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O último descendente de uma das famílias mais poderosas da história

Escritor é um dos últimos Médici, o sobrenome que dominou a Europa durante o Renascimento. 

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Lourenço de Médici nasceu em Milão, na Itália, há 66 anos. O escritor é um dos últimos descendentes dos famosos Médici, a família que determinou o destino de toda a Europa durante o Renascimento. De fato, ele recebeu esse nome em homenagem a Lourenço o Magnífico, seu antepassado do século XV, governante da cidade de Florença durante a Idade de Ouro do Renascimento. Em uma entrevista realizada à BBC, Lorurenço conta como é viver com o legado de sua família.

Ele explica que, por causa de sua linhagem, as pessoas pressupõem que ele é um especialista na história do Renascimento e que carregar esse sobrenome o obriga a estar o tempo todo à altura das circunstâncias.

Além disso, Lourenço acredita que o que transformou os Médici em um dos clãs mais poderosos da história foi o marketing, e que outras famílias, como os Rockefeller e os Fugger, tentaram imitá-los sem tanto sucesso.

O escritor e seu irmão não tiveram filhos, por isso, é provável que sejam os últimos homens vivos dessa linhagem poderosa.


Fonte: BBC

Imagem: Shutterstock

Italiana é a última pessoa nascida no século 19 ainda viva

Uma senhora que mora na pequena localidade de Verbania, na Itália, é a última pessoa nascida no século 19 que ainda está viva.

Emma Morano veio ao mundo em 29 de novembro de 1899. Aos 116 anos, não há ninguém mais velho do que ela no planeta, segundo Grupo de Pesquisas de Gerontologia dos Estados Unidos.

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Morano assumiu o posto de pessoa mais idosa do mundo com a morte na semana passada da norte-americana Susannah Mushatt Jones, que era cinco meses mais velha que ela. A recordista de idade mora sozinha em um apartamento, mas recebe visitas frequentes de parentes, enfermeiros e de seu médico. 

Mas qual o segredo da longevidade de Emma Morano? Segundo ela, sua saúde de ferro se deve à ingestão diária de três ovos crus e por não ter marido (é separada desde 1938). Mas a genética também conta pontos: sua irmã morreu aos 107 anos e sua mãe viveu até os 91 anos.

Morano viu inúmeras mudanças em seu tempo de vida. O mundo em que ela nasceu era completamente diferente do atual. A Rainha Vitória da Inglaterra ainda era viva, os aviões não existiam e as Olimpíadas modernas ainda não tinham chegado em sua segunda edição. Fatos que só conhecemos pelos livros de história foram vividos por ela. 

 

 


 

Fonte: El País
Imagem: VerbaniaNews/YouTube/Reprodução

Giuseppi Martinelli

O italiano Giuseppi Martinelli emigrou para o Brasil em 1888 com 18 anos de idade. Nas décadas seguintes, ele construiu uma das maiores fortunas do Brasil. Uma de suas marcas foi o Edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu de São Paulo. 

Nascido em 23 de julho de 1870, em Luca, na Itália, era pedreiro, seguindo longa tradição familiar, apesar de ter estudado na escola de belas-artes. No Brasil, trabalhou em um açougue e como mascate. Sua ascensão começou ao ser convidado pela firma Fratelli Fiaccadori – dos irmãos Puglisi-Carbone e Francesco Matarazzo – para abrir um escritório de despacho em Santos, uma cidade então muito insalubre, mas em cujo porto o movimento aumentava dia a dia. Logo abriu sua própria firma, a Fratelli Martinelli, com o irmão e outros dois sócios brasileiros.

Ascensão dos negócios

Em 1906, a Fratelli Martinelli já incluía em seus negócios uma casa bancária em Santos e São Paulo e representava firmas exportadoras italianas, especialmente na área de bebidas. Também conseguiu uma representação da companhia de navegação Lloyd Italiano e começou a exportar café para a Itália. Em 1911, com a Sociedade Anônima Martinelli, sediada na capital federal, intensificou as exportações e passou a atuar nos principais portos da Europa.

Durante a Primeira Guerra Mundial, teve outro salto de prosperidade ao iniciar uma companhia de navegação própria com navios antigos e enfrentar a travessia oceânica levando mantimentos aos países em meio ao conflito. De 1915 para 1922, expandiu a frota de três para 22 navios, batizando-a de Lóide Nacional. Em 1918, fez um acordo com o governo italiano de contratos de exportação para a península e abriu a Compagnia Commerciale Martinelli.

