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Solucionado o mistério matemático da antiga tabela babilônica

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Uma equipe de cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, solucionou recentemente o mistério matemático inscrito em uma tabela milenar pertencente à cultura babilônica, que intriga matemáticos do mundo inteiro há mais de um século.

 

Tabela Babilônica

A tabela de argila, conhecida pelo nome de Plimpton 322, foi descoberta pelo antropólogo Edgar Banks no início do século XX. Desde então, vários especialistas tentaram decifrar o significado das misteriosas séries de números ordenados em quinze filas e quatro colunas.

Os pesquisadores concluíram que as inscrições explicam as diferentes formas de triângulos de ângulo reto, utilizando um novo tipo de trigonometria, com base em relações de ângulos e círculos. A ferramenta pode ter sido de grande utilidade para a topografia de campos e para realizar os cálculos arquitetônicos necessários para construir palácios, templos ou pirâmides.

Daniel Mansfield, um dos responsáveis pela descoberta, acredita que a tabela “é um exemplo de como o mundo antigo pode nos ensinar algo novo”.


Fonte: ABC

Imagens: UNSW/Andrew Kelly

Revelado o mistério por trás dos números 3, 6 e 9 de Tesla

Tesla era obcecado com os números 3, 6 e 9, mas não por um capricho seu.


Todos sabem que o genial cientista era conhecido por suas excentricidades: ficava em quartos de hotel cujos números fossem divisíveis por 3, limpava pratos com 18 guardanapos e dava 3 voltas em torno de uma quadra antes de entrar em um edifício. 

 Ele compreendia um fato fundamental, desconhecido por muitos, que é o da linguagem universal das matemáticas – uma ciência descoberta pelo homem, mas não inventada por ele. Tesla levava em consideração os padrões numéricos que ocorrem no Universo, como nas formações estelares, no desenvolvimento das células embrionárias e em muitos outros, que alguns chamam de “O Plano de Deus”. De fato, uma de suas frases mais famosas diz que “se você soubesse a grandeza dos números 3, 6 e 9, teria a chave para o Universo”.


Acredita-se que natureza parece responder a um sistema fundamental: “As Potências do Sistema Binário”, no qual o padrão começa a partir do 1 e continua com a duplicação dos números. Assim, são desenvolvidos células e embriões, por exemplo, seguindo este padrão: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, etc.

O cientista Marko Rodin descobriu que, no modelo chamado Vortex Math, há um padrão que se repete: 1, 2, 4, 8, 7, 5, 1, 2, 4, 8, 7, 5, 1, 2, 4, e assim até o infinito. Nele, os números 3, 6 e 9 não existem e, segundo Rodin, isso ocorre porque esses números representam um vetor da terceira à quarta dimensão, chamado “campo de fluxo”. Esse campo é uma energia dimensional superior, com influência sobre o circuito energético dos outros seis números. Indo mais longe ainda, Randy Powell, um estudante de Marko Rodin, afirma que essa é a chave secreta para a energia livre, o que Tesla pesquisou até os últimos dias de vida.




Fonte e imagens: Codigo Oculto

René Descartes

René Descartes é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da história do pensamento ocidental e uma das figuras-chave na Revolução Científica. Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, deve início o racionalismo da Idade Moderna. A famosa frase “Penso, logo existo" ou ainda "Eu duvido, logo penso, logo existo" é uma conclusão do seu pensamento, alcançada após duvidar da sua própria existência, mas comprovada ao ver que pode pensar e, desta forma, como sujeito e ser pensante, existe indubitavelmente. A ele é atribuída a fundação da filosofia moderna e ele é também chamado "pai da matemática moderna". Descartes se notabilizou por seus conhecimentos matemáticos, por sugerir a fusão da álgebra com a geometria, fato que gerou a geometria analítica, e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome.

Penso, logo existo.

René Descartes nasceu em La Haye en Touraine (atualmente chamada de Descartes), na França, em 31 de março de 1596, e morreu no dia 11 de fevereiro de 1650, em Estocolmo, na Suécia, aos 53 anos. Sua mãe, Jeanne Brochard, morreu quando ele tinha um ano. Seu pai era Joachim Descartes, advogado e juiz, proprietário de terras, com o título de escudeiro, primeiro grau de nobreza.

Com oito anos, Descartes ingressou no prestigiado colégio jesuíta Royal Henry-Le-Grand, em La Flèche, onde ficou por cerca de nove anos (1606-1615). Depois, formou-se em direito, em 1616, pela Universidade de Poitiers, mas nunca exerceu a profissão.

 

Muitas viagens

É melhor ter os olhos fechados, sem jamais tentar abri-los, do que viver sem filosofar.

Nos anos seguintes, viajou bastante. Em 1618 foi para a Holanda, onde se alistou no exército do príncipe Maurício de Nassau. No ano seguinte, quando estava na Alemanha, teve um sonho sobre um novo sistema matemático e científico. De acordo com a tradição, isso teria ocorrido no dia 10 de novembro. Ainda em 1619, viajou para a Dinamarca e a Polônia. Em 1622, retornou à França e, seis depois, em 1628, resolveu fixar residência nos Países Baixos, onde ficou até 1649.

Não basta termos um bom espírito. O mais importante é aplicá-lo bem.

