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Ars Moriendi, o guia medieval do além

O guia da morte foi um dos primeiros hits literários da época! 

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No século XV, em meio à terrível epidemia de peste negra que exterminou um terço da população europeia, foi redigido o Ars Moriendi, um manual cristão para a boa morte.

O livro, escrito originalmente em latim, teve duas versões: uma longa, na qual se detalha, em seis capítulos, como vencer as tentações e acessar o paraíso dos pios; e outra curta, com ilustrações e versículos breves, fáceis de memorizar, para a população analfabeta.

ARS MORIENDI

ARS MORIENDI


O manual foi pensado para fazer o acompanhamento religioso de moribundos que muitos sacerdotes recusavam, aterrorizados com a possibilidade de contrair uma doença mortal. Seu sucesso foi tanto que chegou a ser traduzido em quase todos os idiomas ocidentais da época, tornando-se uma referência espiritual obrigatória na hora de enfrentar a morte.

Calcula-se que no ano de 1500 circulavam aproximadamente 100 cópias manuscritas do Ars Moriendi. Além disso, foi um dos primeiros livros a serem impressos tipograficamente.


Fonte: Super Curioso

Imagens: Domínio Público/Wikipedia

Professor aposentado acredita ter encontrado a Camelot do Rei Artur

A existência do lendário Rei Artur nunca chegou a ser comprovada.

Mesmo assim, um professor aposentado britânico afirma ter localizado o castelo de Camelot, sede da corte que teria existido há 1400 amos. De acordo com Peter Field, a edificação ficava no local de um antigo forte romano chamado Camulodunum, em Slack, West Yorkshire, na Inglaterra. 

O lugar seria o ponto ideal para que o Rei Artur defendesse a Inglaterra de invasores no ano 500 D.C. “A descoberta foi feita por acaso. Eu estava olhando alguns mapas quando a ficha caiu”, disse Field, que foi professor da Bangor University. “Acho que desvendei um mistério de 1400 anos”, completa.

Sua hipótese ainda precisa ser analisada pela comunidade científica. Apesar de mais de mil anos de estudos, historiadores e arqueólogos nunca conseguiram confirmar a existência de Artur, Camelot ou da Távola Redonda. Teorias anteriores apontavam a localização de Camelot como sendo no Sul do País de Gales ou no Castelo de Cadbury, na Inglaterra. Mas até agora nenhuma evidência arqueológica comprovava essas hipóteses.

Depois de muitas pesquisas baseadas em fortificações históricas da época, acredita que o local que mais se encaixa no que seria Camelot é o vilarejo de Slack. Para o professor, o lugar teria importância militar estratégica. Naquele período, a região da Inglaterra era ameaçada por invasores anglo-saxões vindos das costas norte e oeste.  O ponto onde Slack fica localizado seria ideal para rapidamente juntar tropas com o objetivo de defender a nação de invasões  provenientes de qualquer lado. 

O nome do forte, Camulodunum, também seria uma evidência de que o local seria, na verdade, Camelot. A pesquisa de Field é mais uma a lançar luz sobre o mito do Rei Artur. Além dele, atualmente vários arqueólogos se debruçam sobre o mistério. Recentemente, pesquisadores descobriram muralhas com inscrições que comprovariam a lenda. Tudo indica que nos próximos anos, teremos mais revelações sobre essa figura mitológica.

 


 

Fonte: Business Insider

Imagem: Wikimedia Commons 

 

Seis motivos pelos quais a Idade das Trevas não foi tão sombria

O sábio italiano Petrarca cunhou a expressão “Idade das Trevas” nos anos 1330 para descrever o que ele considerava um declínio na qualidade da literatura da época em relação aos tempos dos antigos gregos e romanos. Mais tarde, o termo passou a abranger genericamente a suposta falta de avanços culturais na Europa desde a queda do Império Romano até o início dos chamados Renascimentos Medievais, período oficialmente conhecido como Primeira Idade Média (500-1000 d.C.). Mas historiadores – especialmente nos últimos anos – questionam se esse rótulo é justo e consideram “Idade das Trevas” um termo depreciativo. Na verdade, a vida na Primeira Idade Média não era tão sombria ou barbárica quando comparada a outros períodos e a época viu surgir mudanças políticas, culturais e econômicas.