Antes do início da construção do famoso edifício Martinelli, em São Paulo, em 1924, ainda comprou minas carboníferas em Butiá-RS e estaleiros para produção de seus navios, que, mais tarde, o permitiram reerguer-se após falir e vender o prédio com a crise de 1929.

O prédio

Inspirado nas torres da Toscana, o empreendimento imobiliário de Martinelli em São Paulo tinha como proposta reunir sedes de empresas e suas operações principais, oferecer diversão e lojas de consumo de luxo à população e hospedar estrangeiros. Para isto, adquiriu-se o terreno do centenário Café Brandão. O projeto do arranha-céu contou com diversas versões. O desenho técnico e a própria construção civil contou com a participação de Martinelli, que além disso o vigiava dia e noite a partir do hotel em frente. A decoração exótica e o estilo eclético e detalhista lhe renderam a alcunha popular de bolo de noiva.

Depois de pronto, Martinelli mudou-se para a soberba cobertura do edifício. Mas após a quebra de 1929, viu-se obrigado a entregar o prédio a seus credores italianos. Em 1930, o italiano se reergueu favorecido por novos movimentos políticos, pela retomada da navegação e pela entrada no ramo de seguros, mas jamais conseguiu recomprar seu prédio.

Martinelli mudou-se para o Rio de Janeiro, onde construiu outros edifícios. Ele morreu no dia 27 de novembro de 1946.

09.Mar.1954

Nasce Francesco Matarazzo, criador do maior complexo industrial da América Latina

No dia 9 de março de 1854 nascia, em Castellabate, na Itália, Francesco Antonio Maria Matarazzo também chamado de Conde Matarazzo. Ele foi o criador do maior complexo industrial da América Latina do início do século XX. Quando morreu, em 1937, ele era o homem mais rico do Brasil, com uma fortuna de US$ 10 bilhões. A riqueza produzida por suas indústrias ultrapassava o PIB de qualquer estado brasileiro, com exceção de São Paulo.

Filho de agricultores italianos, Francesco Matarazzo emigrou para o Império do Brasil (1822-1889) quanto tinha 27 anos, em 1881. Quando desembarcou na Baía de Guanabara, perdeu a carga de banha de porco que trazia. Com o dinheiro que restou, foi para Sorocaba (SP), onde se estabeleceu e abriu uma casa comercial que vendia porcos e banha. Em 1890, transferiu-se para São Paulo, trazendo da Itália mulher, filhos e irmãos.

De início, montou um moinho de trigo, depois tecelagens, indústria metalúrgica, moinhos para a fabricação do sal, refinarias de açúcar, fábricas de óleo e gordura, frigoríficos, fábrica de velas, sabonete e sabão. A variedade nos negócios não parou de crescer e ele também possuía centros fabris, usina de sulfureto de carbono e de ácidos, fábrica de fósforos e pregos, de louças e azulejos, usina de cal, destilaria de álcool, fábrica de papel e a primeira destilaria de petróleo de Cubatão.

As Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo (IRFM) chegaram a contar com mais de 200 fábricas. O empresário também tinha um banco, uma frota de navios, um terminal no porto de Santos e duas locomotivas para transportar seus produtos. Além disso, havia as propriedades, entre elas uma mansão na avenida Paulista. Seu império contou com o benefício da política de proteção alfandegária, que reduzia o custo de importação de algumas matérias-primas e aplicava taxas mais altas aos produtos estrangeiros competitivos. Recebeu do rei Vitorio Emmanuele, da Itália, o título de conde por ter enviado dinheiro e mantimentos ao país durante a Primeira Guerra Mundial.

Após sua morte, em 10 de fevereiro de 1937, em São Paulo, os negócios da família foram assumidos por Francisco Matarazzo Júnior, o penúltimo dos 13 filhos, que ficou à frente dos negócios por quatro décadas. O sucessor natural seria Ermelino, o primogênito, contudo, ele morreu em um acidente de carro na Itália, em 1920.

 


Imagem: [Domínio público/Copyright expired], via Wikimedia Commons

21.Abr.0753

Fundação da cidade de Roma

Em 21 de abril de 753 a.C., foi fundada, às margens do rio Tibre, uma cidade que dominou a Europa durante séculos: Roma. Localizada ao sul da Europa, na Península Itálica, foi a antiga capital do Império Romano e é, hoje, capital do estado moderno da Itália. Inicialmente, a cidade não teve grande importância: era mais um porto da rota costeira do sal, mas, sob o domínio de reis de origem etrusca, como Tarquínio, o Soberbo, foram realizadas campanhas expansionistas que permitiram o controle do Lácio (região da Itália Central). Durante o século II a.C., houve um grande avanço no desenvolvimento de cidades romanas. Foram construídos os primeiros aquedutos dignos desse nome (em Roma, o terceiro aqueduto da cidade e o primeiro moderno, chamado Márcia, foi criado antes de 144 a.C.) e foram feitas diversas obras, como a rede de esgoto romana, as ruas pavimentadas, os edifícios, etc.


