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AUTOMANÍACOS

SOBRE

Jeff Allen e Perry Barndt são jogadores, e sua aposta são os carros clássicos e exóticos. Eles viajam pelo país à caça de carros para comprar e vender. Não importa se é um Mustang Shelby raro ou um hot rod vintage, a chave é comprar barato e vender caro, algo que nem sempre acontece. Negociar carros é difícil e perigoso, mas talvez nada seja mais difícil do que fazer negócios com o próprio pai.

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IC-R: o capacete mais inteligente de motocicleta já visto

Se você quiser se sentir como Tony Stark em sua armadura de Homem de Ferro enquanto pilota sua motocicleta, o capacete iC-R, da Intelligent Cranium, que ainda será lançado, pode ser uma boa pedida. É o acessório/dispositivo de segurança/que os fãs de duas rodas irão definitivamente querer ter.

Por um preço inicial de cerca de US$ 1.400, não tão mais caro do que um capacete customizado de alta qualidade custaria nos EUA, você pode usar o iC-R. Esse capacete saído diretamente de um filme de ficção científica vem com dispositivos duplos que mostram dados projetados na viseira, câmeras traseiras duplas, alertas de tráfego visuais e acústicos, GPS, viseira cromática eletrônica, painéis solares para recarregar baterias, e até mesmo um radar que alerta sobre a proximidade de outros veículos por meio de luzes LED.

Há outros assim chamados “capacetes inteligentes” que oferecem integração com celular e música por Bluetooth, mas você não achará nenhum outro que tenha isso tudo e mais câmeras traseiras com 210 graus de campo de visão. Além disso, você pode alternar os displays para escolher músicas, obter dados sobre trânsito, clima e até mapas de navegação. O melhor de tudo é que se você tiver alguém na garupa, digamos a sua namorada, você pode olhar para ela também.

Com código de desenvolvimento aberto, aplicativos podem ser criados para fazer coisas ainda melhores no futuro. Quando você colocar o pé na estrada com seus companheiros de viagem, eles ficarão impressionados com o botão que permite escurecer a viseira graças a uma superfície cromática eletrônica. O capacete deve ser lançado em breve, mas você pode apoiar o desenvolvimento contínuo do protótipo visitando a página do iC-R no Indiegogo. Confira o vídeo de apresentação iC-R.

30.Jul.2003

O último Fusca sai de linha

Em 30 de julho de 2003, o último dos 21.529.464 Fuscas da Volkswagen, construídos desde a Segunda Guerra Mundial, é produzido na fábrica da Volkswagen, em Puebla, no México. Uma das três mil unidades da última edição, o veículo azul-bebê foi enviado para um museu em Wolfsburg, na Alemanha, onde a Volkswagen está sediada. 

O carro montado em Puebla nessa data foi o último dos “clássicos” Fuscas (Beetle, no inglês), que não devem ser confundidos com o remodelado New Beetle, que a Volkswagen lançou em 1998 (o New Beetle se assemelha à versão clássica, mas é baseado no Golf). As origens do Fusca remontam a meados dos anos 30, quando o famoso engenheiro automobilístico austríaco Dr. Ferdidand Porsche atendeu a um pedido do líder Adolf Hitler para um carro de passageiros pequeno e acessível, que satisfaria as necessidades de transporte do povo alemão.  Hitler chamou o resultado de KdF (Kraft-durch-Freude) -Wagen (ou “Carro-da-força-através-da-diversão”, em uma tradução aproximada) após um movimento liderado por nazistas que pretendiam ajudar, a qualquer custo, o povo trabalhador alemão. Posteriormente, ele seria conhecido pelo nome que a Porsche preferia: Volkswagen, ou “carro do povo”.