 

[ASSISTA A REBELIÃO DOS BÁRBAROS. ESTREIA SEGUNDA (12/09), ÀS 22H40]

 

1 - O conceito de “Idade das Trevas” surgiu com estudiosos posteriores que tinham uma visão fortemente pró-Roma Antiga

Nos anos posteriores a 476 d.C., vários povos germânicos conquistaram o antigo Império Romano Ocidental (incluindo a Europa e o Norte da África), substituindo antigas tradições romanas pelos seus próprios costumes.  A visão negativa da assim chamada “Idade das Trevas” se tornou popular em grande parte graças aos escritos da época (incluindo os textos de São Jerônimo e São Patrício, no Século V, Gregório de Tours, no Século VI, e Beda, no Século VIII), que tinham uma perspectiva Romana. 

Se é verdade que inovações como o concreto romano foram perdidas e os índices de alfabetização não eram tão altos na Primeira Idade Média quanto na Roma Antiga, o conceito de “Idade das Trevas” veio de estudiosos como Petrarca, que viam a Grécia e a Roma Antiga como o auge da humanidade. Portanto, eles rejeitavam o período surgido depois, considerado por eles sombrio e caótico, sem o surgimento de grandes líderes e no qual não houve nenhum avanço científico nem produção de grande arte.

 

2 - A Igreja substituiu o Império Romano como a força mais poderosa da Europa, redefinindo a relação entre Estado e Igreja

Na ausência de Roma, a Europa na Primeira Idade Média sentia falta de um grande reino ou estrutura política que funcionasse como força centralizadora, a não ser em um breve período durante o reinado do Imperador Franco Carlos Magno (falaremos mais sobre isso depois). Ao invés disso, a Igreja medieval se tornou a instituição mais poderosa da Europa, graças em grande parte à ascensão do monasticismo, um movimento surgido com Santo Antônio do Egito e alcançaria sua maior influência na Alta Idade Média (1000-1300 d.C.). 

 

Reis, rainhas e outros mandatários, durante o período inicial medieval, baseavam sua autoridade no relacionamento deles com a Igreja. A ascensão de um forte papado, que começou com Gregório, o Grande (papa de 590 até 604), significava que a os monarcas não podiam monopolizar o poder, diferentemente da época do Império Romano. Essa ideia de limitação no poder real continuaria durante a Alta Idade Média, influenciando marcos importantes como a Magna Carta e o nascimento do Parlamento Inglês.

 

3 - O crescimento do monasticismo teve importantes implicações para os futuros valores e atitudes ocidentais

O domínio da Igreja durante a Primeira Idade Média foi uma das maiores razões pela qual, mais tarde, estudiosos – especificamente aqueles da Reforma Protestante do século XVI e do Iluminismo nos séculos XVII e XVIII rotularam o período como “desiluminado” (outro modo de chamá-lo de sombrio), acreditando que o clero reprimiu o progresso intelectual em favor da piedade religiosa. Mas antigos mosteiros cristãos encorajavam a alfabetização e o aprendizado, e muitos monges medievais foram artistas ou patronos das artes.

 

Um monge particularmente influente na Primeira Idade Média foi Bento de Núrsia (480-543), que fundou o grande monastério de Monte Cassino.  Sua Regra de São Bento – um tipo de constituição escrita embasando os padrões para o mosteiro e a congregação, limitando a autoridade do abade de acordo com esses padrões – se espalhou pela Europa, eventualmente se tornando o modelo para a maioria dos mosteiros ocidentais.  Finalmente, a insistência de São Bento de que “a ociosidade é inimiga da alma” e sua regra de que monges devem se dedicar tanto aos trabalhos manuais quanto ao intelecto e ao espírito antecipou em séculos a famosa ética de trabalho protestante.

