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Vida dupla: conheça os escritores espiões

Muitos autores reconhecidos do século XX usaram a vida dupla como espiões para inspirar romances que apaixonaram milhões de leitores pelo mundo. Será que dentro de todo espião há um escritor em potencial ou o perfil do escritor, indecifrável e inventor de enigmas, é perfeito para esconder um espião?

O exemplo maior disso é o do escritor e jornalista britânico Ian Fleming. Assim como seu personagem popular James Bond, o agente 007, esse autor esteve ligado intimamente aos serviços secretos britânicos. Na verdade, ele foi contratado por John Godfrey, um membro importante do departamento de inteligência naval, um pouco antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, Graham Greene, autor de “Nosso Homem em Havana” e “O Poder e a Glória”, também teve sua experiência como agente do MI6; uma experiência, a julgar por suas próprias palavras, bastante satisfatória (ele se referia ao serviço de inteligência como “a melhor agência de viagens do mundo”).

Outro escritor-espião foi Somerset Maugham, um dos autores mais populares e mais bem pagos de sua época. Enquanto trabalhava para o serviço secreto, ele chegou a se reunir com o primeiro-ministro russo Aleksandr Kerenski, fingindo ser um correspondente americano. Maugham foi obrigado a se livrar de muitos de seus escritos por causa dos detalhes e da precisão presentes em suas histórias de espionagem. E por fim, há Frederick Forsyth, um escritor de 76 anos que está causando uma grande expectativa em torno do lançamento de sua autobiografia, na qual se espera que ele vá confessar suas atividades como ex-agente do MI6.

O motivo dessa coincidência de profissões permanece, até hoje, um mistério, embora continue a gerar uma grande quantidade de boas histórias.


Fonte: ABC

Imagem: lassedesignen/Shutterstock.com

 

 

 

 

Ian Fleming

Ian Fleming nasceu em 28 de maio de 1908 em Londres, Inglaterra. Ele realizava serviços financeiros antes de escrever seu romance de 1953, “Cassino Royale”, com o espião James Bond. Os livros foram um sucesso, e Bond se tornou o protagonista de uma série de filmes blockbuster, que continua no século XXI. Fleming escreveu, ainda, o livro infantil popular “Chitty Chitty Bang Bang”, que também se tornou um filme.

Ian Fleming, o criador dos famosos romances do espião James Bond, nasceu em Londres, Inglaterra, em 28 de maio de 1908. Ele era um de quatro filhos de uma família influente. Seu pai, Valentine, servia ao Parlamento antes de lutar na Primeira Guerra. Fleming tinha apenas 9 anos quando seu pai morreu em combate.

 

Espionagem

O cheiro, fumaça e suor de um cassino estão nauseante às três da manhã.
(Cassino Royale)

Fleming frequentou o Elton College, uma das melhores escolas da Inglaterra. Depois, estudou na Sandhurst, academia militar de elite. Após um trabalho na agência de notícias Reuters, ele começou a atuar no mercado de finanças. Acontecimentos mundanos, no entanto, iriam desviar o curso de sua carreira.

Durante a guerra, Fleming aprendeu sobre espionagem. Ele trabalhou para a Inteligência Naval Britânica. Servindo de assistente para o diretor da Inteligência, o almirante John Godfrey, Fleming foi cúmplice de muitos esforços da Grã-Bretanha para ganhar a guerra. Ele viajou muito na época, inclusive aos Estados Unidos, para coordenar ações de inteligência. Ele também foi para a Jamaica em uma conferência, e a ilha deixou uma grande impressão em Fleming.

Dizem que os trabalhos de Fleming na Inteligência formaram e informaram seus romances sobre James Bond. Acredita-se que o personagem de “M”, o chefe de Bond, é inspirado no almirante Godfrey. No entanto, nunca se saberá o quanto isso é verdade, já que Fleming jurou sigilo ao governo britânico.