Imagem: S.Borisov/Shutterstock.com

 

ITÁLIA

Stefano tem 34 anos, nasceu em Milão, na Itália, mas sempre morou em João Pessoa, na Paraíba, e foi criado numa casa cheia de referências italianas. Sentar em volta de uma mesa por horas faz parte da rotina da família de Stefano, que agora vai crescer, com seu filho que nasce em breve. Apaixonado por futebol, é torcedor ferrenho do Milan e culturalmente se acha mais italiano do que brasileiro. Adora morar perto da praia, mas fará uma viagem ao coração financeiro do Brasil, São Paulo, para conhecer pessoas que saíram da Itália para construir uma vida diferente no Brasil, e acabaram ajudando a formar esta cidade gigantesca e cheia de contrastes.

Medusa foi a mais famosa vilã da mitologia grega, cujo olhar era capaz de transformar qualquer ser vivo em pedra. Mas, qual seria a verdadeira história por trás desta górgone com cabelos de serpente?

A MANSÃO PLAYBOY

A mansão Playboy é o lugar mais mal-afamado na América, onde as fantasias se tornam realidade e onde vale tudo. Mas por trás de suas paredes de pedra e de suas câmeras de segurança, existem segredos... escandalosos. Vamos entrar nesta residência imponente para revelar o que há por trás de suas festas decadentes e o tratamento especial geralmente reservado para mulheres bonitas e para a elite de Hollywood. Vamos saber como é difícil conseguir um convite para esta mansão incrível e como Hugh Hefner a transformou em um palácio do prazer. E ainda: quem é o seu cliente mais famoso e como esta mansão é protegida de intrusos. Lar privado de um dos homens mais públicos, a mansão Playboy é um santuário de segredos.

Stefano tem 34 anos, nasceu em Milão, na Itália, mas sempre morou em João Pessoa, na Paraíba, e foi criado numa casa cheia de referências italianas. Sentar em volta de uma mesa por horas faz parte da rotina da família de Stefano, que agora vai crescer, com seu filho que nasce em breve. Apaixonado por futebol, é torcedor ferrenho do Milan e culturalmente se acha mais italiano do que brasileiro. Adora morar perto da praia, mas fará uma viagem ao coração financeiro do Brasil, São Paulo, para conhecer pessoas que saíram da Itália para construir uma vida diferente no Brasil, e acabaram ajudando a formar esta cidade gigantesca e cheia de contrastes.

Conheça a história da múmia mais bela do mundo

Talvez não exista sofrimento maior que aquele causado pela morte de uma criança, especialmente para os pais.

E é exatamente esse sentimento aterrador, a ruptura com a ordem natural, que deu origem à triste história da “múmia mais bela do mundo”.

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Em algum dia do mês de dezembro de 1918, nasceu Rosalia Lombardo. Dois anos depois, vítima de uma epidemia de gripe, a pequena morreu de pneumonia. Desolados, seu pai, Mario Lombardo, oficial da infantaria, e sua mãe, Maria Di Cara, recorreram ao taxidermista Alfredo Salafia, o mais famoso da época, para que ele conservasse o corpo da criança com a melhor de suas artes. E foi exatamente o que ele fez: 90 anos mais tarde, o corpo de Rosalía ainda se encontrava em tal grau de compostura e beleza que as pessoas passaram a chamá-la de “a múmia mais bonita do mundo”.

O corpo da menina foi um dos últimos a ser recebido na câmara para crianças das catacumbas dos capuchinhos de Palermo, na Itália, sendo transportado até o túmulo por seu pai. Embora, segundo o estipulado, o caixão de Rosalia tivesse que ser retirado algum tempo depois, as visitas constantes que recebia de familiares – muitos deles residentes fora do país – fizeram com que ela permanecesse nas catacumbas.

Com o decorrer dos anos, as visitas à pequena múmia superaram o círculo familiar, ao mesmo tempo em que sua notoriedade ganhou fama, e ela começou a despertar o interesse do público em geral. E foi assim por muito tempo, até recentemente, quando seu corpo foi retirado de exibição por começar a revelar os primeiros sinais, embora pequenos, de decomposição.