 

4 - Houve um boom na agricultura durante a Primeira Idade Média

Antes da Primeira Idade Média, a prosperidade da agricultura era amplamente limitada ao sul, onde o solo arenoso, seco e solto era propício para os primeiros arados. Mas a invenção de arados pesados, que conseguiam revirar o solo mais fértil encontrado mais ao fundo dos terrenos, iria estimular a agricultura do norte da Europa por volta do século X. Outra inovação-chave do período foi a cabeçada para cavalo, acessório usado no pescoço e ombros do animal para distribuir o peso e protegê-lo quando estiver puxando um arado ou uma carroça. Os cavalos se mostraram muito mais poderosos e eficazes do que bois, e esse acessório iria revolucionar a agricultura e o transporte. O uso de ferraduras de metal também se tornou prática comum por volta do ano 1000 D.C.

 

Cientistas também acreditam na ocorrência de um fenômeno conhecido como Período do Aquecimento Medieval, que teria ocorrido entre os anos 900 e 1300. Nessa época, o mundo teria passado por temperaturas relativamente quentes. Isso teria causado um impacto maior principalmente no hemisfério norte, se estendendo desde a Groenlândia até a Europa continental. A combinação de avanços importantes na tecnologia agrícola com o clima bom parece ter sido o combustível para esse boom na agricultura da época. 

 

5 - Grandes avanços ocorreram na ciência e matemática – no mundo islâmico

Entre os mitos mais populares a respeito da “Idade das Trevas” está a ideia de que a Igreja cristã medieval teria sufocado o ímpeto natural dos cientistas, proibindo procedimentos como autópsias e dissecações, basicamente impedindo todo o avanço científico. Evidências históricas não corroboram essa ideia: o progresso pode ter sido mais lento na Europa ocidental na Primeira Idade Média, mas foi contínuo e estabeleceu as bases para avanços que ocorreram em períodos medievais posteriores.

 

Ao mesmo tempo, o mundo islâmico deu um salto em matemática e nas ciências, partindo do conhecimento adquirido de textos da Grécia antiga e de outros documentos traduzidos para o árabe. A tradução para o latim do “Livro da Restauração e do Balanceamento”, escrito por al-Khwarizmi, astrônomo e matemático persa do século IX, apresentaria a álgebra para a Europa, inclusive a primeira solução sistemática para equações lineares e quadráticas: a versão em latim do nome al-Khwarizmi nos deu a palavra “algarismo”.

 

6 - A Renascença Carolíngia viu florescer as artes, literatura, arquitetura e outras áreas culturais

Carlos, filho de Pepino, o Breve, herdou o reino Franco com seu irmão Carlomano quando Pepino morreu em 768. Carlomano morreu muitos anos depois, e aos 29 anos Carlos assumiu totalmente o controle, começando seu reino histórico como Carlos Magno. Por meio de mais de 50 campanhas militares, suas forças enfrentaram muçulmanos na Espanha, bávaros e saxões no norte da Alemanha e lombardos na Itália, expandindo exponencialmente o império Franco. Como representante da primeira tribo germânica a praticar o catolicismo, Carlos Magno levou muito a sério sua missão de propagar a fé. No ano 800, o papa Leão III corou Carlos Magno como “imperador dos Romanos”, título que eventualmente evoluiu para Sagrado Imperador Romano.

 

Carlos Magno trabalhou duro para fazer jus a essa distinção imponente, construindo um estado fortemente centralizado, incentivando o renascimento do estilo de arquitetura romano, promovendo reforma educacional e garantindo a preservação de textos clássicos em latim. Um avanço fundamental do reinado de Carlos Magno foi a introdução da forma de escrita manual conhecida como minúscula carolíngia. Com inovações como pontuação, maiúsculas e minúsculas e espaçamento entre as palavras, ela revolucionou a leitura e a escrita, facilitando a produção de livros e outros documentos. Apesar de a dinastia Carolíngia ter se dissolvido no fim do século IX (Carlos Magno morreu em 814), seu legado – incluindo livros, escolas, currículos e técnicas de ensino – serviria de base para o Renascimento e outras renovações culturais.