 

Carros, mulheres, intrigas

Uma vez é acaso. Duas vezes é coincidência. Três vezes, é ação inimiga.
(Goldfinger)

O primeiro romance de Fleming, “Cassino Royale”, foi publicado em 1953. O livro havia sido escrito no ano anterior, enquanto ele estava de férias em casa. Fleming também se casou nessa época com Anne Rothermere. Ele escreveria “Chitty Chitty Bang Bang”, uma história de um carro mágico, para entreter seu único filho, Caspar.

Enquanto o primeiro romance de Bond não teve muito impacto, suas histórias sobre um superespião com licença para matar logo entraram em voga. “Viva e Deixe Morrer” foi lançado em 1954, seguido de “O Foguete da Morte” e “Os Diamantes são Eternos”.  Esses contos de carros em alta velocidade, lindas mulheres e intrigas mortais conquistaram muitos fãs, inclusive o presidente norte-americano John F. Kennedy e o príncipe Philip da Inglaterra.

 

James Bond nas telas

Durante a sua carreira de escritor, Fleming produziu 12 romances sobre Bond e muitas histórias mais curtas com o superespião. Ele viu seu famoso personagem tomar vida nas telas em 1962, com o filme “O Satânico Dr. No”, com Sean Connery como James Bond. Com o auxílio do produtor Cubby Broccoli, a criação de Fleming se tornou o personagem central de uma das maiores franquias da história do cinema.

 

Morte do autor, vida longa a James Bond

Você só vive duas vezes. Uma vez, quando você nasceu e, uma vez, quando você olha a morte de frente.
(A Morte no Japão)

Enquanto o público lotava os cinemas para assistir aos filmes de James Bond, seu criador estava enfrentando problemas de saúde. Ele teve seu primeiro ataque do coração severo em 1962, e parece nunca ter se recuperado completamente. Fleming morreu em 12 de agosto de 1964, em Canterbury, Inglaterra, de um ataque do coração, dessa vez, fatal.

Fleming se foi, mas James Bond permanece uma parte vital da cultura popular. Depois de Sean Connery, muitos outros atores, como Roger Moore, Pierce Brosnan e Timothy Dalton, fizeram o papel de Bond. Daniel Craig fez James Bond no filme mais recente da série, “007 - Operação Skyfall”, e mais filmes estão sendo produzidos. Parece que o público tem um insaciável desejo de imergir-se no mundo de Bond, com armas, garotas e equipamentos de espionagem.

 


Imagem: Paul Baack [CC BY 2.0], Flickr

08.May.1963

Sean Connery estrela seu primeiro 007, O Satânico Dr. No

Em 8 de maio de 1963, com o lançamento de O Satânico Dr. No, os espectadores puderam conferir o superespião James Bond (codinome: 007), personagem imortal criado por Ian Fleming na sua famosa série de livros e interpretado pelo ainda relativamente desconhecido ator escocês Sean Connery.

Connery havia atuado no teatro e na TV e feito algumas pontas no cinema antes de conseguir seu primeiro papel significante, ao lado de Lana Turner, em Vítima de uma Paixão (1958). Em seguida, ele recebeu papéis maiores, entre eles A Maior Aventura de Tarzan (1959). Harold Saltzman e Albert “Cuddy” Broccoli, os produtores de O Satânico Dr. No, tinham outros atores em mente para interpretar Bond, incluindo Cary Grant e James Mason. O próprio Fleming preferia outro candidato, David Niven. Após ganhar o papel, no entanto, Sean Connery rapidamente o personificou.

 

"Bond, James Bond"

Com Ursula Andress, Joseph Wiseman e Jack Lord, em O Satânico Dr. No, Bond, um agente do serviço secreto britânico, é enviado à Jamaica para investigar os assassinatos de outro detetive e seu secretário. Lá, ele é obrigado a enfrentar o malvado cientista chinês Dr. No (Wiseman), com a ajuda da bela e colecionadora de conchas Honey Ryder (Andress) e um agente da CIA (Lord). O Satânico Dr. No estabeleceu vários elementos característicos da série 007, incluindo o seu tema, as sequências de ação de ritmo acelerado, as sensuais “Bond girls”, a predileção de Bond por martinis de vodca “batidos, não misturados” e sua apresentação como “Bond, James Bond”.

