em relação aos homens. Além disso, as samurais eram arqueiras experientes e especialistas na luta com punhais.

Durante o período Edo (1603-1868), foram criadas, inclusive, várias escolas de guerra femininas, administradas e mantidas por mulheres.

A entrada na era neoconfuciana marcou o início do fim para essas guerreiras terríveis. Os novos preceitos religiosos incumbiam as mulheres ao lar e ao casamento, o que causou um declínio rápido no número de samurais femininas e seu esquecimento precoce na história universal.


Fonte: QFEM
Imagem: Wikipedia Commons

16.May.1975

Primeira mulher conquista o Monte Everest

A alpinista japonesa Junko Tabei entrou para a história no dia 16 de maio de 1975 como a primeira mulher a atingir o cume da montanha mais alta do mundo, o Monte Everest, no Nepal, com 8.848m de altura. Em 1992, Tabei também se tornou a primeira mulher a escalar todos os Sete cumes, aos 53 anos de idade.

 

A expedição para subir o Monte Everest contou com 15 mulheres e nove guias sherpas e a preparação teve início no começo de 1975. Enquanto buscava recursos para ajudar a bancar a expedição, Tabei escutava de muitas pessoas que ela deveria “estar em casa cuidando dos filhos, em vez de escalando montanhas”. Além de Tabei, que tinha dois filhos, apenas outra alpinista do grupo era mãe. As demais eram trabalhadoras, como professoras e profissinais da área da computação. 

 

No começo de maio, o grupo estava num acampamento a 6.300 m de altitude quando aconteceu uma avalanche, que cobriu as barracas. Tabei perdeu a consciência por aproximadamente seis minutos, mas foi resgatada por um guia sherpa. Sem desistir, 12 dias depois, ela liderou o grupo de mulheres e foi a primeira a chegar ao cume do Everest.

 

Até seus últimos anos, Tabei esteve envolvida com a causa do montanhismo e do meio ambiente. Ela foi diretora da ONG global Himalayan Adventure Trust, no Japão, que trabalha pela preservação das montanhas. Ela morreu no dia 20 de outubro de 2016, aos 77 anos, no Japão.


 

Crédito: Jaan Künnap (Jaan Künnap) [CC BY-SA 4.0], via Wikimedia Commons

Conheça 10 mulheres incríveis que você não encontra nos livros de história

Elas enfrentaram obstáculos aparentemente intransponíveis e provaram ao mundo que eram extraordinárias.

Conheça 10 personagens femininas que enfrentaram as adversidades de seu tempo e mudaram o rumo da nossa história em diferentes áreas – política, cultura, ciência, inovação, medicina. Mesmo assim, até hoje, pouco destaque recebem nos livros de história.

1. Sybil Ludington (1761-1839)
Em 26 de abril de 1777, na cidade de Danbury, Connecticut, Sybil Ludington, então com 16 anos de idade, encilhou seu cavalo e galopou durante toda a noite por cerca de 64 quilômetros para alertar a milícia colonial sobre um ataque britânico. Ela conseguiu reunir os combatentes sob o comando do seu pai e, mais tarde, recebeu o reconhecimento de George Washington, que esteve pessoalmente em sua casa.


2. Elizabeth Jennings (1830-1901)
A professora negra Elizabeth Jennings entrou para a história ao desafiar a segregação racial nos EUA aos 24 anos de idade. Em 16 de julho de 1854, Elizabeth se recusou a ficar em pé em um bonde na cidade de Nova York. Havia lugares vagos, mas negros não podiam ocupa-los. O condutor retirou-a à força do veículo e empurrou Elizabeth na rua. Ela escreveu uma carta ao New York Tribune, processou a companhia de transporte e recebeu 225 dólares por perdas e danos. Seu caso criou um precedente legal nos EUA e em 1860, as linhas de bonde de Nova York foram integradas.