 


FONTE:Sarah Pruitt

Sexo sempre foi proibido, mas casamento homossexual podia na Idade Média

O casamento entre dois homens era possível na Idade Média e se chamava adelfopoiesis. Em tese, uma união espiritual entre homens.

O casamento homoafetivo já foi aceito e bem regulamentado pelos cristãos no passado. Durante a Idade Média, ocorria a chamada adelfopoiesis, que, em grego, significa “fazer irmãos”.

Era uma cerimônia religiosa na qual dois homens se uniam para criar uma convivência. O ritual não só permitia compartilhar o lar, mas também lhes dava o direito à herança, em caso de morte de um dos dois, e de serem enterrados em um mesmo túmulo. A única coisa que não podia era praticar sexo, embora, acredite-se que a adelfopoiesis era uma forma de encobrir os relacionamentos homossexuais.

A prática da adelfopoiesis foi pesquisada pelo teólogo ortodoxo Pável Florenski. Em seu livro “O Pilar e o Fundamento da Verdade. Ensaio sobre a Teodiceia Ortodoxa em Doze Cartas”, o teólogo defende que esse tipo de casamento não tinha nenhuma relação com o amor erótico.

Em vez disso, tratava-se de uma união espiritual, cujo objetivo era desenvolver a compreensão do trabalho de Jesus Cristo a dois. Durante as cerimônias, eram recitados cânticos, textos, o casal era unido com um cinto e ocorria também uma troca de beijos entre os participantes.


Fonte e imagem: supercurioso.com

Fantasmas da Idade Média ainda assombram o sexo na modernidade

Confira algumas leis medievais para as relações sexuais e entenda um pouco dos nossos atuais preconceitos.

Muito do que pensamos, fazemos e condenamos hoje em relação ao sexo tem origem na Idade Média. Mesmo que de forma inconsciente, repetimos alguns tabus, medos, culpas e preconceitos que remontam há mais de 1 mil anos.

Confira algumas curiosidades sobre as relações sexuais em um período compreendido entre os séculos V e XV.

Preservativos
As “camisinhas” medievais eram feitas de pedaços de intestino de animais amarrados com barbante ou de linho. Em ambos os casos, o objetivo era prevenir doenças venéreas. A contracepção é algo bem mais recente. Só se pensou nisso em meados do século XVII.

Posição correta
A Igreja determinava que a única posição natural para o sexo era a conhecida “papai e mamãe”, na qual o homem fica em cima da mulher, cara a cara. As outras posições, assim como o sexo anal e oral, eram consideradas pecado.

 

Atos contra a natureza
Um estudo de São Tomás de Aquino concluiu que o único ato possível era o coito vaginal. Todo o resto eram sodomia ou “atos contra a natureza”: masturbação, sexo oral ou anal e homossexualismo eram pecados tão terríveis que podiam ser punidos com a morte na fogueira, forca, fome ou mutilação.

Prostituição
Durante um tempo, a Igreja aprovou a prostituição como forma de evitar o adultério e o homossexualismo. As prostitutas trabalhavam em bordéis e, nas aldeias, eram identificadas por roupas especiais. 

Celibato
Os solteiros não podiam fazer sexo. Os fornicadores (aqueles que tinham sexo sem estar casados) deviam ser denunciados ao padre de sua congregação.

Impotência
Caso um homem tivesse problemas para satisfazer sexualmente sua esposa, um grupo de mulheres sábias examinava seu órgão genital para determinar se ele era capaz de procriar. Se, aos seus olhos, não era, o casal então tinha que se separar.


Fonte: Pijama Surf

Imagem de destaque: Kaspars Grinvalds/Shutterstock.com

Imagem no meio do texto: DarkBird/Shutterstock.com 

Escute! Ciência reconstrói enigmática melodia medieval

Cientistas da Universidade de Cambridge conseguiram reconstruir uma melodia medieval conhecida como “Cantos de Consolação”, com base em um manuscrito do século XI.