Connery protagonizaria mais seis filmes de Bond, incluindo Moscou Contra 007 (1963), 007 Contra Goldfinger (1964), 007 Contra a Chantagem Atômica (1965), Com 007 Só se Vive Duas Vezes (1967), Os Diamantes São Eternos (1971) e (depois de 10 anos de hiato) Nunca Mais Outra Vez (1983). O título do último filme, um remake “não oficial” de 007 Contra a Chantagem Atômica, foi uma referência autodebochada das declarações passadas de Connery, que afirmava que não participaria mais da franquia de Bond. Embora ele tenha sido uma das principais atrações da bilheteria após o sucesso esmagador de 007 Contra Goldfinger, Connery havia supostamente se cansado do papel na época de 007 Contra a Chantagem Atômica (1965). Com medo de ficar confinado no seu famoso alter ego, ele começou a procurar papéis diferentes e mais desafiadores, emplacando sucessos como O Homem Que Queria Ser Rei (1975). Com performances elogiadas em O Nome da Rosa (1986) e Os Intocáveis (1987), pelo qual ele ganhou um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, Connery saiu completamente da sombra de 007 e brilhou como um dos atores mais venerados de Hollywood.

 

Outros agentes 007

Enquanto isso, outros atores fizeram com que a franquia de James Bond continuasse ao longo dos anos, com níveis variados de sucesso. George Lazenby interpretou Bond em apenas um filme, 007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade (1969), ao passo que Roger Moore teve ótima recepção nos sete filmes que realizou, começando com 007 – Viva e Deixe Morrer (1973) e terminando com 007 – Na Mira dos Assassinos (1985). Após dois filmes com Timothy Dalton, 007 – Marcado para a Morte (1987) e 007 – Permissão para Matar (1989), Pierce Brosnan o substituiu, dando nova vida à franquia, com sua interpretação jovial e elegante de Bond em quatro filmes: 007 – Contra GoldenEye (1995), 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997), 007 – O Mundo Não É o Bastante (1999) e 007 – Um Novo Dia para Morrer (2002). Daniel Craig, um Bond mais musculoso, fez sua estreia com o sucesso 007 – Cassino Royale (2006) e continuou com 007 – Quantum of Solace (2008) e 007 – Operação Skyfall (2012). Um novo filme da série, 007 – Contra Spectre, novamente com Daniel Craig no papel de Bond, tem estreia prevista para este ano.

 


Imagem: Mieremet, Rob / Anefo [CC BY-SA 3.0 NL], via Wikimedia Commons

Relógio de raios laser de James Bond agora é uma realidade [Vídeo]

A ficção sempre está um passo à frente, mas a realidade insiste em segui-la de perto. Desta vez, um jovem inventor alemão desenvolveu um relógio-pulseira que dispara raios laser, idêntico ao que James Bond utiliza para escapar de seus inimigos no filme 007 – Nunca Mais Outra Vez, de 1983, estrelado por Sean Connery.

Patrick Piebe conseguiu reproduzir o dispositivo colorido do famoso agente 007 e o chamou de LaserWatch. Ele possui uma tela LED, revestimento de fibra de carbono e a capacidade de disparar ao pressionar apenas o botão indicado, um laser de 1500 milliwatts, que pode funcionar entre 5 e 10 minutos graças à bateria de polímero de lítio.

Piebe afirma que, embora geralmente crie sua invenções por amor à arte, sem fins lucrativos, a repercussão do LaserWatch é tão boa que ele começou a pensar na possibilidade de produzi-lo para vender comercialmente – apesar de sua confecção artesanal fazer que os números não fechem. Dado que cada um desses relógios leva 40 horas de trabalho, seu preço não poderia ficar abaixo dos US$ 300.