O primeiro KdF-Wagen foi exibido no Berlin Motor Show em 1939, e a imprensa internacional logo o chamaria de “Beetle” (“Besouro”, na tradução) por seu formato arredondado característico. Durante a Segunda Guerra, a fábrica em Kdf-Stadt (cidade que depois virou Wolfsburg) continuou a produzir Fuscas, embora fosse mais dedicada à produção de veículos de guerra. A sua produção foi interrompida sob ameaça de bombardeio aliado em agosto de 1944 e só retornou após a guerra, controlada pelos britânicos. Apesar de as vendas da Volkswagen terem diminuído nos EUA, em comparação com o resto do mundo, em 1960, o Fusca era o carro mais importado na América, graças a uma campanha publicitária simbólica feita pela empresa Doyle Dane Bernbach. Em 1972, o Fusca ultrapassou o recorde de produção mundial de 15 milhões de veículos, estabelecido pelo lendário Model T da Ford entre 1908 e 1927. E ele também se tornou um ícone da cultura mundial, recebendo destaque no filme de sucesso de 1969, “Se o Meu ‘Fusca’ Falasse” (cujo protagonista era um Fusca chamado Herbie) e na capa do disco “Abbey Road” dos Beatles.

Em 1977, no entanto, o Fusca, com o seu motor traseiro e refrigerado, foi banido dos EUA, por não cumprir as normas de seguranças. As vendas mundiais do carro encolheram no final dos anos 70 e, em 1988, o Fusca só era vendido no México. Por causa de uma competição cada vez maior de outros fabricantes de carros compactos e baratos, e uma decisão mexicana de eliminar progressivamente os táxis de duas portas, a Volkswagen decidiu interromper a produção do Fusca em 2003. Aliás, a contagem final das 21.529.464 unidades não inclui os 600 carros originais construídos pelos nazistas antes da Segunda Guerra Mundial.

 


Imagem: Art Konovalov, via Shutterstock.com

 

26.May.1927

Último dia de produção do Modelo T da Ford

Em 26 de maio de 1927, Henry Ford e seu filho Edsel conduziram o Modelo T número 15 milhões, da Ford, para fora de sua fábrica, marcando o famoso último dia de produção deste automóvel.

Mais que qualquer outro veículo, o relativamente acessível e eficiente Modelo T foi responsável por acelerar a inserção do carro na sociedade americana durante o primeiro quarto do século XX. Lançado em outubro de 1908, o Modelo T – também conhecido como “Tin Lizzie” – pesava 500 kg e tinha um motor de 20 cavalos de potência e 4 cilindradas. Rodava de 21 a 34 quilômetros por galão de gasolina e era capaz de andar a 72 km/h. Inicialmente vendido por 850 dólares (em torno de 20 mil dólares hoje), o Modelo T básico e sem adicionais seria vendido posteriormente por 260 dólares (em torno de 6.000 dólares hoje).

Em grande parte devido à sua popularidade incrível, o governo dos EUA fez da construção de novas estradas uma de suas maiores prioridades em 1920. Em 1926, no entanto, o Lizzie tinha se tornado defasado em um mercado em rápida expansão para automóveis baratos. Henry Ford esperava manter sua produção enquanto reequipava suas fábricas para lançar seu substituto, o Modelo A. Mas a falta de demanda o obrigou a cessar a produção do Lizzie. Em 25 de maio de 1927, ele anunciou ao mundo todo que estava descontinuando o Modelo T. Conforme registrado por Douglas Brinkley em “Wheels for the World”, sua biografia de Ford, o lendário construtor de carros elogiou sua criação mais memorável: “Ele era poderoso e resistente. Foi um carro que correu antes de haver boas estradas para correr. Ele quebrou as barreiras de distância em áreas rurais e aproximou as pessoas dessas regiões, deixando a educação ao alcance de todos”.

Depois que a produção terminou oficialmente no dia seguinte, as fábricas da Ford fecharam no início de junho e 600 mil operários foram dispensados. A empresa vendeu menos de 500 mil carros em 1927, menos da metade das vendas da Chevrolet. O fato de o lançamento do Modelo A ter começado em cidades seletas que, no mês de dezembro, recebiam uma grande multidão, mostra a grande habilidade de Ford em criar sensações. Porém, nenhum carro na história teve o impacto – tanto real quanto mitológico – do Modelo T: autores como Ernest Hemingway, E.B. White e John Steinbeck mencionam o Tin Lizzie em seus livros, enquanto o grande cineasta Charlie Chaplin o imortalizou de forma satírica no seu filme de 1928, “O Circo”.