3. Ida Wells (1862-1931)
Em 1884, fato semelhante ocorreu em Memphis. Aos 25 anos de idade, a escritora e ativista de direitos civis Ida Wells se recusou a liberar o assento no trem para um passageiro branco. A confusão foi armada e Ida foi retirada à força do trem. Ela ganhou o caso nos tribunais locais, mas sua vitória foi anulada pelo Supremo Tribunal de Tennessee. Mesmo assim, ela não desistiu. Seguiu lutando contra a violência e a discriminação no Sul dos EUA. Ao mudar-se para Chicago, brigou também contra as escolas segregadas e pelo sufrágio feminino. Em 1930, Wells tornou-se uma das primeiras mulheres negras a buscar um cargo público, quando se candidatou ao Senado.



4. Marie Stopes (1880-1958)
Marie Stopes é considerada, até hoje, uma das maiores especialistas em plantas antigas. Em 1904 recebeu o título de doutora em botânica pela Universidade de Munique. Foi palestrante na Universidade de Manchester e popularizou os conhecimentos sobre vida fóssil vegetal com o livro “Plantas Antigas”. Trabalhou no Japão e no Canadá, pesquisou o carvão para o governo britânico e acabou criando a terminologia científica para o carvão, usada até hoje. Além das contribuições na botânica, Marie foi pioneira nos estudos e publicações sobre planejamento familiar, contracepção e saúde reprodutiva.



5. Clara Maass (1876-1901)
Clara Maass viveu e morreu pela medicina. Em 1898, serviu como enfermeira na Guerra Espanhola, cuidando de soldados com dengue, malária, febre amarela e febre tifoide. Em 1901, ela se ofereceu para participar de um experimento arriscado no exército americano. Maass permitiu ser picada por mosquitos que se alimentavam de pacientes com febre amarela para testar se a doença seria transmitida através da picada de mosquitos infectados. Ela contraiu a doença e se recuperou. Voluntariou-se novamente, mas desta vez não resistiu. Sua morte pôs fim aos experimentos sobre febre amarela com pessoas.

 



6. Charlotte Edith Anderson Monture (1890-1996)
Charlotte Monture queria ser enfermeira, mas o preconceito racial a impediu de entrar para o programa de enfermagem do Canadá. A menina havia nascido na reserva Six Nations of the Grand River, ao Sul de Ontário. Ela não desistiu do sonho e foi para a escola de enfermagem em New Rochelle, Nova York. Em 1917, Charlotte trabalhou em um hospital militar na França, durante a Primeira Guerra Mundial. Quando a Guerra acabou, ela voltou a viver na Reserva e trabalhou como enfermeira em um hospital local.



7. Chien-Shiung Wu (1912-1997)
Conhecida como a “Primeira-Dama da Física”, Chien-Shiung Wu participou do Projeto Manhattan, um programa secreto do governo americano na década de 1940, que estudava e criava armas nucleares. Chien-Shiung ajudou no processo de separação dos isótopos do urânio, aumentando, assim, a quantidade do combustível para a bomba atômica. Em 1957, o grupo de pesquisadores recebeu o Nobel de Física, mas a contribuição de Chien-Shiung às pesquisas foi negligenciada por seus colegas. Apesar do desprezo, a cientista continuou seus estudos e, mais tarde, recebeu uma série de prêmios.



8. Nancy Grace Roman (b. 1925)
Também conhecida como “Mãe de Hubble”, a astrônoma Nancy Grace Roman ouvia desde menina que ciência não era para mulheres: "Quando eu era uma menina, as mulheres não deviam ser cientistas. Pelo menos, é o que me foi dito", escreveu a astrônoma em um ensaio autobiográfico. Nancy enfrentou a desaprovação de todos e se tornou uma importante astrônoma da NASA. Descobriu irregularidades nas órbitas das estrelas e coordenou pesquisas com satélites, foguetes e balões para apoiar observação espacial durante meio século. Quanto ao Hubble, foi uma das cientistas que se empenhou no desenvolvimento do telescópio, ativo até hoje.

9. Wangari Maathai (1940-2011)
Wangari Maathai foi a primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Nobel da Paz (2004). Ela fundou, no Quênia, o Movimento Cinturão Verde, uma iniciativa ambiental que promove o plantio de árvores na África para evitar a erosão do solo, fornecer lenha e armazenar água da chuva. O que começou no Quênia em 1997 logo se espalhou para outros países da África, e levou ao plantio de mais de 51 milhões de árvores. Wangari também foi a primeira mulher da África a concluir um doutorado e foi eleita para o parlamento do Quênia, em 2002, com 98% dos votos.