Assista ao relógio em ação no vídeo abaixo:

Fonte e imagens: Gizmag 

Conheça o Agente Triciclo, o espião da Segunda Guerra que inspirou a criação de James Bond

O sérvio Dusko Popov, ou Agente Triciclo, é uma das figuras mais importantes da história da espionagem. Ele teve grande influência em episódios-chave da Segunda Guerra Mundial, como quando advertiu o ataque japonês a Pearl Harbour com um mês de antecedência e quando colaborou com informações falsas que chegaram aos nazistas sobre o desembarque na Normandia no Dia D. Seu principal legado, entretanto, foi a inspiração de vida, carreira e estilo que fez com que o autor Ian Flemming (que era oficial da inteligência naval) criasse o famoso personagem James Bond. Dusan "Dusko" Popov nasceu em 1912, em Titel, hoje Sérvia, na época ainda Império Austro-Húngaro. Estudou Direito na França e na Alemanha, onde um companheiro o convocou ao serviço de contraespionagem alemão. Em 1940, contatou os serviços secretos britânicos do departamento MI6 para oferecer seus serviços como agente duplo. Viajou a Londres, e, ali, em meio aos bombardeios da Luftwaffe, decidiu definitivamente colaborar com a derrota alemã de qualquer forma. De Lisboa, onde havia sido alocado pelos britânicos, começou a transmitir informações falsas a Berlim. O Agente Triciclo, em meio à violência e conspirações, vivia no Hotel Palace, sempre na companhia de mulheres jovens, conduzindo automóveis de luxo e apostando grandes quantidades de dinheiro no Cassino de Estoril.

Em 1941, os enganados chefes alemães pensaram que ele seria útil nos Estados Unidos, e para lá o enviaram. A Grã-Bretanha advertiu o FBI da chegada de Popov na qualidade de agente duplo a serviço dos Aliados. Ao chegar, comunicou aos americanos do ataque a Pearl Harbour. Porém o diretor do FBI, Edgar Hoover, moralista que depreciava Popov pelo seu estilo de vida, desconsiderou a informação. Em seguida, o agente retornou à Europa, onde teve uma destacada participação no processo de desinformação que despistou os nazistas sobre o desembarque dos Aliados na Normandia. Em 1947, recebeu a Ordem do Império Britânico. Em 1974, publicou suas memórias, que surpreenderam inclusive seus familiares, que não conheciam seu trabalho como espião. Quando uma vez foi perguntado se realmente era a fonte de inspiração para James Bond, respondeu: "Um cara como James Bond não teria durado 15 dias no meu posto".

 

Fontes e imagens:

SickChirpse  

Foro Segunda Guerra Mundial

TESTE DE ARMA

Em um campo de tiro, Marcos e seu filho testam uma arma antiga com 150 anos. Mas o que realmente os deixa fascinados é um passeio a bordo de um Aston Martin, idêntico ao usado por James Bond em seus filmes. Enquanto isso, Simon tenta comprar uma espada de 1888, usada na Batalha de Suaquém.

VOANDO COM 007

Marcão e seu filho têm a possibilidade de comprar um verdadeiro ícone das telas de cinema quando um cliente lhes oferece o helicóptero Pussy Galore do filme '007 contra Goldfinger', de James Bond. Mas antes de fazer uma oferta, eles pedem para fazer um voo teste, e acabam se surpreendendo. Depois, um cliente traz uma relíquia chinesa de 2.000 anos de idade, mas é impossível não questionar se é uma falsificação ou um objeto original.

12.Aug.1964

Morre o criador do James Bond

O criador do famoso personagem James Bond morria em um dia como este, em 1964, em  Cantuária, na Inglaterra. O escritor londrino Ian Lancaster Fleming era um oficial da Inteligência Naval do Reino Unido, que usou os seus conhecimentos adquiridos na guerra e na sua carreira como jornalista para escrever 12 romances de Bond e dois livros de contos.
 
As histórias de Bond, o agente 007, estão entre as mais vendidas de todos os tempos, com mais de 100 milhões de cópias. Seu personagem já apareceu em vinte e cinco filmes, tendo sido interpretado por oito atores em um período de 50 anos. Fleming fumava, bebia muito, tinha problemas de coração e acabou morrendo aos 56 anos, vítima de um ataque cardíaco. Dois de seus livros de Bond foram publicados postumamente.