Trata-se de um documento antigo, escrito em neumas, um tipo de notação musical muito utilizada na Idade Média, que fez parte da biblioteca da universidade até ser roubado, na década de 1840.

Dada a extinção das antigas tradições sonoras, a partir do século XIII, a tarefa de tocar essa melodia não era fácil, de tal modo que os especialistas achavam que nunca conseguiriam reproduzi-la.

Apesar das dificuldades e após uma pesquisa que durou 20 anos, os cientistas conseguiram, por fim, reconstruir com precisão esses “Cantos de Consolação”:

Escute a melodia no vídeo abaixo:


 

 

 


Fonte: The Daily Mail 

Imagem: Cambrigde University Library

O fim de um mistério ancestral: é revelada a identidade do “homem da máscara de ferro”

Mais de 30 anos de pesquisa permitiram revelar a identidade do homem enigmático por trás da máscara de ferro, um mistério de três séculos de idade.


O lendário “homem da máscara de ferro” parece ter sido descoberto depois de 350 anos de enigma e suspense. A busca por sua identidade inspirou grandes escritores da literatura universal, como Voltaire, em seu livro “Questions sur l’Encyclopedia” (1771), ou Alexandre Dumas, em “O Visconde de Bragelonne” (1847), sem grandes resultados. Agora, Paul Sonnino, professor de história da Universidade de Santa Bárbara, diz ter uma resposta definitiva.

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Em seu livro “The Search for the Man in the Iron Mask: A Historical Detective Story” (A Busca pelo Homem da Máscara de Ferro: Uma História de Detetives), o professor revela os resultados da pesquisa, um trabalho que demandou 30 anos de esforços. Nele, Sonnino afirma que o nome verdadeiro do personagem é Eustache Dauger e que ele não se escondia atrás de uma máscara de ferro, mas de uma máscara de veludo. Ele era assistente do cardeal Jules Mazarin, chefe dos ministros do rei.

Poucos anos depois de Mazarin ser acusado de roubo à realeza britânica, Dauger foi preso. “Eustache Dauger deve ter falado demais em um momento inoportuno. Quando foi preso, lhe disseram que, se ele revelasse sua identidade, seria executado imediatamente”, afirma o professor.

Após sete anos de prisão em Pignerol, Dauger foi transferido para a Bastilha em 1698, onde morreu em novembro de 1702, aos 45 anos. Ele foi enterrado no cemitério de Saint-Paul-de-Vence, em Paris, em um túmulo sob o nome de Marchioly.

 

 


Fonte: Daily Mail
Imagem: Gravura anônima/Creative Commons

A época medieval em que o homem criou a armadura perfeita

Diferentemente das armaduras primitivas, que deixavam partes vitais do corpo indefesas, a tecnologia medieval criou as primeiras armaduras perfeitas, verdadeiras joias artísticas da defesa pessoal.

Pescoço, ombros e joelhos ficavam expostos quando as primeiras armaduras de combate começaram a ser feitas. Essas regiões do corpo eram, então, cobertas com placas de couro fervido, que, ao secar, mascaravam com falhas a rigidez do metal.

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Além disso, os capacetes e placas de metal eram confeccionados com formas toscas, às vezes tão retas que acabavam se tornando ineficazes na hora em que os cavaleiros tinham que desviar do golpe de armas, os quais terminavam por acertar a cabeça e outras zonas mais sensíveis.

Com o passar do tempo, foram desenvolvidas novas técnicas, capazes de substituir o metal pesado por ligas mais leves e resistentes, permitindo a modelação de capacetes mais eficientes, com viseiras, proteções para o pescoço e golas.

Por volta de 1400, os cavaleiros já vestiam armaduras completas em regiões como França, Itália e Alemanha, um hábito que seria difundido no resto da Europa com o passar das décadas. Nessa época, os joelhos já estavam protegidos, assim como os cotovelos e as partes inferiores de todas as articulações.

Até mesmo as selas e os cavalos tinham uma blindagem adequada, desde a testeira, ou a parte da frente, passando pela proteção das crinas e do peitoral até os flancos do animal. A armadura perfeita havia nascido.