10. Sylvia Ray Rivera (1951-2002)
Ativista transgênero e pioneira na luta pelos direitos civis da categoria, Sylvia Rivera estava no front da batalha que se instaurou em 1969, no bar Stonewall Inn, em Nova York. Foi ali que o movimento pelos direitos LGBT deslanchou. Em 28 de junho, a polícia invadiu o bar nas primeiras horas da manhã, sem nenhum motivo. A ação desencadeou vários protestos, que se estenderam por dias. Sylvia se manteve à frente do movimento e seguiu lutando pelos direitos LGBT até sua morte.

Assista ao vídeo de um dos protestos conduzidos por Sylvia, em 1973:


Fonte: livescience.com

Imagem de destaque: Divulgação/Domínio público
Imagem Sybil Ludington: Russell Bass/nwhm.org
Imagem Elizabeth Jennings: commons.wikimedia.org
Imagem Ida Wells: Everett Historical/Shutterstock.com
Imagem Marie Stopes: Divulgação/Domínio público
Imagem Clara Maass: Sergey Kohl/Shutterstock.com
Imagem Charlotte Monture: John Moses/canadashistory.ca
Imagem Chien-Shiung Wu: Divulgação/Smithsonian Institution
Imagem Nancy Grace Roman: Divulgação/women.nasa.gov
Imagem Wangari Maathai: 360b/Shutterstock.com

31.Dic.1969

Morre Donna Summer, rainha da Disco Music

Em 17 maio de 2012, a cantora e compositora Donna Summer, que alcançou a fama nos anos 70 com hinos da Disco Music como “Love to Love You Baby” e “Hot Stuff” morreu aos 63 anos, em Naples, na Flórida, em consequência de um câncer. Também conhecida por hits dos anos 90 como “She Works Hard for the Money”, a cinco vezes ganhadora do Grammy influenciou um grande número de artistas com sua música, que foi sampleada por Pet Shop Boys, Beyoncé e Ne-Yo, entre outros.

LaDonna Adrian Gaines nasceu em 31 de dezembro de 1948, em Boston. Ela cresceu cantando na igreja e, no final dos anos 60, se mudou para a Alemanha, após ser escalada para a turnê do musical “Hair”, da Broadway. No início dos anos 70, enquanto trabalhava como cantora na Europa, ela foi casada por um breve período com o ator australiano Hellmuth Sommer. Quando eles se divorciaram, Donna manteve uma variação do sobrenome do ex-marido como sua alcunha artística.

Summer ganhou destaque em 1975, com o lançamento de “Love to Love You Baby”, que se tornou um hit nas pistas de dança da Europa e dos EUA. Ela teve outro single de sucesso com “I Feel Love”, de 1977, cujo som sintetizado, criado pelo produtor italiano Giorgio Moroder, é um marco da música eletrônica. Em 1978, Summer teve seu primeiro hit número um nos EUA com “MacArthur Park”, uma música disco com arranjos de Jimmy Webb. E nesse mesmo ano, Summer interpretou uma aspirante a cantora de disco no filme “Até Que Enfim é Sexta-feira”. Ela ganhou seu primeiro Grammy, na categoria de Melhor Performance Vocal Feminina de R&B, com “Last Dance”, que fez parte da trilha do longa-metragem. “Last Dance” e que também ganhou um Oscar por Melhor Canção Original. Em 1979, ela teve mais três singles número um: “Hot Stuff”, “Bad Girls” e “No More Tears (Enough Is Enough)”, um dueto com Barbra Streisand. Outros sucessos de Donna, que havia se tornado a cantora de maior sucesso da era Disco, foram “Dim All the Lights” e “On the Radio”.