Neste meio tempo, em 1637, publicou três pequenos tratados científicos: A Dióptrica, Os Meteoros e A Geometria. O prefácio dessas obras serviu para uma de suas obras mais conhecidas, Discurso Sobre o Método. Em 1641, surge sua obra filosófica e metafísica mais imponente: as "Meditações Sobre a Filosofia Primeira". Influente também no meio aristocrático, Descartes, em 1647, foi premiado pelo rei da França com uma pensão e começa a trabalhar na "Descrição do Corpo Humano".

 

Morte por pneumonia

Cada problema que resolvi tornou-se uma regra que, depois, serviu para resolver outros problemas.

Sua morte, aos 53 anos, no dia 11 de fevereiro de 1650, aconteceu por causa de uma pneumonia, em Estocolmo, depois de dez dias doente. Como era católico num país protestante, ele foi enterrado num cemitério de crianças não batizadas, na Adolf Fredrikskyrkan, em Estocolmo. Em 1667, seus restos mortais foram para a França e enterrados na Abadia de Sainte-Geneviève de Paris.  No mesmo ano, a Igreja Católica colocou os seus livros na lista proibida.Desde 1819, seu túmulo está na Igreja de Saint-Germain-des-Prés, em Paris.

 

Suas obras    

Regras para a direção do espírito (1628)

O Mundo ou Tratado da Luz (1632-1633)

Discurso sobre o método (1637)

Geometria (1637)

Meditações Metafísicas (1641)

As Paixões da Alma (1649)

 

Matemático encontra o primeiro zero da história na Ásia

O zero é um número enigmático e de efeitos filosóficos e matemáticos ilimitados. Mas... Quando foi a primeira vez que um homem escreveu um 0? Em que parte do mundo, em que cultura começou a história do número que não representa quantidade alguma?

O matemático israelense Amir Aczel é fascinado por essas perguntas há muito tempo e não descansou até encontrar uma resposta. Uma vez que os romanos e os egípcios não utilizavam esse algarismo, acreditava-se que o primeiro zero da história era um círculo desenhado no templo indígena de Gwalior, na Índia, do século IX. E foi o hindu Brahamagupta, que viveu entre 598 e 668 d.C., quem introduziu o número zero como definição de uma quantidade nula.

Em 1931, o pesquisador francês George Coedes identificou, no Camboja, um relevo como K-127, uma espécie de “nota fiscal” na qual ele leu o número 605, cifra que conta com um zero e determina o ano em que o achado foi escrito, dois séculos antes do templo de Gwalior e contemporâneo de Brahamagupta. Por isso, ele deduziu que era um dos primeiros zeros escritos pelo homem.

Amir Aczel passou anos em busca do do K-127. Ele esteve a ponto de desistir, após gastar suas próprias economias em viagens para Londres, Nova Déli e o Camboja, até receber uma bolsa do Ministério Cambojano de Cultura e ser encaminhado aos locais de restauração e ao depósito de objetos do complexo de Angkor Wat, onde, há alguns meses, ele encontrou a pedra catalogada com o famoso K-127. A pedra possui 1m x 1,5m de tamanho e ainda conserva a inscrição de forma clara. Agora, Aczel está tentando fazer que esse zero, o mais antigo já escrito pelo homem, seja custodiado e exposto no museu de Camboja.

Fonte e imagens: Terrae Antiqvae 

17.Jul.1912

Morre Henri Poincaré Jules

Henri Poincaré nasceu em 29 de Abril de 1854 e faleceu em 17 de Julho de 1912. Foi um famoso matemático, cientista teórico e filósofo da ciência. Com frequência foi descrito como o último "universalista" capaz de entender e contribuir em todos os âmbitos da disciplina matemática. Em 1894 descobriu o grupo fundamental de um espaço topológico. No campo da mecânica elaborou diversos trabalhos sobre as teorias da luz e as ondas eletromagnéticas, desenvolvendo, junto ao físico Albert Einstein, a Teoria da Relatividade restringida (também conhecida como Relatividade especial). Foi o primeiro a considerar a possibilidade de caos num sistema determinista, em seu trabalho sobre órbitas planetárias. Este trabalho teve pouco interesse até que em 1963 teve início o estudo moderno da dinâmica caótica, quando se atingiu um rotundo sucesso no âmbito da física.

 


Imagem via Wikimedia Commons

21.Aug.1789

Nasce Augustin Louis Cauchy, o pai da análise matemática

Augustin Louis Cauchy nasceu em 21 de agosto de 1789 e faleceu no ano de 1857. Foi um matemático francês, considerado um dos impulsores da análise no século XIX. Nasceu em Paris e estudou na Escola Politécnica desta cidade. Foi professor simultaneamente no Colégio da França, na Escola Politécnica e na Universidade de Paris. Em 1848 foi nomeado professor de astronomia matemática dessa universidade. Cauchy verificou a existência de funções elípticas recorrentes, deu o primeiro impulso para a teoria geral de funções e ficou a base para o tratamento moderno da convergência de séries infinitas. Também aperfeiçoou o método de integração das equações diferenciais de primeiro grau. No campo da física, interessou-se pela propagação da luz e da teoria da elasticidade.

 


Imagem: Gregoire et Deneux [Domínio público], via Wikimedia Commons