Segundo o caderno de notas do taxidermista Alfredo Salafia, o procedimento utilizado se deu por meio de uma injeção de um composto ácido salicílico, capaz de matar os fungos; de sais de zinco, para que o exterior permanecesse rígido; álcool, para secar; e formol, para eliminar as bactérias. Por fim, ele aplicou glicerina na pele, para que não ficasse excessivamente seca.

 


Fonte: supercurioso.com

Imagem: De No machine-readable author provided. Maria lo sposo assumed (based on copyright claims). - No machine-readable source provided. Own work assumed (based on copyright claims)., Dominio público, via wikimedia

Conheça a doença fatal que impede as pessoas de dormirem

Estima-se que menos de 30 famílias no mundo sofram de uma "maldição genética" chamada Insônia Familiar Fatal (IFF).

A maior parte dos casos conhecidos está na Europa e eles ocorrem a partir da meia-idade. Uma família italiana quebrou o silêncio e resolveu falar do seu drama no livro The Family Who Couldn’t Sleep (A Família que não Conseguia Dormir, em tradução livre) onde é feito um retrato dessas pessoas que têm medo dos próprios genes.

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Mas o que é a Insônia Familiar Fatal? É uma doença que leva a pessoa à morte pela falta de sono, como resultado de um desequilíbrio dos sentidos. No seu estágio mais crítico, a pessoa até dorme um pouco, mas tem alucinações, sem saber se está viva ou morta quando acorda, e pode ir ao coma. Assim que os sintomas da IFF começam a aparecer, a evolução da doença é rápida e a expectativa de fica é curta - em média dois anos. 

Essa terrível enfermidade afeta o tálamo, o nosso centro de organização cerebral. Dessa forma, quem sofre de IFF está sempre "ligado", perde o controle do sono-vigília e a resposta dos sentidos. 

A boa notícia é que, aos poucos, essa doença misteriosa e rara é desvendada. Pesquisadores da clínica do sono de Elio Lugaresi, na Universidade de Bolonha, descobriram que a culpada por essa maldição genética é uma proteína disforme no cérebro chamada príon, causada por uma pequena mutação. Os príons, por uma razão desconhecida, começam a se reproduzir após os 50 anos de idade. 

No ano passado, pesquisadores italianos anunciaram testes clínicos de uma nova droga que poderia prevenir ou retardar a formação dos príons.

A droga, chamada doxiciclina, já mostrou efeitos promissores em testes contra a Doença de Creutzfeldt–Jakob (DCJ), uma enfermidade com relativo parentesco com a IFF. Agora é esperar para ver se algumas famílias poderão, finalmente, algum dia se verem livres dessa insuportável certeza genética. 


 

Fonte: BBC

Imagem: PrinceOfLove/Shutterstock.com 

Cientista afirma ter realizado transplante de cabeça com sucesso

O neurocientista italiano Sergio Canavero surpreendeu o mundo ao mostrar uma foto de um macaco e um vídeo de um rato que teriam sido submetidos a transplantes de cabeça.

[VEJA TAMBÉM: A lente biônica que pode ser implantada em 8 minutos e dar supervisão humana] 

Segundo Canavero, diretor do Grupo Avançado de Neuromodulação de Turim, os experimentos realizados nesses animais foram coordenados por ele mesmo, com a assistência dos professores Xiaoping Ren e C-Yoon Kim, na China e na Coreia do Sul. Isso confirmaria o potencial desse tipo de intervenção radical em humanos, e que poderá salvar a vida das pessoas com tetraplegia e distrofia muscular progressiva. O cientista italiano afirmou que possui o vídeo completo da evolução do rato desde a operação até quando ele começa a recuperar os primeiros movimentos – processo que dura entre três e quatro semanas.

A chave dessa inovação extraordinária se baseia na hipótese que uma medula espinal que sofreu um corte limpo pode se reconectar. “Isso nós demonstramos com o experimento dos ratos. Depois do transplante de cabeça, esses animais recuperaram a mobilidade total. Isso é revolucionário”, afirmou Canavero. Já o macaco foi sacrificado 20 horas após a operação. Diante dos questionamentos éticos, o cientista disse que não realizará mais experimentos com animais: “A partir de agora, as próximas intervenções serão feitas com humanos cerebralmente mortos”.
Todos esses passos são seguidos com atenção pelo jovem russo Valery Sprirdonov, o candidato para o primeiro transplante de cabeça em uma pessoa viva.




Fonte: El Mundo 

Imagem:agsandrew/Shutterstock.com