Depois que a popularidade da Disco atingiu seu auge no final dos anos 70, Summer começou a gravar uma grande variedade de gêneros musicais, de New Wave a Gospel. Ela até escreveu uma canção, “Starting Over Again”, que se tornou um hit country número um para Dolly Parton em 1980. Em 1983, Donna lançou seu décimo-primeiro álbum de estúdio, “She Works Hard for the Money”, que chegou à nona colocação nas paradas da Billboard e cuja faixa-título se tornou um hino pop/rock feminista. O último top 10 de sua carreira foi em 1989, com “This Time I Know It’s for Real”.

Summer, que se mudou para Nashville com seu segundo marido nos anos 90, continuou a gravar e fazer shows, abocanhando seu quinto Grammy em 1998, na categoria de Melhor Gravação Dance por “Carry One”. Em 2008, ela lançou seu décimo-sétimo e último álbum de estúdio, “Crayons”, com três músicas que entraram para a lista de mais tocadas de Dance Music. Em 2009, Summer se apresentou no Concerto Nobel da Paz, em Oslo, na Noruega, em homenagem ao presidente Barack Obama. Seu último single, “To Paris with Love”, foi lançado em 2010.

Em 17 de maio de 2012, Donna Summer, mãe de três filhas, morreu de um câncer no pulmão não relacionado ao tabagismo. Ela foi enterrada em Nashville.

 


Imagem: Casablanca Records [Domínio público], via Wikimedia Commons

 

Clique aqui e saiba mais sobre a história de Donna Summer

Você conhece as grandes inventoras da nossa história e suas criações maravilhosas?

Apesar dos campos da ciência e da tecnologia, como tantos outros, permanecerem, por séculos, restritos ao trabalho dos homens, por preconceito e imposição de gêneros, não foram poucas as mulheres que conseguiram ultrapassar essa barreira e colaborar com seu talento e lucidez ao mundo. O Dia Internacional da Mulher é um bom momento para elaborar uma lista com algumas das mais importantes inventoras da história.

Os elementos químicos de Marie Curie: Marie Salomea Sklodowska Curie foi a primeira estudiosa a identificar o Polônio (Po) e o Rádio (Ra) como elementos químicos. O primeiro recebeu seu nome por causa do país de nascimento de sua descobridora: Polônia. Ela ganhou o Prêmio Nobel da Física em 1903 (dividido com o seu marido Pierre e com Henri Becquerel) e o de Química em 1910.

A máquina de lavar louças de Josephine Cochrane: uma vez que as mulheres do século XIX se dedicavam quase que completamente às tarefas domésticas, não é de se estranhar que muitas de suas grandes invenções estejam direcionadas ao aperfeiçoamento desse trabalho. Sendo assim, Josephine Cochrane inventou a máquina de lavar louças, aparelho que lhe valeu o prêmio de “melhor construção mecânica” na Exposição Universal de Chicago, em 1893.

O “proto Wi-Fi” de Hedy Lamarr: estrela do cinema e espiã dos aliados na Segunda Guerra Mundial, Lamarr inventou um sistema de comunicação secreto, baseado na comutação de frequências – uma versão primitiva do que hoje conhecemos como Wi-Fi.

A “Senhora Edison”, Beulah Louise Henry: inventora que trabalhava em sua própria casa, Henry patenteou 50 criações, entre elas um refrigerador, bonecas de olhos coloridos, esponjas com sabão para crianças e uma máquina de escrever capaz de fazer quatro cópias de um documento.

O Kevlar de Stephanie Kwolek: química de profissão, Kwolek inventou o Kevlar, uma fibra muito leve e até cinco vezes mais resistente que o aço, usado atualmente na fabricação de coletes à prova de balas, velas náuticas, cabos submarinos e roupas ignífugas (que evitam incêndios).