 

 


Fonte: muyhistoria.es 
Imagem: Distrikt 3/Shutterstock.com

Quem foram os trovadores? O Spotify da Idade Média

Atualmente, o acesso à música é algo fácil e natural. Por isso, é difícil imaginar um mundo em que as músicas estejam distantes de seus ouvintes e seu encontro seja limitado.

A primeira gravação da história data de 1888 (“Israel in Egypt”, de Georg Friederich Andell), o que significa que, há menos de dois séculos, a escuta musical se limitava ao acontecimento “ao vivo”, motivo pelo qual era necessário saber procurar, ter sorte (ou poder, ou riqueza) para encontrar as melodias adequadas para o próprio ouvido e espírito.

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Por isso, o surgimento dos trovadores e jograis na Europa da Idade Média tem um enorme significado histórico. Esses músicos e poetas tocavam nas cortes de reis e para o povo bonitas canções que falavam sobre a vida da comunidade: histórias de amor, sátiras políticas, contos morais, narrativas épicas, etc – nenhum tema lhes era estranho.

Os trovadores e jograis, para atingir a maior quantidade possível de pessoas, abandonaram a língua culta, o latim e começaram a compor e improvisar seus versos na linguagem popular. Além disso, ao utilizarem a voz e os instrumentos em suas composições em vez da palavra escrita, trouxeram a possibilidade de os analfabetos (a grande maioria da população naquela época) acessarem a cultura.

Eles foram os criadores das primeiras canções de conteúdo não religioso, e por isso eram perseguidos pela Igreja. Esses precursores, chamados goliardos, reconhecidos (e criticados) por sua vida livre e desordenada, costumavam ser frades que abandonavam os conventos para viajar aos vilarejos zombando de tudo aquilo que os poderes instituídos da época tentavam reafirmar.

O mais antigo dos trovadores conhecidos é Guillermo de Poitiers. Esse Duque de Aquitânia (região do sudoeste da França) foi quem inaugurou a tradição libertária do acesso livre à música, que, atualmente, tem seu equivalente na incrível facilidade de acesso a quase qualquer canção composta e interpretada em qualquer canto do planeta

Escute abaixo um pouco da música dos trovadores:



Fonte: Wikipédia 

Imagem: John Copland/Shutterstock.com

Cientistas encontram indícios de um dilúvio universal na Europa

O resultado de uma análise exaustiva de árvores milenares da Europa permitiu que cientistas americanos estabelecessem um mapa de precipitações do Velho Continente nos últimos dois mil anos.

[VEJA TAMBÉM:Rio de pedras de gelo corre em pleno deserto da Arábia. Veja o vídeo] 

Crônicas medievais falam de uma fome implacável, que assolou a Europa na primavera de 1315 e que matou milhares de pessoas durante dois anos. Hoje, cientistas americanos da Universidade Columbia conseguiram estabelecer as causas de um dos episódios mais atrozes da história da humanidade.

Por meio de um estudo minucioso de anéis de cedros e outras árvores milenares da Alemanha, Escandinávia e Irlanda, em alguns casos “contemporâneos aos antigos romanos e a Jesus”, os pesquisadores elaboraram um atlas climático que demonstrou o alcance da catástrofe europeia no século XIV.

A espessura dos anéis de crescimento das árvores, de acordo com os estudiosos, obedece a fatores que limitam ou não o crescimento vegetal, como a temperatura, a chuva caída durante um ano e a intensidade da luz. Quanto menor o índice de precipitações, mais fino e escuro é o anel.

Os pesquisadores conseguiram estabelecer que a fome sofrida pela Europa no início do século XIV foi causada por precipitações altíssimas, absolutamente anormais e de dimensões catastróficas na maior parte do continente, desde a Irlanda até a Polônia, Bielorrússia e a Lituânia. Somente a Itália e o sul da Espanha, como grande parte do território Bizantino, ficaram de fora da tragédia.

 


Fonte: Sience Advances
Imagem: alexilena/Shutterstock.com