 


Imagem: Harry Shipler [Domínio público], Wikimedia Commons

01.Jun.1934

Fundada a Nissan Motor Company

No dia 1º de junho de 1934, a montadora japonesa Jidosha-Seizo Kabushiki-Kaisha (Fábrica de Automóveis Cia. Ltda., em português), com sede na capital Tóquio, ganha um novo nome: Nissan Motor Company.

A Jidosha-Seizo Kabushiki-Kaisha foi criada em dezembro de 1933. O novo nome da empresa, adotado em junho de 1934, era uma abreviação de Nippon Sangyo, um “zaibatsu” (ou empresa holding) que pertencia ao fundador da Tobata, Yoshike Aikawa. A Nissan produziu seu primeiro Datsun (um veículo de passageiros pequeno e quadrado, derivado do Dat Car e projetado pelo pioneiro automotivo Masujiro Hashimoto, o qual foi montado pela primeira vez em 1914) na sua fábrica em Yokohama, em abril de 1935. A empresa começou a exportar carros para a Austrália naquele mesmo ano. Começando em 1938 e durando toda a Segunda Guerra Mundial, a Nissan passou radicalmente da produção de pequenos carros de passeio para caminhões e veículos militares. No entanto, em 1945, no final da Segunda Guerra, as forças aliadas que ocuparam o território japonês confiscaram grande parte das operações da Nissan e só lhe devolveram o controle absoluto das mesmas uma década depois.

Em 1960, a Nissan se tornou a primeira empresa automotiva a ganhar o Prêmio Deming por excelência em engenharia. Os novos modelos Datsun, como o Bluebird (1959), o Cedric (1960) e o Sunny (1966) ajudaram a impulsionar as suas vendas no Japão e no exterior, e a empresa teve um crescimento fenomenal ao longo da década de 60.

As crises energéticas da década seguinte proporcionaram um aumento das exportações de carros japoneses eficientes e acessíveis: a terceira geração do Sunny teve a maior pontuação em testes de economia de combustível da Agência de Proteção Ambiental dos EUA em 1973. O sucesso no mercado norte-americano e em outros permitiu que a Nissan expandisse suas operações estrangeiras, que atualmente incluem fábricas de produção e montagem em 17 países. Hoje, a Nissan é a terceira maior empresa automotiva do Japão, atrás apenas da Toyota e da Honda. Depois de enfrentar dificuldades nos anos 90, a empresa mudou de rumo, fazendo uma aliança com a montadora francesa Renault, renovando sua linha de carros luxuosos Infiniti; e lançando a picape Titan assim como versões remodeladas do carro esportivo Z e do sedã de médio porte Altima.

 


Imagem: TTTNIS [Domínio público], Wikimedia Commons

30.May.1911

É realizada a primeira prova de 500 Milhas de Indianápolis

Em 30 de maio de 1911, Ray Harroun dirige seu monoposto Marmon Wasp para a vitória na prova inaugural de 500 Milhas de Indianápolis, atualmente uma das competições automobilísticas mais famosas do mundo.

O vendedor de carros de Indiana Carl Fisher propôs, em 1906, a construção de uma pista de testes para carros, com o objetivo de solucionar a impossibilidade dos fabricantes de automóveis de testar as velocidades máximas potenciais de seus veículos, dado o estado precário das via publicas. O resultado foi o Indianapolis Motor Speedway, construído sobre 132 hectares de terras agrícolas a 8 km noroeste do centro de Indianápolis. A ideia era fazer corridas ocasionais na pista, que fomentariam a competição entre os fabricantes, mostrando os potenciais de cada carro e atraindo o público para checar os novos modelos. Em 1911, Fisher e seus parceiros decidiram focar em uma única longa corrida por ano, ao contrário dos inúmeros eventos curtos, a fim de atrair mais publicidade. O prêmio para a corrida extenuante de 500 milhas seria o maior em uma competição automobilística.