Fonte: Quo 

06.Jul.1936

Nasce a cantora Maysa

No dia 6 de julho de 1936 nascia, no Rio de Janeiro, a cantora, compositora e atriz Maysa. Conhecida pelo forte temperamento, ela também enfrentava problemas com a bebida. Quando tinha apenas 12 anos, Maysa o samba-canção Adeus. Aos 18, casou-se com o milionário paulista André Matarazzo, quase 20 anos mais velho. Em 1956, nasceu o seu único filho, Jayme Monjardim Matarazzo, que é diretor de cinema e de telenovelas. Durante os dois anos de seu casamento, Maysa cantava apenas em festas de família, já que seu marido era contra sua carreira. Contudo, ela conheceu o produtor Roberto Corte Real, que a levou para gravar um disco. Nesse LP foi lançada a música “Meu mundo caiu”, um dos seus maiores sucessos como compositora. Separada, Maysa teve vários relacionamentos amorosos depois, entre eles, o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário espanhol Miguel Azanza e o maestro Julio Medaglia. Quando esteve com Azanza, em 1963, morou na Espanha com o filho e só voltou de vez ao Brasil em 1969. A cantora também teve uma intensa carreira internacional, com apresentações em diversos países da América do Sul, Estados Unidos, Europa e Japão. Ela também participou do movimento Bossa Nova. Na década de 70, deu início à carreira de atriz, com participações em O Cafona, Bel-Ami e no espetáculo Woyzeck, de George Büchner. Maysa morreu aos 40 anos, no dia 22 de janeiro de 1977, quando dirigia o seu carro na ponte Rio-Niterói. Familiares dizem que ela não dormia fazia dias por conta de uso de remédios para emagrecer e que isso teria causado o choque fatal contra a mureta central da ponte.

13.Mar.1990

Ertha Pascal se converte na primeira mulher presidente do Haiti

Ertha Pascal Trouillot se converteu em 13 de março de 1990 na primeira mulher em chegar à presidência do Haiti. Foi a primeira juíza e a primeira mulher a trabalhar na Corte Suprema. Tomou as rédeas do país em função do golpe militar que sofreu o então presidente Prosper Avril. Pascal não ocupou por muito tempo o cargo, pois só havia tomado posse para preencher o vazio de poder. Poucos dias antes que Pascal assumisse a presidência, esteve a cargo o General Gérard Abraham, quem seguidamente transferiu, voluntariamente, o governo à presidente da Corte Suprema e juíza Ertha Pascal Trouillot. Ela assumiu o comando da primeira magistratura do Haiti e convocou eleições presidenciais para dezembro do mesmo ano, sendo vencedor o sacerdote Jean Bertrand Aristide.

 

Imagem: Nou Ka Sonjé-Le Général Raoul Cédras, via Wikimedia Commons

25.Feb.1986

Maria Corazón Aquino assume a presidência das Filipinas

Maria Corazón Aquino, conhecida mundialmente como Cory Aquino, foi presidente das Filipinas desde 25 de fevereiro de 1986 até 1992. Foi uma das primeiras mulheres da Ásia em ocupar a máxima representação de seu estado ou governo, junto com Golda Meir e Indira Gandhi. Foi à mulher do popular senador da oposição Benigno Aquino, e quando ele foi assassinado no então Manila International Airport, durante seu regresso do exílio em 21 de agosto de 1983, ela se converteu no centro da oposição ao governo autocrático do Presidente Ferdinand Marcos. Apesar da euforia posterior ao derrocamento do governo de Marcos, Aquino teve que enfrentar o grande desafio de restaurar a nação. Estabeleceu um governo revolucionário sob os termos de uma provisória "Constituição da Liberdade", legalmente estabelecendo a estrutura de um governo pendente de adoção de uma constituição com um rascunho democrático e permanente.

04.Abr.1998

Florencia Romano se transforma na primeira mulher árbitro de futebol do mundo

O dia 4 de abril de 1998 será lembrado como o dia em que o futebol deixou de ser um esporte exclusivo para homens: Florencia Romano foi designada árbitro principal do jogo entre Victoriano Arenas e Muñiz da primeira divisão. Foi assim como Romano abriu as portas a uma grande camada de mulheres que estavam ansiosas por poder mandar nos homens em seu próprio terreno: o futebol, pois sempre existiu a crença de que o futebol é um esporte masculino, que as mulheres odeiam. Entretanto, estas afirmações pouco têm a ver com a atualidade, já que a inclusão do sexo feminino no esporte deixou de ser uma tendência para se transformar em uma realidade, que até o dia de hoje soma uma década.

 

Imagem: S3b4s5 [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons