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Texto de 3 mil anos confirma a existência dos míticos “povos do mar”

Temidos marinheiros navegaram pelo Mediterrâneo 1.200 anos antes de Cristo. 

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Há mais de 3 mil anos, na Anatólia (atual território da Turquia), existiu Mira, uma das várias cidades que formavam o reino de Arzawa, uma confederação de reinados cujas origens remontam ao ano 1.430 a.C..

Recentemente, especialistas conseguiram decifrar uma lousa de pedra muito antiga, que contém descrições sobre o que muitos historiadores consideravam uma narrativa mitológica: a história dos “povos do mar”.

povos do mar

Decifrar esse texto foi possível graças ao empenho dos pesquisadores, que tiveram que entender e interpretar o luvita, ou lúvia, uma língua morta que era falada na região ocidental da península anatoliana.

A inscrição narra a ascensão do rei Kupanta-Kurunta ao trono de Mira, depois da morte de seu pai, o rei Mashuittas. Nela, é enfatizado o controle que ele exerceu sobre Troia e a conquista de uma cidade localizada no atual território de Israel.

Os chamados “povos do mar” representam uma misteriosa confederação de marinheiros, que atacaram o Antigo Império do Egito, entre outras regiões do Mediterrâneo Oriental, no final da Idade do Bronze, entre os anos 1.200 e 900 a.C..


Fonte e imagens: Infobae

O que há de verdade por trás do mito do Minotauro?

Conheça a história mítica do jovem que adentrou os labirintos e matou o minotauro - mas voltou para casa sem prestar atenção a um detalhe importante. Assista ao vídeo e saiba mais: 

Conheça o Deus que inspirou a criação de Gandalf

Wainamoinen possui até as mesmas características físicas do mago de Senhor dos Anéis. 

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Da mitologia finlandesa, passando pelas tradições populares da Estônia até grande parte da Europa Setentrional, Wainamoinen representa o poderoso deus da magia, que domina não só o oculto, mas também a poesia.

Filho de Ilmatar e neto do deus do céu e do mar, Wainamoinen foi concebido no fundo marinho, de onde emergiu para propagar sua magia na terra. A tradição mitológica o descreve como um homem ancião e infinitamente sábio, de voz poderosa e com uma enorme barba branca.

O dom de sua sabedoria coloca ordem no caos da existência e é uma referência de moral para os seres humanos, que devem segui-lo. Sua voz, por meio do canto, conduz sua magia e constitui seu poder, embora ele não hesite em pegar a espada se considerar necessário. As semelhanças entre Wainamoinen e Gandalf são evidentes.

E não se trata de pura casualidade: o próprio Tolkien reconheceu a influência inegável da tradição mitológica finlandesa sobre sua obra. Toda a ação do Kalevala gira em torno de um objeto mágico, parecido com um anel e chamado Sampo, que dá poder àquele que o possuir e pelo qual as forças do bem e do mal lutam incessantemente.


Fonte e imagens: Super Curioso

Thor pode ter existido de fato?

Veja o que está por trás da lenda do maior guerreiro germânico da história.

Xochiquetzal, a deusa guardiã das prostitutas

Defensora da liberdade sexual das mulheres, é representada como uma figura jovem e forte! 

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Na mitologia asteca, existe uma deusa padroeira da sexualidade feminina e protetora das prostitutas. De acordo com a lenda, Xochiquetzal, amante do deus da chuva, foi cruelmente violentada por Tezcatlipoca, o deus negro. Por isso, ela decidiu usar seu poder para cuidar das jovens que exerciam livremente sua sexualidade.

Retratada como uma mulher jovem e forte, adornada com flores e penas, Xochiquetzal é guardiã do prazer e da fertilidade.

Outras correntes a representam como a encarnação da tentação sexual, uma jovem que desvia os homens da virtude com sua voluptuosidade e predisposição ao prazer sem compromissos.

Os rituais em sua homenagem incluíam banhos coletivos, nos quais as mulheres ingeriam rãs e cobras vivas para recuperar sua potência sexual. Atualmente, ela é invocada para pedir beleza, força e prazer. As trabalhadoras sexuais também solicitam sua proteção, já que ela é uma defensora da liberdade sexual.

No México, existe até uma casa de repouso para trabalhadoras sexuais que leva seu nome.


Fonte: Arqueologia Mexicana

Imagem: Shutterstock

Novos testes comprovam a origem “divina” dos chineses

Um estudo indicou que 40% da população da China descende de apenas três "superpais" genéticos, o que comprovaria uma teoria mítica da conexão hereditária de seu povo com os antigos imperadores Yan, Huangdi e Chi You. 

Muito antes dos estudos genéticos atuais, na China, a hereditariedade era marcada há milhares de anos pelo sobrenome paterno. Esse sistema utilizado pela maior parte das sociedades do mundo nasceu na China há mais de 5 mil anos. Nesse país, há uma teoria que estabelece a origem de praticamente todos os sobrenomes em apenas oito grandes clãs da Antiguidade, descendentes, por sua vez, dos imperadores Yan e Huangdi. 

Cientistas da Universidade do Centro Sul da China realizaram um estudo genético em 2.415 pessoas do grupo étnico Han, que corresponde a mais de 92% da população atual do país. Desse modo, conseguiram encontrar três traços no cromossomo Y, chamados O3a1c, O3a2c1 e O3a2c1a.

Isso permitiu saber que, aproximadamente, 520 milhões de pessoas, ou seja, 40% da população chinesa deriva de três "superpais" genéticos, oriundos do Neolítico. Além disso, foi possível determinar uma conexão hereditária com os imperadores Yan, Huangdi e Chi You, embora o último tenha pouca descendência, já que seus sucessores foram exilados quando ele perdeu a guerra contra Huangdi, que teria reinado entre 2.697 a.C. e 2.597 a.C.

Os irmãos Yan e Huangdi são parte da história chinesa mais mítica. Ao primeiro, conhecido também com o nome de Shennong (“Divino Agricultor”), é atribuído o desenvolvimento da agricultura, a invenção do arado e profundos estudos botânicos. Ao segundo, conhecido como “O Imperador Amarelo”, são imputadas as origens da medicina tradicional chinesa e a aritmética, além de ser referido com um juiz imortal, deus da montanha e centro da Terra.

Foto destaque: Representação de Shennong, o “Divino Agricultor”.

 


Fonte: RT Actualidad

Imagem: Li Ung Bing [Domínio Público], via Wikimedia Commons

Nova Deusa é descoberta na Itália

Arqueólogos acreditam ter descoberto uma deusa até então desconhecida em inscrições de um templo etrusco de 2.500 anos em Poggio Cola, na Itália.

Segundo os pesquisadores, as inscrições traduzidas recentemente fazem referência a uma divindade chamada Uni, que os cientistas acreditam ser uma das mais importantes da mitologia etrusca e a responsável pela fertilidade.

A menção foi encontrada em uma pedra de 225 quilos e é parte de um texto sagrado, que segundo os arqueólogos, é possivelmente um dos mais antigos da cultura etrusca. O líder das pesquisas, Gregory Warren, descreveu  a peça "como uma das descobertas etruscas mais importantes da últimas décadas".

Com 120 caracteres diferentes, a inscrição ajudou os pesquisadores a aprenderem um pouco mais sobre a língua e a gramática etrusca. Além dos escritos, também já foram encontrados no santuário de Poggio Colla, localizado perto de Florença, artefatos como um fragmento de cerâmica que retratava a mais antiga cena de nascimento na Europa, o que reforça a ideia dos cientistas de que Uni era a deusa da fertilidade.

Os etruscos ocuparam o norte da Itália entre 400 e 800 a.C. e fundaram cidades importantes, que mais tarde tornaram-se grandes centros do Império Romano. Mas, por conta de poucas descobertas e da dificuldade de acesso à escrita etrusca, pouco se sabe sobre o estilo de vida e as crenças deste povo.

 


 

Fonte: IFL Science

Imagem: Mugello Valley Project 

 

Como Os Cavaleiros do Zodiaco nos ensinaram mitologia

A série, baseada em um mangá japonês, completará três décadas, em outubro.  E com ela toda uma geração aprendeu quem foi Atena, Pégaso, Poseidon...

Em 1 de setembro de 1994, a extinta TV Manchete via sua audiência subir com o lançamento da badalada série japonesa “Os Cavaleiros do Zodíaco”, ou CDZ para os íntimos.  No Japão, a série foi ao ar pela primeira vez em 11 de outubro de 1986.

Baseada nos mangás japoneses, a animação fez a cabeça de crianças e adultos. Além disso, deu lições sobre mitologia. No CDZ, criação de Masami Kurumada, deuses e animais mitológicos usam seres humanos para alcançar seus objetivos. 

Assim, Atena, Hades, Poseidon e cia usam seus poderes para fortalecer os seres humanos que os defendem. Os defensores de Atena, os bonzinhos da história, são órfãos, que, após receberem um árduo treinamento, lutam contra as demais forças e suas encarnações que desejam dominar o mundo. 