Em 30 de maio de 1911, 40 carros se enfileiraram na linha da largada para a primeira Indy 500. Um acidente com muitos veículos ocorreu na décima terceira volta, e o caos que se seguiu suspendeu temporariamente a pontuação, trazendo controvérsia para o resultado final, quando o vice-campeão Ralph Mulford reclamou o posto de vencedor. Foi Ray Harroun, no entanto, quem levou para casa o prêmio de U$14.250, marcando uma velocidade média de 120 km/h e um tempo total de 6 horas e 42 minutos. O Wasp foi o primeiro carro com um espelho retrovisor, o qual Harroun havia instalado de modo a compensar o fato de não ter um mecânico sentado ao seu lado para lhe avisar sobre os outros carros que estavam passando.

Embora impressionante para a época, a velocidade de Harroun em 1911 o teria feito terminar a Indy 500 de 1922 em décimo. Praticamente uma década depois, todos os carros que participaram da corrida eram menores, mais leves, mais eficientes e muito mais caros que carros de consumo. Os melhores carros eram equipados com freios hidráulicos de quatro trações e motores em linha V.8, com 3.0 litros e feitos de alumínio. Em meados dos anos 20, a Indy 500 se tornou o que é hoje – um evento de alto custo para os carros mais caros do mundo.

 


Imagem: Bain News Service [Domínio público], via Wikimedia Commons

Os bons e velhos tempos do Opala estão de volta!

Não dá para negar que o Opala ainda arranca suspiros dos seus colecionadores e admiradores mesmo 23 anos após o encerramento da sua produção no Brasil. O modelo foi o primeiro fabricado pela Chevrolet no país – a partir de 1968 – e tornou-se um clássico da nossa cultura automobilística, consagrado por seu estilo, potência e conforto. Agora, todos os encantos desta máquina voltarão direto do passado para honrar os velhos e bons tempos! Teremos uma corrida no Brasil completamente dedicada ao Opalão. Estamos falando da Old Stock, que também pretende resgatar o espírito de antigamente da categoria!

Poderão participar da disputa os Opalas cupê produzidos entre 1975 e 1979 – qualquer original da época poderá participar. A ideia, inicialmente, é fazer um campeonato com seis corridas para manter um baixo custo do campeonato. Quatro etapas serão em São Paulo e ainda falta confirmar as outras duas.

Na Old Stock, os Opalas passarão por uma modernização em itens como freios e cintos, instalação de gaiolas, dianteira e traseira de fibra de vidro, além da adoção de ignição digital. A expectativa é que o custo de cada carro fique em torno de R$ 50 mil e o valor por corrida seja de R$ 5 mil. O anúncio da categoria ocorreu no último mês, durante a Velocult, pelo piloto e idealizador Paulo Gomes. As datas ainda não foram divulgadas.

A Stock Car surgiu em 1977 com apoio da General Motors. Sua temporada inaugural foi em 1979 com a primeira corrida disputada no autódromo de Tarumã (RS).

Se você é amante da velocidade como o HISTORY, aperte os cintos e embarque na nossa nova websérie, NA CORRIDA, onde acompanheremos o piloto Marco Cozzi em seu caminho rumo ao título do campetonato. O primeiro episódios você confere abaixo.

 

 

Fontes:

Old Stock Race

Flat Out

Crédito da imagem: Prefeitura Municipal Itanhaém, Brasil; foto cortada, placa apagada e níveis ajustados por Mr.choppers, que enviou a foto (Exposição_carros_antigos_Itanhaém (90)) [CC BY 2.0], via Wikimedia Commons

Conheça o HISTORY CAR!

Esté é o super carro da EQUIPE HISTORY. Com ele Marco Cozzi participa de todas as corridas do Campeonato Brasileiro de Turismo e, claro, sempre está na frente.

Confira algumas imagens do super HISTORY CAR em ação.

 


FOTOS: André Santos

Por trás das corridas! Veja como os super carros são preparados!

Acompanhamos Cozzi e sua equipe durante a construção e preparo de seu carro para mais uma etapa do Campeonato Brasileiro de Turismo. Confira todas as imagens de seu super carro e veja como funcionam as coisas nos boxes.

RELÍQUIAS INESTIMÁVEIS DE MIKE E FRANK - Volkswagen Kombi

Esse clássico é um ícone da geração de Mike e Frank. Um verdadeiro tesouro representativo da década de 1960. Descubra tudo sobre o símbolo das “Flower Power Vans”