Pégaso

Pégaso, ou Seiya, é o protagonista. O órfão representa o cavalo alado da mitologia, símbolo da imortalidade. É o rapaz quem vai até o Santuário na Grécia para obter uma armadura de bronze usada pelos 88 guerreiros de Atena, os tais Cavaleiros.

No início, revoltado da vida pelo fato de ter se separado da irmã, ele resiste ao seu destino como Cavaleiro e se recusa a participar das competições como um cavalo indomado. Com o tempo, ele passa a aceitar melhor sua sina.


Atena

Na mitologia, Atena é a filha predileta de Zeus, deusa da sabedoria, das artes, da justiça e da habilidade; era também profética e queria defender o Olimpo. Não se dava muito bem com seu meio-irmão Ares, o deus da guerra.

Na série, Atena é enviada à Terra a cada 200 anos para colocar a humanidade nos eixos.  No tempo dos CDZ, a jovem Saori Kido descobre ser a encarnação da deusa Atena durante um torneio.

Hades é o inimigo eterno de Atena na série e também encarna em humanos de tempos em tempos. No momento da história, encarna no órfão Shun, que resiste bravamente a esse destino por causa de sua determinação em defender Atena. Na mitologia, Hades era o deus grego que governava o mundo subterrâneo, ou Inferno. Era tido como o senhor da morte e julgava as almas das pessoas para decidir se mereciam recompensas ou castigos. 


Fênix

Se na mitologia Fênix é um pássaro que tem a habilidade de renascer das próprias cinzas, em CDZ o  personagem Ikki possui uma armadura indestrutível, capaz de ser reconstruída mesmo quando transformada em poeira. Além disso, o personagem também passa por uma transformação que se encaixa bem na metáfora do renascimento: no início, era egoísta e mesquinho, mas com o desenrolar dos acontecimentos, aprende a lição e se torna uma pessoa melhor. 


Shiriyu

Encarnar o Dragão - figura presente em mitologias do mundo inteiro como símbolo de força e sabedoria - cabe a Shiriyu, que conserva a maturidade e sabedoria que a figura mitológica representa. Por isso, ele é considerado o cérebro do grupo.

Andrômeda era filha dos reis do Reino Fenício da Etiópia. Por causa de uma maldição de Poseidon, seu pai foi obrigado a oferecê-la como sacrifício para que um monstro marinho não destruísse o reino. Ela foi acorrentada em um rochedo e, não fosse a ajuda de Perseu, que a libertou, ela teria virado comida de peixe.

Na série, é encarnada pelo jovem Shun, que odeia violência e prefere apanhar a abater seus adversários, além de só usar seus poderes quando necessário. Mas é seu irmão mais velho, Ikki, quem faz o maior sacrifício: prevendo a fragilidade do irmão, o Cavaleiro de Fênix se oferece para ir para a Ilha da Rainha da Morte no lugar de Shun. 


Cavaleiro de Cisne

Outro animal que possui simbolismo em diversas culturas, o cisne representa a elegância, a nobreza e a coragem. Na série, o Cavaleiro de Cisne se chama Hyoga. Ele mergulha diversas vezes num mar congelado, na tentativa de ver sua mãe, que morreu no naufrágio de um navio. Ele treina incansavelmente para alcançar seu objetivo.

 


 

Fonte: Monografia A mitologia grega no mangá Saint Seiya - Cavaleiros do Zodíaco

Imagem: enchanted_fairy/Shutterstock.com

Conheça o "martelo de Thor", o acelerador que reproduz as condições existentes no núcleo da Terra

O nome Thor, o temido deus do trovão da mitologia nórdica, foi escolhido pelos cientistas do Sandia National Laboratories, nos EUA, para batizar sua última criação: um acelerador preparado para estudar materiais em condições extremas e que reproduz a pressão existente no núcleo da Terra, algo equivalente a 1 milhão de atmosferas.

 

[VEJA TAMBÉM: Sol pode produzir superlabareda capaz de destruir a Terra, afirmam cientistas]

 

Uma das principais vantagens do chamado "martelo" de Thor sobre seus antecessores (como, por exemplo, a Máquina Z, dos mesmos criadores) é que ele é muito menor, já que ocupa somente 600 m². Graças ao seu campo magnético, parecido com o do centro da Terra, Thor permitirá analisar a resistência e os efeitos desse tipo de pressão sobre diversos materiais. 

Outra das vantagens que garantirão a eficácia desse novo acelerador é que sua tecnologia moderna evitará qualquer tipo de perda de energia e utilizará centenas de novos e pequenos capacitores. Desse modo, após 20 anos de atividade, a Máquina Z será substituída por Thor, que, embora não seja mais potente, é muito mais prático e preciso.


Fonte: Gizmodo
Imagem: Randy Montoya (Sandía Labs)